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sábado, 13 de agosto de 2016

O que priorizar em um PC gamer: placa de vídeo ou processador?

Na hora do upgrade do computador para rodar games mais novos sempre pinta a dúvida: por onde começar?Processador ou placa de vídeo? Embora a resposta mais simples seja fácil de dar – comece sempre pela placa de vídeo – há situações em que é preciso pensar melhor em uma série de fatores.

Considere a performance a ser ganha, o gasto envolvido, um planejamento para obter um bom custo x benefício, além de atingir o melhor equilíbrio de desempenho possível no computador. Fique por dentro desses cenários para fazer uma compra bem informada.

Placa de vídeo é sempre o ideal?

Na grande maioria dos casos, sim. A placa de vídeo será o componente mais importante no PC dedicado a jogos. A capacidade de processamento gráfico é o fator principal na equação em busca de uma melhor qualidade na reprodução de games. É possível montar um PC para jogos, inclusive com capacidades para realidade virtual, com processadores da quarta geração da Intel (que já está na sexta geração), que são relativamente antigos, mas não comprometem a experiência de uso em nenhuma medida.

Mas há exceções. Se o computador que é usado como base para o upgrade for muito antigo, adotar uma placa de vídeo muito mais nova pode não representar um salto muito grande, já que haverá gargalos: o restante do equipamento simplesmente não acompanha o potencial da placa de vídeo.

Como saber se o computador é muito velho?

É difícil determinar um ano como o limiar da necessidade de um upgrade, mas a presença de alguns componentes serve para denunciar que o computador está no fim da linha. Soquetes aposentados pela Intel, limitações de chipset (relacionadas com interfaces de armazenamento, memórias e novas tecnologias e padrões), barramentos mais antigos (PCIe 2.0 e não 3.0, por exemplo), são todos indícios de que o computador, no geral, é velho demais para tirar todo o proveito de uma placa de vídeo mais recente.

Quando o processador é a melhor ideia?

No geral, trocar de processador para jogar não é a opção mais comum para atacar o problema, mas nas situações em que o computador todo já anda pela fila da aposentadoria, pode ser interessante começar a evolução pelo processador.

Mas só vale à pena trocar de processador se o movimento presumir um salto relevante de performance. Um computador com um processador Intel de quarta geração, por exemplo, só vai ter ganhos de verdade se o usuário decidir pela compra de um de sexta, mais atual. Algumas dessas CPUs, inclusive, permitem performance razoável em games atuais – longe de rivalizar com placas de vídeo de verdade – mas suficiente para justificar o investimento do gamer que sente saudade de poder rodar títulos lançados recentemente.

Só que essa decisão acaba obrigando a aquisição de uma nova placa-mãe, já que as placas antigas não aceitam as novas CPUs. É, de certa forma, o mesmo problema da placa de vídeo que, embora possa ser instalada na placa antiga, não funcionará em seu pleno potencial.

Computador antigo demais: planeje seu orçamento e prioridades

Aí chegamos à conclusão de que, se o computador é velho demais a ponto de não acompanhar bem as novidades em termos de hardware, a opção mais inteligente é racionalizar o orçamento: definir um patamar de performance adequado e, a partir daí, prever um programa de aquisições de componentes. Pode ser necessário fracionar o computador, comprando primeiro processador e placa-mãe (placa de vídeo antiga, memórias, fonte, gabinete, HDs e monitor podem ser reaproveitados nesse primeiro instante).

Num segundo estágio, vem a nova placa de vídeo e assim por diante.

De olho nas APUs

A saída não é comum, mas as APUs da AMD vem ganhando em performance e, para consumidores que usam hardware da AMD, pode ser interessante sair de um processador FX para uma APU da marca – especialmente as A10 e A12, mais poderosas e de gerações mais recentes.

Algumas dessas APUs prometem jogos a resolução Full HD e com taxa de quadros razoável, no mínimo equivalentes a consoles. A solução está longe de ser ideal, mas para quem usa hardware da AMD mais antigo, o salto deverá ser considerável, ao menos até as contas se equilibrarem e ser possível investir em uma placa de vídeo de verdade.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Deixe sua velha GPU como nova

Uma boa faxina pode reduzir o calor, o barulho, melhorar o desempenho e até mesmo aumentar a vida útil de sua placa de vídeo.


Seu PC merece toda a atenção possível. Se você negligenciar a
limpeza de sua máquina, com o tempo os ventiladores ficarão sujos, os dissipadores entupidos com poeira e a pasta térmica começará ressecar. O calor irá se acumular, gerando instabilidade e até mesmo a falha completa dos componentes.

E nenhum componente de seu PC é mais vulnerável ao calor que sua placa de vídeo. Mesmo os modelos menos sofisticados tem complexas unidade de processamento gráfico que consomem muita energia e produzem uma boa quantidade de calor. Mas se você tiver o cuidado de fazer uma boa faxina em sua GPU, poderá se surpreender ao vê-la rodando como nova. Ou até melhor do que isso.

Ferramentas necessárias

Para começar você vai precisar de algumas ferramentas e um pouquinho de know-how. Consiga um bom conjunto de chaves de fenda com pontas variadas e material de limpeza como uma lata de ar comprimido, álcool isopropílico (nunca use “álcool” comum de limpeza, já que 54% dele é água!) e cotonetes. Separe também uma escova de dentes pequena, para remover poeira e pasta térmica velha, e um pouco de pasta térmica de boa qualidade.

Neste projeto usarei uma GPU Radeon HD 5870, que já tem alguns anos de idade. Esta placa da ATI (hoje AMD) usa três tamanhos diferentes de parafusos Philips para fixação ao gabinete, ao dissipador e à cobertura do ventilador, e tem uma chapa metálica na traseira para reforço mecânico e auxílio na dissipação de calor. O ventilador em forma de barril, e o dissipador longo com muitas aletas próximas umas das outras, são propensos ao acúmulo de poeira. Além disso, como era uma GPU poderosa em sua época, pode ficar realmente quente ao rodar jogos.

Quando era novinha em folha, esta GPU geralmente funcionava a uma temperatura de 78 graus centígrados. Mas desde que ficou empoeirada e suja está chegando a 85 graus centígrados. O ventilador não só está mais barulhento, como também gira mais rápido e com mais frequência, “trabalhando dobrado” para lidar com o calor.

O desmonte

O primeiro passo na limpeza é desmontar a placa. Em nosso caso começamos removendo os parafusos que prendem a chapa de reforço na traseira. Em seguida removemos os dois parafusos menores que prendem a cobertura do ventilador, e por fim os quatro parafusos menores que seguram o encaixe do dissipador.


No caso da Radeon HD 5870, comece removendo os parafusos nas costas da placa

Você pode até pensar que com todos os parafusos removidos a placa vai se “desmanchar”, mas isso não acontece. A maioria das GPUs é coberta com pasta térmica e outros materiais que funcionam como cola. A minha Radeon HD 5870, por exemplo, tem adesivos térmicos ente a chapa de reforço e os chips de RAM na traseira, entre o dissipador principal e os chips de RAM montados na frente, e entre o dissipador de calor e a GPU.

Tenha cuidado ao separar as peças para não danificar nenhum componente, nem os adesivos térmicos propriamente ditos. Eu gentilmente separei a chapa de reforço do resto da GPU puxando com força constante aplicada por igual, e fiz o mesmo com a cobertura do ventilador e o dissipador. Resista à tentação de enfiar uma chave de fenda entre duas peças e usá-la como alavanca, já que qualquer deslize poderá danificar um componente ou trilha do circuito, e aí sua placa vira um peso de papel. Cuidado ao remover o ventilador, você provavelmente terá de desplugá-lo da placa de circuito, e não vai querer romper o cabo.


Pasta térmica velha e ressecada era uma das causas do "calorão" na minha placa.
Note os adesivos térmicos (à esquerda) que vão sobre os chips de RAM.

Depois de desmontar a placa ficou óbvio porque ela estava tão quente: o dissipador e o ventilador estavam imundos. Além disso havia pasta térmica demais na GPU, e com o tempo e o calor ela começou a ressecar e rachar.

Usei uma lata de ar comprimido e uma escova de dentes para remover a sujeira do ventilador e dissipador. Limpei a pasta térmica velha que estava sobre a GPU, e na base do dissipador, usando cotonetes embebidos em álcool.

A reconstrução

Depois de limpar o dissipador e o ventilador e remover a velha pasta térmica, apliquei uma nova camada de pasta térmica de boa qualidade e remontei a placa. Também tomei algumas medidas extras para me certificar de que seu sistema de refrigeração funcione da melhor forma possível.

Na Radeon HD 5870 há uma estrutura de metal (um quadrado vazado com quatro braços diagonais) com quatro molas que serve para prender o dissipador à GPU e aplicar pressão suficiente para garantir um bom contato e transferência de calor entre eles. Com o tempo a estrutura e as molas podem se deformar ou comprimir, o que diminui a pressão. Para corrigir isso eu cuidadosamente dobrei para trás os braços e estiquei as molas. Com isso ele voltam a exercer a pressão necessária entre o dissipador e a GPU.


Limpei completamente a base do dissipador (em cobre acima) antes de aplicar a pasta térmica nova

Ao aplicar pasta térmica, o objetivo é usar a menor quantidade possível e produzir uma camada ultrafina sobre a superfície do chip. Usei uma gota do tamanho de um grão de pimenta do reino e a espalhei sobre o chip usando um cartão de crédito até que toda a superfície estivesse coberta. Depois remontei a placa, tomando o cuidado de me certificar que o dissipador estava instalado corretamente e fazendo bom contato com a GPU.

Não se esqueça do software

Agora que sua GPU está limpinha, é hora de colocá-la de volta no PC. Aproveite o tempo e baixe os drivers mais recentes para ela no site do fabricante.

Embora instalar uma nova BIOS (ou vBIOS, software que roda na própria placa e controla seu funcionamento interno) em uma GPU antiga não seja geralmente necessário, isso pode ajudar a aumentar o desempenho da placa, como aconteceu quando a AMD adicionou o recurso “Boost” à Radeon HD 7950. Uma nova BIOS também pode melhorar a estabilidade e corrigir problemas de compatibilidade, como quando uma recente atualização da GeForce GTX Titan melhorou a compatibilidade com monitores 4K.



Utilitários como o NVFlash podem ser perigosos, usem com cuidado!

Para instalar uma nova BIOS consulte o site do fabricante para saber se há uma nova versão disponível para sua GPU e instruções de como instalá-la. Usuários mais destemidos podem usar ferramentas de terceiros, como o NVFlash e ATI Flash, para experimentar BIOS alternativas. Mas tenha cuidado, pois o uso errado destas ferramentas, ou a instalação de uma BIOS incompatível, pode arruinar sua GPU.

O resultado

No meu caso todo este esforço valeu a pena. Minha Radeon HD 7850 agora raramente chega aos 75 graus centígrados quando em uso, e o ventilador faz muito menos barulho. Meu PC no geral ficou mais silencioso, e minha GPU provavelmente ganhou um ou dois anos de vida extra. Nada mal.