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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

SMART TV: HDR é uma das tecnologias mais importantes para avaliar em 2018

A tecnologia HDR (High Dynamic Range) torna as imagens ainda mais realistas e evita que usuário perca detalhes nas cenas escuras ou escondidos no brilho das cenas claras. Isto é fundamental para quem gosta de assistir a filmes, séries ou, até mesmo, jogar os melhores games em casa sem perder nenhum detalhe.

Junto os padrões de resolução 4K e telas de Pontos Quânticos (como é o caso das QLEDs da Samsung) ou OLED (vendidas pela LG e Sony), o padrão HDR presente na Smart TV deve estar entre os principais fatores de análise na hora da compra.
Entendendo o que são NITs

Pegando as QLEDs da Samsung como exemplo, o potencial HDR pode variar entre 1.500 Nits (HDR1500) e 2.000 Nits (HDR2000), este último, se você estiver usando uma QLED Q9F.

Os “Nits” representam luminância — ou seja, intensidade luminosa. A determinação de quantidade de luminosidade de um objeto ou superfície é medida em candela por metro quadrado (cd/m²). Existem várias formas de “medir” isso, mas o nit é a unidade do Sistema Internacional (SI) por ser a mais completa: ele leva em conta também o ângulo de projeção para determinar a intensidade, já que o objetivo de uma tela não é iluminar um ambiente, mas ser permitir que o conteúdo seja visualizado.

Nits: com mais luminância, imagens ganham mais detalhes

Em termos menos técnicos, ter mais Nits significa dizer que a Smart TV reproduzirá imagens com cores mais vivas e melhores níveis de contraste (do branco total ao preto mais puro). Isto é fundamental para quem gosta de assistir filmes em casa.
Mas também tem o Volume de Cor

Volume de Cor

A imagem acima mostra uma das principais evoluções, das primeiras TVs de Pontos Quânticos para os modelos de QLEDs atuais: o alcance de 100% do volume de cor.

Com isso, a representação de cores não perde em nada ao que foi gravado em uma cena de filme, esporte ou outro conteúdo, chegando ao telespectador da mesma forma que foi idealizada pelos estúdios.

Explicando de outra forma, lembre que a cor é determinada pela luz. Então, considere a chuva, por exemplo. Geralmente, ela nada mais é do que gotas d’água caindo do céu. Mas, com a quantidade certa e o ângulo exato de luz solar, pode se transformar em um arco-íris. As televisões também utilizam a luz de forma semelhante para criar cor, e garantir 100% do volume significa que a cor está representada por completo, sem perdas.

Nesse sentido, a intensidade e a vibração da cor também ficam melhor representadas. Por exemplo, a fachada de um prédio parece de forma diferente em vários momentos do dia e épocas do ano. E garantir que essa representação seja fiel é, essencialmente, a ideia por trás do volume de cor, uma medida que avalia a forma como as cores no mundo real aparecem quando recebem diferentes níveis de brilho.

Então, fico claro?

Com o perdão do trocadilho, ficou evidente que você deve procurar entender qual é o padrão HDR presente na sua próxima Smart TV, e se a tela tem uma tecnologia que consiga entregar 100% das cores representadas na imagem. Para ter uma “imagem de cinema” essa pode ser a grande diferença.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Por que você está assistindo televisão do jeito errado e como arrumar isso

Se você estiver pronto para investir centenas de reais em um aparelho de televisão, então você quer ter certeza de que está conseguindo a melhor imagem possível, mas muitos de nós não tomam o tempo necessário para configurar corretamente a exibição que estamos assistindo. Veja como obter o valor do seu dinheiro, de sua tecnologia de TV e as configurações na tela que você precisa conhecer.


É importante ressaltar logo no início que pode ser necessária alguma experimentação, porque televisões diferentes têm diferentes peculiaridades. Além do mais, diferentes tipos de conteúdo precisam de diferentes tipos de configuração. Com isso em mente, podemos dar algumas das melhores práticas gerais a seguir, independentemente da marca e do modelo da TV.

Um bom lugar para começar é com os modos predefinidos que vêm com a sua televisão — dê uma olhada nas configurações para encontrá-los. Aqui, como em outras partes desse guia, é útil ter o manual do seu modelo à mão ou carregado em um navegador da web para ver exatamente o que está disponível.
Você pode não enxergar uma grande diferença, mas dá pra ter uma noção. (Imagem: HBO)

Esses modos ajustam automaticamente as configurações de imagem com base no que você está assistindo. Pode muito bem haver algum tipo de modo de esportes para movimentos rápidos de câmera e um modo de cinema para imagens de aspecto mais realista a partir de fontes de alta qualidade, e talvez um modo “dinâmico” ou “vívido” que pode parecer atraente quando você o viu em uma sala iluminada, mas que está longe de ser perfeito. Esse é o modo como a TV está configurada quando ela está no meio de uma loja iluminada e não é o que você vai gostar de estar assistindo quando estiver sentado no seu sofá. O modo identificado como “Cinema” ou “Filme” é geralmente o mais preciso em termos de reproduzir o que o realizador pretendia para a sua imagem. A grande exceção é a Vizio, que tem um modo “Calibrado” e um modo “Calibrado escuro”. O primeiro é para uma imagem em uma sala bem iluminada, enquanto o último é ótimo quando você for ver TV com a maioria das luzes apagada.

Infelizmente, todos os fabricantes de TV gostam de colocar um nome diferente para os vários modos, então um pouco de experimentação será necessária. Pule qualquer modo chamado “Padrão” ou “Vívido” ou “Eco”, já que as cores tendem a ser excessivamente saturadas com uma tonalidade azul e mais brilho do que você costuma precisar. Procure um “Calibrado”, “Filme” ou modo de “Cinema” ao assistir TV normalmente, um modo “Esporte” se você estiver assistindo a esportes e um modo de jogo para, você adivinhou, jogos. Familiarize-se com essas pré-configurações e o que elas podem fazer, e você pode alternar rapidamente entre elas no futuro, quase como aplicar filtros de Instagram à sua experiência de TV.

Configurações de imagem
Você já viu um menu como esse? (Imagem: Gizmodo)

Se você quiser ajustar a imagem manualmente, então isso também é possível na grande maioria das TVs. Não vai ser tão preciso quanto se você tivesse contratado um calibrador profissional, com seus milhares de dólares em equipamentos, ou usado um guia profissional como o Spears & Munsil HD Benchmark and Calibration Blu-Ray, mas você definitivamente pode ajustar as coisas até uma imagem melhor do que a que vem direto da fábrica. E se você está procurando precisão, mas não pode pagar os US$ 30 do Blu-Ray mencionado acima, você pode usar fotos carregadas via USB ou na web, ou o aplicativo THX Tune-Up, para iOS ou Android, que irá guiá-lo através de uma série de ajustes visuais (e audíveis) que você pode fazer assim que seu telefone estiver ligado ao seu televisor.

Logo que você resolver se quer calibrar ou não, é hora de ir para as definições de imagem. Assim como os modos de visualização, muitas das características mais interessantes mudam de nome dependendo da marca da TV, então você precisa consultar um manual, mas outras são mais simples. Opções como brilho e contraste, que você talvez conheça a partir da edição de fotos, que lhe permitem aumentar ou reduzir os níveis de preto da sua imagem, aumentar ou diminuir o intervalo entre as sombras e os destaques da imagem. O hue, ou Matiz, permite deixar as coisas mais verdes ou vermelhas, enquanto Cores, ou Saturação, geralmente possibilita alterar a intensidade das cores. Uma configuração mais recente, a Backlight, deve ajustar o brilho base da televisão — que é útil se as coisas estiverem muito apagadas em uma sala iluminada pelo Sol ou muito brilhantes no escuro.

As definições ideais aqui (e em muitos outros casos) vai depender da iluminação do seu ambiente, mas o recurso HDR disponível em muitos dos novos aparelhos de TV pode ajudar. Essencialmente, o que ele faz é manter detalhes nas partes muito mais claras e muito mais escuras de uma imagem, certificando-se de que você ainda consiga ver objetos nas sombras e na luz brilhante. Se o HDR for uma opção em sua novíssima TV 4K, verifique se ele está ligado, embora possa ser meio difícil de encontrar. Muitos fabricantes de televisores grandes, como Samsung e Vizio, têm a configuração escondida, e na maioria dos casos a fonte precisa ter HDR ativado nela e você precisa estar usando um cabo HDMI de alta velocidade.

Alguns dos grandes fabricantes de TV têm o modo HDR localizados da seguinte forma:
LG: Picture -> HDMI Ultra HD Deep Color
Panasonic: Setup -> HDMI HDR
Samsung: General -> External Device Manager -> HDMI UHD Color
Sony: Setup -> HDMI Signal Format -> HDMI Enhanced
Vizio: Inputs ->HDMI Subsampling
Configurações avançadas
O aplicativo THX pode ajudar com a calibração da TV. (Imagem: THX)

Depois de ter ajustado as definições gerais a gosto, ainda existem as configurações avançadas. Elas podem alterar drasticamente a imagem na TV, mas os rótulos são muitas vezes ridiculamente confusos e inconsistentes, e muitas configurações são melhor reservadas para um calibrador profissional.

Ainda assim, não há mal nenhum em mexer nas configurações avançadas, já que você pode sempre redefini-las se não gostar delas. A definição de gama é uma das mais úteis, e a mudança é sempre dramática. Ela altera o detalhe nas sombras. Se você estiver jogando um jogo de vídeo game e não conseguir encontrar os zumbis, tente diminuir a gama para tornar a imagem geral mais brilhante, e se você quiser um visual saturado e escuro, em que roupas pretas se misturam nas sombras, tente aumentar o gama.

Um ajuste de temperatura, por sua vez, controla o “calor” ou a “frieza” das cores que você está vendo na tela — ajustes menores ao lado das outras configurações que mencionamos podem melhorar a aparência da imagem na tela. Se você gosta da cor da configuração de exibição “Vívido”, mas acha que as coisas parecem azuis demais, tente aumentar o calor.

E se os tons de pele ou cores globais parecem tender demais para o vermelho, verde, azul, ciano, magenta ou amarelo, então você pode alterá-los em uma das configurações de equilíbrio de branco. No entanto, o Equilíbrio de Branco é geralmente melhor deixado para um calibrador profissional, que pode determinar com precisão o “branco de verdade” para chegar no mais branco possível.

Também tome nota de quaisquer configurações no menu Configurações Avançadas, como Contraste Dinâmico. Há um monte de configurações que tentam melhorar a imagem na sua TV ajustando automaticamente o contraste ou até mesmo o brilho. Embora essas definições possam funcionar, elas também podem levar a cintilações irritantes ou a um efeito que faz o aparelho de TV parecer “respirar”. Desative as configurações dinâmicas se elas incomodarem.

Poder de processamento
Encontre um guia detalhado para a sua TV. (Imagem: Rtings.com)

Várias TVs modernas estão loucas para adicionar processamento extra na imagem que vem de qualquer tipo de fonte — em teoria, para melhorar a qualidade da imagem, mas na realidade ele pode estragar a experiência de visualização, dependendo do que você está assistindo. Quaisquer pós-efeitos frescos com “movimento” no nome devem ser desligado para uma melhor experiência, de acordo com os irmãos Duffer, de Stranger Things, apesar disso poder variar. Basicamente, todas essas características, quaisquer sejam seus nomes, usam algoritmos para tentar tornar a imagem mais suave.

Isso é ótimo quando funciona (geralmente se você for assistir a esportes), mas também pode ter um efeito prejudicial e tornar a imagem bem chapada e sem graça — ele é muitas vezes chamado de “o efeito novela”, porque faz o conteúdo parecer uma novela antiga. Não podemos falar sobre a sua televisão específica ou o tipo de conteúdo que você vê na maioria das vezes, mas vale a pena experimentar com essas opções.

Não podemos cobrir cada aparelho de TV que existe, mas muitos deles permitem que você ajuste esses efeitos de processamento com uma variedade de configurações sob medida, cada qual com seus próprios nomes — uma lida rápida no manual ou uma busca rápida de internet sobre a marca e número do modelo do seu televisor deve fornecer alguns truques extras para você testar. O Rtings.com, por exemplo, tem uma série útil de guias de calibração de acordo com a televisão que você tem.

Verifique as suas fontes e cabos
O quão bem você conhece seus cabos? (Imagem: Amazon)

Na maioria das situações, você tem diversos cabos e caixas conectados ao HDMI, ou recebe o conteúdo diretamente da internet. É difícil errar por aqui, mas você precisa de cabos HDMI 2.0 para conteúdo completamente 60fps 4K, então isso é algo a ser checado, especialmente se você for um gamer. A especificação HDMI 2.0 adiciona suporte HDR, então, mais uma vez, é necessário um cabo que cumpra a função.

Suas portas precisam ser adequadas também — nem todas as portas HDMI na parte de trás da sua TV são garantidas de suportarem HDR e 4K, mesmo que o televisor como um todo suporte as tecnologias. Sua melhor aposta aqui é checar o manual que veio com a televisão para ver se as fontes de melhor qualidade estão conectadas nas entradas compatíveis. Também vale a pena checar as configurações da sua caixa de cabos, ou console de videogame, ou tocador de Blu-Ray, só para ter certeza de que estão entregando a melhor imagem possível.

Por fim, não tenha medo de experimentar: o seu televisor vai vir com uma opção de “Configuração de fábrica” em algum lugar, então você sempre pode voltar para o início e começar os seus ajustes do zero, se precisar. Pode valer a pena anotar o que você mudou e onde, para que você possa refazer seus passos mais facilmente.

Fonte: http://gizmodo.uol.com.br/como-configurar-televisao/

quinta-feira, 13 de julho de 2017

O que é o HDR?

Se você acompanhou as notícias da CES de perto provavelmente ouviu muito o termo HDR ser jogado de um lado pro outro. Esse ano nós veremos TVs por menos de US$ 500 – cerca de R$ 1.600 em conversão direta – com essa função, e monitores chiques por quase US$ 1.000 – cerca de R$ 3.200. Mas o que significa HDR?

HDR quer dizer “high dynamic range” (alto alcance dinâmico). Originalmente o termo era aplicado exclusivamente para o tipo de fotografia que diminuía muito as sombras e brilhos nas imagens. Se tornou útil para arquitetos e agentes imobiliários, pessoas que queriam mostrar o interior de construções sem o nefasto brilho do sol ou a escuridão nos cantos. O HDR também achou fãs entre péssimos fotógrafos com acesso ao Photoshop, e consequentemente uma horrível estética HDR surgiu na fotografia.

Essa estética, felizmente, não pode ser traduzida para a imagem em movimento. Mas o HDR em filmes e TV ainda foca em revelar detalhes de áreas de extrema claridade ou escuridão.
HDR nas telas

Um display realiza a façanha ao alcançar um taxa de contraste realmente exepcional. A UHD Alliance, um consórcio de fabricantes de TV, criadores de conteúdo e distribuidores, define o pico de brilho e escuridão que uma TV precisa para produzir imagens HDR.

Especificamente, a UHD Alliance diz que uma TV precisa ser capaz de atingir 1000 nits (duas vezes mais do que um celular Samsung Galaxy S7 na luz do sol) e ser tão escura quanto 0,05 nits, algo que muitas televisões LED conseguem fazer. Ou precisa ser capaz de ser tão clara quanto 540 nits e tão escura quanto 0,0005, algo que só um display OLED consegue alcançar. Ela também precisa ser capaz de apresentar conteúdo no mínimo na resolução 4K, e produzir uma gama de cores duas vezes mais ampla do que a que usamos nos últimos trinta anos, Rec. 709.

A nova LG OLED W7 apresenta os três formatos HDR, além de um novo inédito feito pela Technicolor.

Rec. 709, ou sRGB, é uma gama de cores que foi usada para masterizar praticamente todos os programas, filmes e videogames até recentemente. As TVs, celulares e computadores foram calibrados para esse conjunto específico de cores, mas o rec. 709 consegue replicar apenas 34% do que o olho humano é capaz de enxergar. É por isso que o modo filme da sua TV ou laptop sempre deixa as coisas meio marrons e com um ar meio lavado.

Novas televisões e monitores são capazes de replicar muito mais cores. A maioria das TVs de ponta consegue reproduzir a gama de cores encontrada em projetores digitais de cinema: DCI P3. Isso é cerca de 46% do que o olho humano consegue ver. É uma gama de cores extremamente popular, além de ser a gama de escolha para todos os novos aparelhos da Apple e, conforme anunciado recentemente, Instagram.

Mas ser capaz de apresentar menos da metade das cores que um olho humano ideal consegue ver ainda parece um desperdício. É por isso que em 2012, uma gama de cores ainda maior foi apresentada: re. 2020.

Re. 2020 representa impressionantes 67% do que o olho humano consegue ver. Então tudo na sua TV ficaria mais vivo e vibrante do que qualquer coisa que você tenha visto na televisão até agora. Infelizmente, nenhuma tela disponível para os consumidores é capaz de suportar o rec. 2020. Então apenas uma pequena porção de formatos HDR requerem mais do que o menos impressionante DCI P3.
Conteúdo e formatos HDR

O que nos leva aos formatos de distribuir conteúdo HDR. Atualmente, o formato HDR mais popular, já que existem muitos, é o HDR10. Sua popularidade vem do fato de ser barato de usar. Não existe nenhuma taxa de licenciamento associada ao HDR10, então qualquer fabricante de televisores ou produtor de conteúdo pode usá-lo. No momento todos os fabricantes de TV com um aparelho HDR consegue mostrar conteúdo em HDR10, e também é o novo formato usado pelo Xbox One S e Playstation 4 Pro. Conteúdo do Netflix e da Amazon também podem ser mostrados em aparelhos HDR10.

Mas sua acessibilidade também cria limitações. Especificamente, o HDR10 é… Meio burro. Outros formatos se ajustam dependendo da qualidade da TV, tentando mostrar a melhor imagem possível em cada aparelho. O HDR10 não faz isso. Se a sua TV consegue se equiparar perfeitamente às cores, brilho e contraste apresentados pelo HDR10, então será exatamente como o diretor havia planejado. Se a sua TV não consegue, então você vai encontrar vários momentos onde as fontes de luz estão estouradas, ou as cenas parecem escuras de mais ou as cores são vívidas de mais.

O HDR10 também não escala bem. Na verdade, conteúdo HDR10 nas TVs do futuro vão ficar cada vez mais feias conforme os picos de brilho e escuridão melhorarem e a reprodução de cores melhorar, meio como tentar assistir conteúdo com definição padrão em um aparelho 4K.

Esse problema de escala é enfrentado em alguns outros formatos HDR. O Dolby Vision é especialmente popular no momento. Introduzido ano passado, Dolby Vision rapidamente ganhou seguidores entre criadores de conteúdo por seus metadados dinâmicos. Teoricamente, você pode masterizar um filme em Dolby Vision e nunca mais precisar masterizar seu filme de novo para um aparelho Dolby Vision. Também é masterizado para reproduzir mais cores e ter melhor contraste, especificamente ele consegue replicar até o rec. 2020 e teoricamente um pico de brilho de 10.000 nits. HDR10 vai só até DCI P3 e um pico de brilho de 4.000 nits.

A Samsung Q9 é um modelo não-OLED que está otimizada para lidar com todos os novos formatos do HDR.

Mas o Dolby Vision requer monitores caros para masterizar o conteúdo, e tem um alto preço de licenciamento. Então por mais que seja o formato HDR mais preparado para o futuro, e potencialmente produzem o conteúdo de maior qualidade, ele ainda não foi amplamente adotado. Ainda assim, mais e mais filmes estão sendo masterizados em Dolby Vision, e praticamente todos os maiores produtores de televisão anunciaram seu apoio ao formato em suas TVs modelo na CES desse ano. Crucialmente, tanto o Netflix quanto o Amazon resolveram apoiar o formato no meio do ano passado.

O problema que impede o Dolby Vision de ser o formato HDR para a todos é que seu metadado dinâmico ocupa muito espaço. Então por mais que seja ok para pessoas que já fazem streaming de muitos gigabytes na internet, é terrível para distribuir conteúdo pelo ar, algo necessário se a TV aberta resolver adotar o HDR.

É aí que entra o Hybrid-Log Gamma (HLG). É o mais novo formato HDR na praça. Desenvolvido entre a BBC e a NHK, HLG foi criado especificamente pensando na televisão aberta e ignora os metadados completamente, dependendo da própria TV saber precisamente o que é capaz de reproduzir do sinal que recebe. Isso também o permite ser completamente compatível com os televisores mais antigos com alcance dinâmico padrão (SDR na sigla em inglês), algo que o HDR10 e o Dolby Vision não consegue.

HLG é o mais novo formato HDR, mas é apoiado pela BBC e NHK, os maiores canais no Reino Unido e Japão respectivamente. Sua natureza aberta, e o baixo custo de sua implementação nos aparelhos, fez sua adoção aumentar. Samsung, LG e Panasonic todas anunciaram seu apoio durante a CES.

A Bravia XBR-A1E OLED da Sony também é capaz de mostrar os três formatos.

E outros podem seguir a tendência. A beleza do HDR é que a implementação de novos formatos pode em alguns casos ser tão simples quanto uma atualização de software. Então futuros formatos, como o da Technicolor SL-HDR1, podem ser adicionados ao seu aparelho de US$ 5.000 com o apertar de um botão.
Cabos e indicações

Mas o HDR tem uma grande limitação de hardware que vai deixá-lo frustrado quando montar o seu home theater. Ele precisa de uma entrada HDMI 2.0 com HDCP 2.2. HDMI 2.0 parece idêntico ao mais comum HDMI 1.4, mas as entradas são mais caras de produzir e os cabos são bem mais salgados, então a maioria das TVs tem uma mistura de entradas de HDMI 1.4 e 2.0, e nenhuma delas indica qual entrada é qual, ou que cabo é cada um.

O que quer dizer que conseguir o conteúdo HDR na sua TV pode ser um pesadelo de ficar testando entradas, mexendo no aplicativo da TV, e causando em fóruns de entusiastas de home theaters. Alias, dê uma checada. Você ganhou um Xbox One S ou Playstation 4 Pro de natal? É alta a chance deles não estarem mostrando o conteúdo HDR prometido.

Formatos confusos e lutas com as indicações visuais de lado, quando o HDR está funcionando é uma melhora impressionante nos filmes e programas de TV que você está assistindo. Programas cheios de sombras não parecem escuros de mais para assistir, explosões parecem mais realistas e os brilhos nos carros parecem tão impressionantes quanto na vida real. Conforme os desafios técnicos para implementar amplamente o HDR são superados, nós rapidamente estamos descobrindo que esse futuro brilhante está valendo a espera.

Imagem do topo: Uma série de televisores. O HDR brilha especialmente quando mostra imagens como vitrais, reflexos na água e um coleção de retalhos coloridos. (Crédito para todas as imagens: Gizmodo).

sábado, 10 de junho de 2017

JPG, PNG, GIF e BMP; veja as diferenças entre os principais formatos de imagens


Alguma vez já deve ter acontecido de um programa de computador lhe propor a seguinte questão: "Em que formato você deseja salvar a imagem?". E, abaixo, uma longa lista de extensões, como .jpg, .png e mais uma sopa de letras. E então você acabou escolhendo qualquer um deles, ou escolhendo JPG porque era o mais leve.

Mas esses formatos todos de imagem não existem apenas para te confundir. Cada um deles tem suas vantagens e desvantagens, e em algumas situações pode ser importante saber qual deles você deve usar. Por isso, fizemos esta pequena lista para ajudar você a entender as diferenças que existem entre os principais formatos de arquivos de imagem - e qual deles você deve usar para cada ocasião. Confira:

1. BMP
BMP é uma abreviação de "Bitmap", ou mapa de bits. Esse nome é quase literal, porque uma imagem em formato .bmp é basicamente um arquivo que descreve quantos pixels a imagem tem, e qual é a cor de cada pixel. Para fazer isso, o arquivo inclui, para cada pixel da imagem, três valores: um para luz vermelha, um para luz verde e um para luz azul. Cada um desses valores pode ser de 0 até 255; um pixel no qual os três valores são 0 será preto, e um no qual os três sejam 255 será branco. Alterando esses valores, é possível que cada pixel da imagem tenha uma dentre 16.777.216 cores diferentes.

Os valores de cada luz variam de 0 a 255 porque cada um deles tem oito bits (ou um byte). Assim, cada pixel de uma imagem .bmp tem três bytes. Por ser um formato muito "literal", que praticamente descreve a imagem para o computador, o formato .bmp tem ampla compatibilidade: praticamente qualquer sistema consegue reproduzir uma imagem .bmp. A principal vantagem do BMP é essa compatibilidade

O problema é que ele é muito pesado. Imagine uma imagem de 800 por 600 pixels; ela terá 480 mil pixels; se cada um dele tiver 3 bytes, a imagem final terá cerca de 1,44 megabyte, o que é espaço demais para uma imagem desse tamanho. E mais: se a imagem for extremamente simples, como um retângulo branco, ainda assim o arquivo continuará sendo enorme.

2. JPG
Primeiramente, o significado: JPG é um encurtamento da sigla JPEG, que significa "Joint Photographics Experts Group" - o nome de uma organização de fotógrafos que criou o formato. Ele é um dos formatos mais usados na internet, e o motivo para isso é simples: em comparação com o .bmp, que era o formato mais usado na internet antigamente, ele economiza muito espaço.

Para fazer isso, ele divide a imagem em blocos de oito por oito pixels e compara cada um a um dos 64 padrões representados na imagem abaixo. Em seguida, determina qual o "peso" de cada um desses padrões em cada bloco. Veja abaixo os padrões:


Os padrões no canto inferior direito apresentam pixels muito diferentes em um espaço muito pequeno. E nossos olhos normalmente nem conseguem ver essas pequenas diferenças. Por isso, dependendo da qualidade de compressão escolhida pelo usuário, blocos com padrões como esse são substituídos por blocos mais simples. Isso permite que o arquivo final seja muito mais leve, com pouquíssima perda de qualidade (ao menos que nós possamos perceber numa olhada rápida). 

Então o tamanho reduzido é a principal vantagem dos arquivos JPG. A desvantagem é que o tipo de compressão que ele usa funciona melhor para fotos. Uma foto em .bmp tem muito poucas vantagens sobre essa mesma foto em .jpg, mas é muito mais pesada, e por isso .jpg é mais recomendado. Mas se você pegar imagens gráficas, como logos de empresas e desenhos, você geralmente acaba ficando com distorções muito perceptíveis. Veja, por exemplo, o que aconteceu com a estrela abaixo:


3. PNG
A sigla .png significa "Portable Network Graphics", algo como "gráficos portáteis de rede", e, como o nome indica, ela foi criada para facilitar a troca de imagens pela internet. Assim como o .jpg, esse formato usa compressão para reduzir o peso dos arquivos; diferentemente de .jpg, no entanto, o tipo de compressão que o .png usa não implica tanta perda de qualidade - especialmente no caso de arquivos gráficos.

Veja, por exemplo, os benefícios que o formato .png trazem àquela pobre estrela lá de cima:

Naturalmente, como a compressão não é tão danosa, a imagem final acaba ficando mais pesada do que se ela estivesse em formato .jpg - mas ainda é mais leve do que um .bmp, por exemplo. Com uma mistura de imagens em .png e .jpg, você consegue, por exemplo, deixar um site muito mais leve sem quase nenhuma perda perceptível de qualidade.

Mas a principal vantagem das imagens .png é que o arquivo também tem suporte a transparência. A transparência normalmente é indicada, em editores de imagem, como um quadriculado. Tudo que estiver quadriculado no editor será mostrado como transparente no arquivo, o que significa que ele terá a cor do plano de fundo do site ou da imagem. É fácil perceber que essa característica torna o formato .png bem interessante para designers de sites.

Portanto, são duas as vantagens dos arquivos .png: o bom equilíbrio entre peso e qualidade, de um lado, e o suporte a transparências, do outro. Mas esse primeiro ponto também pode acabar sendo uma fraqueza: se a imagem exige muita qualidade, pode ser melhor usar outro formato, e se ela precisa ser leve, pode ser melhor usar .jpg mesmo. Vale a pena ter isso em mente.

4. GIF
Uma característica dos GIFs você com certeza já conhece: eles podem ter vários quadros animados, o que permite que funcionem como pequenos vídeos leves e repetitivos. Essa característica fez com que o formato .gif se tornasse um dos mais amados da era pós-banda larga da internet (antes da banda larga, sites com muitos GIFs ficavam pesados demais). É difícil argumentar contra as possibilidades que isso apresenta:






Mas animação é apenas uma das características dos GIFs. A sigla significa "Graphics Interchange Format", ou "formato de troca de gráficos". O formato veio antes do .png e sua intenção era justamente suprir a deficiência da compressão .jpg para arquivos gráficos. Ele também usa compressão, mas de uma maneira otimizada para gráficos, como logos e desenhos.

Acontece que, como era voltado para esses tipos de imagens, ele tem algumas limitações na hora de mostrar vídeos ou fotos de coisas reais. A mais notável delas é que os GIFs só têm suporte para um máximo de 256 cores, o que é suficiente para gráficos, mas bem insuficiente para vídeos e fotografias. Essa limitação é o motivo pelo qual de vez em quando aparecem uns GIFs com cores estranhas e pontilhados. Repare, por exemplo, em como a grama fica granulada no GIF abaixo:


Por esse motivo, um novo formato chamado APNG (ou "Animated PNG") vem se popularizando. Ele acaba com essa limitação de cores e ainda acrescenta suporte a transparências. A Apple começou a usá-lo no iMessage com o iOS 10, e o Google recentemente tornou o Chrome compatível com esse formato. Mas o reinado do formato GIF ainda deve permanecer por mais algum tempo.