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terça-feira, 18 de julho de 2017

OLED X QLED. Qual tecnologia é melhor?

O mercado de televisores está em chamas desde a realização da CES 2017. A feira anual de tecnologia que aconteceu em Las Vegas, de 5 a 8 de janeiro, apresentou diversas novidades e, entre os destaques, estão as novas smart TVs apresentas pela LG e Samsung.

O motivo do alvoroço é que enquanto a LG anunciou o modelo OLED-W, que aproveita todo o potencial de espessura mínima do OLED, a Samsung apresentou os primeiros televisores com a tecnologia QLED, que promete cores mais fiéis à realidade do que qualquer outra tela da atualidade possa entregar.

Com isto, surge a dúvida: qual tecnologia é, de fato, a melhor? Entre televisores com telas OLED e QLED, qual vale mais a pena? É isto que vamos ver neste artigo. Mas antes, vamos entender o que é cada uma destas tecnologias.

OLED
Na atualidade a LG é a maior representante da tecnologia OLED. Neste tipo de tecnologia a tela utiliza como fonte de iluminação diodos orgânicos e não cristais líquidos como ocorre com as telas LCD. O diodo orgânico é um material que dispensa outro tipo externo de luz para gerar cores às imagens. Por isso ele não precisa do painel adicional de LED que existe nos outros tipos de aparelhos (inclusive o QLED). Em virtude disto, os painéis OLED podem ser muito finos.


Televisores OLED já existem há algum tempo no mercado e, aproveitando a CES 2017, a LG lançou a OLED-W. A letra W significa neste caso wallpaper, em português, papel de parede. Como a tecnologia OLED permite a produção de telas com espessuras mínimas, a marca se aproveitou deste potencial para lançar a smart TV que possui apenas 2,67 milímetros de espessura. A tela é montada com hastes de imãs, como se fosse a tela de um quadro. Não há suporte de mesa e a caixa de som fica ligada por um cabo, mas separada, onde ficam as entradas. O novo modelo foi lançado em 65 e 77 polegadas.

QLED
A tecnologia QLED, utilizada pelos novos televisores da Samsung lançados durante a CES 2017, se baseia em pontos quânticos. Eles são cristais em nanoescala feitos de seleneto de cádmio que absorvem a luz e a reemitem em uma onda diferente. Graças a tecnologia Quantum Dot (pontos quânticos) os televisores QLED oferecem uma imagem mais nítida, com brilho deslumbrante, níveis mais profundos de preto, além de cores mais puras e ricas. Veja mais sobre esta tecnologia aqui.


Alfinetadas

Durante as apresentações na CES 2017, LG e Samsung trocaram farpas. A primeira disse que a tecnologia QLED é inferior, pois ainda precisa de uma luz de fundo, enquanto a Samsung criticou um possível desgaste dos materiais orgânicos com o tempo, além de proporcionar um ângulo de visão menor.

E então, qual é a melhor?

Como podemos ver, ambas tecnologias possuem seus pontos fortes e fracos, como a espessura mínima da OLED e as cores mais fiéis a realidade da QLED. Portanto, a melhor opção para você vai depender do que você está buscando em um televisor.

Se você quer uma TV que não ocupe espaço na sala, vá de OLED. Mas, se o desejo for por cores mais vivas e brilhantes, a melhor opção é a QLED. A arte abaixo, desenvolvida pela equipe do G1, ilustra de forma bem prática as diferenças, pontos fracos e fortes de cada uma das tecnologias. Veja.


Ainda não há nenhuma previsão de quando os novos televisores da Samsung e da LG devem chegar ao mercado brasileiro. Também não se sabe qual o valor que eles devem ser comercializados por aqui.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Entenda as reais diferenças entre telas OLED e AMOLED

Quase todo dia trazemos uma ou outra notícia com promessas de que determinada fabricante lançará um novo smartphone superior a todos os outros modelos do mercado.

Além das inovações em hardware e visual, muitas companhias apostam em novas telas e, de vez em quando, surgem novos termos para designar alguma peculiaridade do display.

Antigamente, todos os celulares (e muitos eletrônicos) vinham com telas do tipo LCD. Hoje, há smartphones equipados com TFT, LCD, IPS, OLED, AMOLED e Super AMOLED. São tecnologias muito similares, mas que possuem suas peculiaridades.

Hoje, vamos falar em específico das telas OLED e AMOLED. Sem precisar de explicação técnica, você deve ter percebido que as duas são OLED, mas o que exatamente muda? A AMOLED é superior? Isso e um pouco mais é o que vamos descobrir.
OLED: a tecnologia recheada de promessas

Apesar de só ter chegado ao conhecimento do povo recentemente, essa tecnologia nasceu lá na década de 1980, quando a Kodak apresentou o primeiro dispositivo com Diodos Orgânicos Emissores de Luz (OLED).

Apesar de antiga, a ideia demorou a ser implementada nos celulares e, de qualquer forma, não teve grande aplicabilidade ou vantagens para permanecer por muito tempo no mercado. Um dos últimos aparelhos a trazer a tecnologia foi o Nokia 7900 Prism (que é lá de 2007), ou seja, faz tempo!

Celular Nokia 7900 Prism com tela OLED (Fonte da imagem: Reprodução/amobil)

Bom, apesar de ser rara nos atuais gadgets, vale comentar por que ela foi aderida e como funciona. Primeiro, é preciso ter em mente que tudo nos celulares se trata de economia de energia, redução no tamanho dos componentes e outras vantagens que possam tornar o aparelho mais portátil e eficiente.

No caso da OLED, ela foi aderida justamente por fornecer tais vantagens. Displays dotados dessa tecnologia são compostos por camadas mais finas, emitem uma quantidade de luz superior aos LCDs, requisitam menor quantidade de energia do que os LEDs e mais: eles são flexíveis.

Basicamente, a OLED é composta por três camadas (emissora, condutora e orgânica), um cátodo e um ânodo. Uma vez projetados, esses elementos são inseridos em um substrato — que pode ser feito de plástico, vidro ou outro material. Por não necessitar de retroiluminação (como os displays LCD), esses visores ocupam pouco espaço e economizam energia.
Funcionamento

Como você deve presumir, a tecnologia OLED funciona com eletricidade. Veja mais ou menos como isso ocorre:
A bateria fornece a corrente elétrica;
A corrente é injetada no cátodo, o qual transmite os elétrons para a camada emissora;
O ânodo remove elétrons das moléculas orgânicas da camada condutora;
(Fonte da imagem: Reprodução/Descopera)

Os elétrons da corrente elétrica encontram um espaço para ocupar e preenchem os espaços, deixando o átomo com um elétron faltando;
Quando isso acontece, o elétron libera energia na forma de um fóton;
Nesta etapa, o OLED emite luz;
Por fim, a cor depende do tipo de camada orgânica utilizada.
AMOLED: a evolução do OLED

Agora que você tem uma ideia das vantagens do OLED, fica a dúvida: o que o AMOLED oferece de tão especial? Quais as diferenças desta tecnologia? Bom, o termo AMOLED vem de Active Matrix Organic Light-Emitting Diode (Matriz Ativa de Diodos Orgânicos Emissores de Luz).


Lendo o nome, você já deve ter percebido que esta tecnologia é baseada na OLED. Assim, podemos concluir que ela possui os componentes básicos: camadas orgânicas, ânodo e cátodo. A diferença das telas AMOLED consiste na presença de uma película fina de transistores (TFT), a qual é sobreposta sobre o ânodo.

(Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

A TFT é uma matriz ativa que conta com um circuito, o qual determina o comportamento de cada pixel para formar a imagem. Além de orientar aspectos sobre as cores e a luz, a TFT controla o momento em que um pixel deve ser ligado ou desligado.

Essa matriz garante que a AMOLED ofereça um tempo de resposta — e uma taxa de atualização — superior (em até três vezes) ao de outras tecnologias. Graças a tal característica, os dispositivos com esse tipo de display podem exibir vídeos com grande quantidade de movimento sem rastros na tela.

Outras vantagens da AMOLED consistem na economia de energia (visto que não é necessário alimentar um circuito externo para controlar o funcionamento dos pixels) e na fidelidade de cores (não há diferenças no brilho) em diferentes ângulos — mesmo que você vire seu celular quase 90 graus, a tela continuará exibindo imagens perfeitamente.
Super AMOLED

O surto de smartphones impulsionou consideravelmente o uso da AMOLED, mas a tecnologia em sua versão básica não satisfez a Samsung. Em 2010, a fabricante inventou uma Super AMOLED, que atualmente está presente em diversos aparelhos da Samsung e de outras marcas.

A adição da palavra “Super” é bem aplicada, visto que essas telas deixaram os celulares mais leves, rápidos e nítidos. A tática da Samsung para melhorar o AMOLED foi criar um jeito de embutir a camada “sensível ao toque” no próprio display.

Apesar de parecer bobagem, isso evita que uma camada de vidro seja colocada acima do display e resulta na redução do peso total do aparelho, em um menor tempo de detecção de toques (deixando o gadget mais rápido), em um menor índice de reflexão (deixando a tela mais nítida) e maior economia de energia (visto que não é preciso usar brilho em excesso).

Depois da Super AMOLED, que foi lançada em 2010, outras empresas criaram variantes com nomes semelhantes para alavancar as vendas de seus produtos. Algumas são apenas telas mais brilhosas, outras são capazes de trabalhar com maiores resoluções (o que não significa que haja diferença na tecnologia) e há aquelas que contam com modificações na matriz ativa.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tecnologia OLED: como ela vai revolucionar as telas

Flexibilidade, emissão de luz e espessura mínima. Confira o que há de melhor na tecnologia de LEDs orgânicos.

Telas mais finas e com qualidade surpreendente, quem não quer? Pois é exatamente isso que as novas telas OLED estão oferecendo para as fabricantes que aderem a elas. Criadas com LED (diodo emissor de luz) orgânico (por isso OLED), elas prometem revolucionar não apenas as telas de televisores, mas todo o mercado de eletrônicos.
Versátil como poucos, este material já vem sendo empregado em aparelhos de televisão, leitores digitais e consoles portáteis, sendo que nos próximos anos, outros tipos de dispositivos também devem passar a empregar o OLED.  Pois além das vantagens na qualidade de imagem, a espessura das telas é um grande apelo comercial.

Por que orgânico?

Talvez o conceito de “orgânico” seja um pouco confuso. Tente lembrar-se de suas aulas de química do Ensino Médio: “em linhas gerais orgânico é tudo aquilo que possui carbono em sua composição”. Pois é exatamente isto que é o OLED: LEDs compostos por camadas de compostos carbônicos. E por que usá-los? Porque eles emitem luz própria.
Conceito da LG
Fonte da imagem: divulgação/LG

Quando estimulado eletricamente, os diodos emitem luz em milhões de cores e com potência suficiente para dispensar a utilização de backlights. Essa ausência é o que permite que a espessura das telas OLED seja tão reduzida. Em suma, sem luz de fundo, camadas do aparelho são deixadas de lado.

Quem está financiando?

Hoje há várias empresas que utilizam o OLED em seus aparelhos, mas até alguns anos atrás a história era bastante diferente. Em 2004, as duas empresas que mais investiam nesta tecnologia eram Samsung e Sony, tanto que elas foram as primeiras a lançarem protótipos de televisores OLED, como a Sony XEL-1.
Tudo começou a mudar quando a tecnologia foi conhecida pelos portáteis. Há uma enorme quantidade de celulares e MP4 players que utilizam OLEDs em suas telas. Em 3 ou 4 polegadas, o consumo de energia torna-se baixíssimo e garante maior durabilidade para as baterias, o que agrada bastante aos consumidores. Talvez você não esteja lembrado de muitos aparelhos OLED, mas isso é porque ele aparece com seus dois “sobrenomes” nas especificações.

AMOLED e PMOLED: diferenças de matriz

A matriz que é tão comentada pela imprensa especializada em tecnologia, não é nada mais do que uma película TFT (Thin-Film Transistor). Duas camadas deste material compõem a matriz, que será considerada ativa ou passiva, de acordo com a técnica de ativação dos pixels.

AMOLED: matriz ativa

Nas telas de matriz ativa OLED, cada pixel é ativado individual e diretamente. Ou seja, as informações são transmitidas de forma dinâmica na tela, pois os circuitos eletrônicos são ativados sem interferência de outros componentes. Em resumo: os circuitos ativam os LEDs eletricamente para que emitam luz diretamente nos pixels necessários.

PMOLED: matriz passiva

Enquanto telas AMOLED ativam pixels diretamente, os circuitos eletrônicos das telas de matriz passiva realizam um processo diferente. Os pixels não são ativados diretamente, mas sim por intersecções entre comandos emitidos por linhas e colunas de energia. No encontro dos sinais, os pixels emitem luz e constroem as imagens na tela.

Qual é melhor?

Em dispositivos pequenos não há grandes diferenças na qualidade de imagens e tempo de resposta das tecnologias, mas quanto maior a tela, mais é possível perceber a superioridade das telas de matriz ativa. AMOLED consome menos energia, pois demanda menos processos na construção de cada imagem.
Samsung Wave com AMOLED
Fonte da imagem: divulgação/Samsung

Além disso, a qualidade de imagens obtida é superior. Por criar a iluminação de cada pixel individualmente, o tempo de resposta é mais reduzido do que o oferecido pelo sistema de matriz passiva. Por outro lado, o custo de produção dos AMOLEDs é maior, o que gera maiores gastos para os consumidores.

OLED: as grandes vantagens

Novas tecnologias geralmente encontram barreiras por parte dos consumidores, porque estando acostumados com determinado tipo de material, fica difícil aceitar mudanças drásticas, ainda mais quando não se conhecem as vantagens e desvantagens deste ou daquele produto.

Uma tela ou uma folha?

É natural que o OLED enfrente este mesmo tipo de dificuldade, mas muitos já estão conhecendo as vantagens trazidas pelos diodos orgânicos emissores de luz. A principal delas, como já dissemos, é também o maior apelo comercial que uma tela poderia ter: muitas polegadas de imagem com poucos centímetros de espessura.
Telas ultrafinas
Fonte da imagem: divulgação/LG

Por não requerer mecanismos de luzes de fundo, o OLED pode ser muito mais fino do que qualquer outra tecnologia já criada. Dessa forma, painéis de iluminação são deixados de lado e o resultado é verificado em telas mais finas com consumo de energia reduzido.

Preto total: contraste de verdade

Ao contrário do que ocorre com televisores de LCD, as telas de OLED trabalham com pixels individuais, o que garante muito mais qualidade no contraste. Por quê? É simples: enquanto telas comuns precisam do backlight para que as imagens possam ser vistas, aparelhos OLED não demandam do mesmo.
Isso significa que em TVs de LCD, há sempre luminosidade sendo emitida em toda a tela. Por isso o que é preto, na verdade está mostrado em tons muito escuros de cinza. Já com aparelhos OLED, os pixels se apagam totalmente e por não existir luz de fundo, o que é preto fica realmente preto.

Ângulos de visão

Um dos problemas da nova geração de televisores (LCD, Plasma e similares) é o reduzido ângulo de visão oferecido. Em muitos aparelhos é realmente complicado enxergar se o espectador não está localizado à frente da fonte. Melhorando a cada dia, esta dificuldade parece estar quase esgotada com a chegada dos OLEDs.
OLED comparado com um notebook LCD comum
Fonte da imagem: Oled-Display

Calcula-se que a percepção seja satisfatória numa angulação de 170 graus, o que representa avanços significativos. Dessa forma, até mesmo quem está quase paralelo ao televisor, por exemplo, pode visualizar as imagens geradas sem problemas.

Flexibilidade garantida

Já imaginou como seria maravilhoso se uma tela pudesse ser torcida e não quebrasse? O OLED já permite isso, porque pode ser composto com lâminas plásticas ou metálicas que garantem a flexibilidade dos materiais. Este tipo de material já pode ser visto em alguns protótipos de telas para leitores digitais, como é o caso da utilizada pelo Skiff Reader, da Hearst Corp.
Há quem diga que no futuro será possível comprar roupas inteligentes, ou seja, roupas que mudam suas estampas de acordo com a vontade do usuário. Isso porque são telas OLED flexíveis costuradas em tecido. Não se sabe ao certo se isso possuiria aplicação comercial, mas a flexibilidade para e-reader é uma vantagem que chama bastante atenção.
Conceitos flexíveis da Philips
Fonte da imagem: divulgação/Philips

Desvantagens: o outro lado da balança

Não se pode dizer que o OLED é perfeito, até porque ainda é uma tecnologia em desenvolvimento e tem muito em que melhorar. Confira quais são os pontos mais criticados em relação ao OLED e saiba em que precisa ficar atento quando os próximos aparelhos com a tecnologia chegarem ao mercado.

Cores: cadê meu azul?

Apesar de as cores do OLED oferecem maior profundidade do que outras telas, os aparelhos OLED apresentam uma falha ainda sem explicações concretas. Os diodos azuis perdem a eficiência muito rapidamente, o que gera problemas após algum tempo de utilização.
Com tempo de uso relativamente curto, é possível notar reduções significativas no balanço de cores. Mas é preciso dizer que os departamentos de Pesquisa e Desenvolvimento das fabricantes lutam diariamente contra isso e já fazem progressos animadores, o que dá dicas de que em um futuro próximo a história será bem diferente.

Economia de energia? Nem sempre!

Mesmo que, em geral, o OLED seja mais econômico do que outros materiais, há momentos em que a história é invertida e ele se mostra pouco eficiente. Quando há predominância da cor branca na tela, todos os diodos são ativados com potência total, o que gera um consumo de energia até 300% maior do que o normal.

Isolamento insatisfatório

É verdade que ninguém vai jogar um copo d’água sobre os televisores para saber se eles são resistentes ou não, mas telas OLED sofrem muito com a umidade. O isolamento utilizado ainda não é adequado para garantir o tempo de vida útil esperado pelos consumidores, o que significa dores de cabeça constantes para quem vive em cidades úmidas.

Visibilidade externa reduzida

Os principais leitores digitais do mercado utilizam a tecnologia e-ink para gerar os conteúdos na tela. Simulando papel e tinta de verdade, com perfeição, esse material é muito confortável aos olhos e quase não reflete a luz externa, já que utiliza essa mesma luz para permitir que os usuários leiam seus textos (e-ink não emite luz).
Possíveis problemas na visualização
Fonte da imagem: Inhabitat Design

Telas OLED em e-readers podem ser um problema para quem gosta de ler em ambientes muito iluminados. Os cátodos metálicos das telas podem refletir até 80% da luz que chega a eles, o que pode atrapalhar, e muito, a leitura. Notebooks também devem sofrer com o mesmo problema, assim como os televisores que trazem de volta o “efeito janela” dos aparelhos CRT.

Tempo de vida reduzido

Somando alguns dos problemas já citados, chegamos a um ponto que assombra todos os consumidores de tecnologia: tempo de vida útil. Com falhas no isolamento contra água e problemas graves na resistência nos pixels azuis dos diodos emissores, calcula-se que aparelhos com telas OLED não cheguem a 14 mil horas. Pouco em comparação com outros dispositivos.

Já no mercado

OLED ganhou popularidade no mercado por causa de players multimídia e celulares. Mas agora já começa a ser visto em outros tipos de aparelhos, como televisores, smartphones, PDAs, computadores militares, GPSs e câmeras digitais, sendo que o que mais chamou atenção até agora foram os leitores digitais flexíveis.
PSP 2 e suas imagens surpreendentes
Fonte da imagem: divulgação/Sony

Outro produto anunciado recentemente com a tecnologia é o NGP (Next Generation Portable), da Sony (o PSP2). Este video game portátil trará a tela OLED sensível ao toque para reproduzir os jogos e seus gráficos surpreendentes. Prova de que o material continua recebendo investimentos e está melhorando a cada dia.
Quanto aos televisores OLED, a grande maioria dos que já foram apresentados é composta por aparelhos 3D sem óculos. Isso se deve às altas frequências possibilitadas pelo material, o que permite a transmissão de várias imagens em velocidades não percebidas pelo olho humano. Novamente a Sony aparece para marcar território com a XEL-1 (remodelada).

Qual o futuro para a tecnologia?

Assim como acontece com grande parte dos materiais lançados no mercado, as telas OLED devem passar a ter seus custos reduzidos ao mesmo tempo em que o consumo for crescendo. Mais produção significa mais abundância de matéria prima, que significa menos custos de produção da matéria-prima e também da fabricação. Isso pode levar alguns anos, mas deve tornar o OLED mais acessível.
Samsung também na briga
Fonte da imagem: Samsung

Outro ponto que deve ser levado em consideração pelos fabricantes é o tempo de vida útil. Pesquisas vêm sendo feitas para garantir que os produtos não sejam descartáveis e os progressos são animadores. Diodos de emissão da cor azul já não estão com a mesma durabilidade baixa e, mesmo ainda não estando como se esperava, mostram que o progresso está ocorrendo.

Em suma, o futuro do OLED é promissor. Sabe-se que novas tecnologias surgem com rapidez, mas é bastante possível que esta evolua o bastante para permanecer no mercado. Agora o que nos resta é esperar por novos produtos que contem com os diodos orgânicos na composição das telas

http://www.tecmundo.com.br/8189-tecnologia-oled-como-ela-vai-revolucionar-as-telas.htm

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

CRT, LCD, LED, OLED - Entenda para comprar melhor.


A seguir apresentamos um quadro comparativo entre as tecnologias disponíveis. O que comprar? “Você decide”.
TV LCD (divulgação)

Tecnologia, evolução, construção

LCD – (Liquid Crystal Display) – é uma tecnologia onde a tela funciona como um anteparo que controla a passagem da luz, para formar a imagem. No TV de LCD, existe uma iluminação traseira (back light) atrás da tela de cristal liquido, feita por uma lâmpada tipo fluorescente.
TV LCD
Conforme o controle eletrônico (corrente elétrica) os pontos brilham ou não, ou seja, a imagem é formada pela permissividade ou não de passagem da luz emitida por trás. Sem corrente elétrica, o cristal liquido é transparente. Na presença da corrente, ele se torna opaco. 
Vantagens
- Baixo consumo de energia
- Melhor eficiência comparando-se com os antigos televisores de tubos (CRT)
- Menor desgaste da tela (Display)
- Custo de manutenção menor do que os de plasma e CRT
- Melhor geometria, Tela fina e leve 
Desvantagens
- Baixa resolução principalmente em vídeo composto analógico (TV a cabo)
- Ângulo de visão reduzido
- Iluminação mínima constante das partes pretas, reduzindo o contraste
- Falta de uniformidade da luz traseira provocando deformação da imagem

LEIA TAMBÉM: Saiba como escolher uma TV LCD 

Plasma (divulgação)
PLASMA 
Tecnologia, evolução, construção
Tela formada por células com gás em seu interior, montadas entre duas partes de vidro, que emitem ondas eletromagnéticas quando excitadas pela corrente elétrica. O gás então ionizado pela presença da corrente elétrica se transforma em plasma, emitindo luz.
O brilho da tela é reforçado pela presença de uma camada de fósforos que brilham, excitados pelo plasma.

Vantagens

- Emissão de luz pelas células da tela, proporcionando melhor brilho, contraste e resolução
- Cenas escuras, com corte de luz
- Melhor ângulo de visão
- Melhor uniformidade da luz em todas as partes da tela
Desvantagens
- Maior índice de desgaste e defeito, devido às fontes para excitar as células
- Maior emissão eletromagnética – luz ultra-violeta
- Aparelho com maior profundidade e mais pesado
- Dificuldade de montagem de telas menores do que 40”
Led TV (divulgação)
TV LCD de LED (Led TV)
Tecnologia, evolução, construção
É o mesmo TV de LCD, com uma modificação importante: a iluminação traseira, que no LCD convencional é feita por lâmpadas; no TV com LED, é feita por um painel de diodos emissores de luz, montado atrás do display de cristal Liquido. A tela é a mesma do TV LCD. 
Vantagens
- Permanece com Baixo consumo de energia
- Maior uniformidade da luz traseira
- Melhor resolução em vídeo componente e HDMI
- Profundidade ainda mais reduzida – os Leds ocupam menor espaço do que as lâmpadas (back light)
Desvantagem
- Também apresenta baixa resolução em vídeo composto analógico
- Como é uma tecnologia nova, o custo ainda está muito alto
Oled TV (divulgação)
OLED (Organic Light-emitting diodo)
Tecnologia, evolução, construção
Tela feita por polímeros, com material tipo orgânico, com emissão de luz própria. Pode-se fazer uma analogia com o vaga-lume, cujo estudo deu vida a essa tecnologia. Sistema ainda adotado somente pela Sony.

Vantagens
- Emissão e corte de luz pelas próprias células da tela. Não necessita de backlight adicional

- Melhor brilho e contraste
- Melhor ângulo de visão
- Tela fina e flexível     
- Maior resolução
- Baixíssimo consumo 
Desvantagens
- Custo ainda muito alto.
- As telas ainda são reduzidas, não chegando a 40”.
- A durabilidade da tela ainda é baixa e depende da evolução dos processos de fabricação
TV-de-tubo (divulgação)
TV de tubo (CRT- Cathode Ray Tube)
O tubo de imagem é uma montagem em um bulbo de vidro a vácuo, de três eletrodos (catodos) que aquecidos pela corrente elétrica  emitem elétrons que são acelerados em direção a uma tela de fósforos. É necessário circuitos de alta tensão para fazer os elétrons chegarem até a tela, depois de passarem por uma máscara de convergência que corta a maior parte do feixe. A convergência significa assegurar que o feixe do canal verde atinja somente os fósforos verdes, e a mesma coisa para os feixes vermelho e azul.
Vantagens
- Emissão de luz na própria tela de fósforos
- Alto brilho e contraste
- Boa resolução
- Excelente ângulo de visão
- Baixo custo atual dos televisores maiores 
Desvantagem
- Geometria – ocupam muito espaço
- Emissão eletromagnética
- Erros de convergência nos cantos da tela
- Desgaste dos catodos provocando variações nas cores e baixa vida útil do cinescópio.
- Maior consumo de energia

Fonte: http://www.tvglobodigital.com/blog/2009/10/15/plasma-ou-lcd-ou-led-ou-oled-ou-tv-de-tubo-qual-a-melhor-opca-do-momento/