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sábado, 18 de novembro de 2017

Como transmitir a tela do celular para a TV

Ficou com vontade de assistir aquele vídeo do Youtube do seu celular em uma tela maior? A solução para isso é conectar seu smartphone a um aparelho de televisão que, além de vídeos, lhe permite que você mostre fotos para os amigos, jogue games numa tela maior e muito mais.


O melhor de tudo é que esta conexão é bem simples e pode ser feita de muitas maneiras. Confira abaixo todas os métodos e dicas.

Conectando pelo Chromecast
Muitos usuários utilizam o Chromecast, aparelho de conexão e espelhamento digital criado pelo Google, para assistir o conteúdo de seus smartphones na TV. Para ser compatível com o Google Cast (tecnologia usada pelo Chromecast) é preciso que seu dispositivo esteja rodando com o Android KitKat ou uma versão superior, o que já é algo bem comum. E, claro, é preciso também que sua televisão tenha uma entrada USB e/ou HDMI para usar uma das versões do gadget.

O símbolo de espelhamento está disponível na barra de atalhos rápidos, ou na parte superior de qualquer aplicativo que seja compatível com o Google Cast como o Youtube, Netflix, Spotify, etc. Dessa forma, basta selecionar a opção, conectar o dispositivo com o aparelho e desfrutar do seu conteúdo preferido na tela da TV.

Conectando pelo cabo HDMI
Já para conectar o seu smartphone à TV através da entrada HDMI você precisará, obviamente, do cabo HDMI, bem como de um adaptador que conecte a entrada microUSB do seu smartphone ao cabo HDMI.

Esse adaptador não é muito caro e nem muito difícil de ser encontrado, pois praticamente todos os fabricantes de smartphones têm um disponível. Cabos de qualquer marca realizam o trabalho.

Uma vez conectado o smartphone à televisão através do cabo, basta selecionar a fonte na tela do televisor. Para fazê-lo, pressione o botão do seu controle chamado “Fonte”, “Source” ou mesmo “Input”. Ao selecionar “HDMI”, a televisão mostrará a tela atual do smartphone.

A única desvantagem desse método é ser necessário o uso de um cabo, em que o celular sempre precisa estar conectado ao televisor.

Conectando através do Wi-Fi
Finalmente, para poder conectar o seu smartphone com uma televisão através do sinal sem fio, é necessário que a sua televisão tenha acesso Wi-Fi (geralmente as Smart TVs oferecem suporte), e que o seu smartphone permita essa opção.

Para saber se o seu smartphone possui essa função, vá ao menu de configurações rápidas do Android e acesse “Screen Mirroring” ou “Transmitir”. Após isso, siga os seguintes passos:

Através da fonte da sua televisão (o botão “Source”, como mencionado anteriormente), selecione também a opção de tela/monitor sem fio;

Inicie a opção de screen mirroring em seu smartphone. Seu smartphone começará a buscar outros dispositivos que estejam conectados à rede Wi-Fi através dessa função. Selecione a televisão que você conectou à rede;

Depois que ambos os dispositivos se reconhecerem, você poderá ver na tela de sua televisão tudo que fizer no display do seu smartphone.

E então, qual a sua forma preferida de conectar seu smartphone à TV e, se você ainda não experimentou, qual tentaria? Fique atento que ao escolher qualquer tipo de conexão é preciso se certificar que seu dispositivo irá suportar esse tipo de configuração para que não ocorram problemas de conectividade ou de resolução de imagem. Portanto, sempre consulte antes o site do fabricante para mais informações.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Como transformar sua TV de tubo em uma smartTV



Você é aquela pessoa que fica lendo sobre TVs com entrada HDMI, com entrada USB, com sistema operacional, com Wi-Fi e pensando "quem dera a minha velha TV de tudo tivesse isso também"? Pois saiba que transformar sua TV de tubo numa TV inteligente pode ser mais simples e barato do que você imagina.

O segredo se chama "adaptador AV/HDMI". Basicamente, o que ele faz é transformar a saída AV de sua televisão (aquela que usa três cabos, de cor vermelha, branca e amarela) em uma saída HDMI. Com isso e mais alguns componentes simples de se encontrar, você consegue conectar dispositivos como Chromecasts e set-top boxes à sua TV.


Conectando um Chromecast à sua TV de tubo
Você vai precisar de: um Chromecast, uma TV de tubo (obviamente), um carregador de celular Android (com cabo microUSB), um adaptador AV/HDMI, e um cabo AV.

Primeiramente, encontre a entrada AV da sua TV e ligue o cabo AV nela. Ela terá três furinhos: um branco, um vermelho e um amarelo. Basta encaixar cada cabo no furo de cor correspondente. Na outra ponta do cabo, encaixe o adaptador AV/HDMI.

Em seguida, ligue o Chromecast na porta HDMI do adaptador. O dispositivo já estará pronto para enviar sinal à sua TV, mas ainda faltará uma coisa: energia. Aí que entra o carregador de celular microUSB. Ligue-o numa tomada próxima e conecte a outra ponta à traseira do Chromecast.

Alguns adaptadores AV/HDMI também precisam de energia. Nesse caso, pode ser útil ter um carregador de celular que vai na parede e que tenha duas saídas USB. Assim, se você tiver dois cabos, consegue ligar o Chromecast e o adaptador na mesma tomada. O vídeo abaixo ajuda a ilustrar o procedimento.



Quando tudo estiver ligado, use o controle da sua TV para selecionar a entrada AV. Ao fazer isso, você deverá ver a imagem do Chromecast. Você então pode usar seu celular para transmitir vídeos do Youtube, da Netflix ou de outros aplicativos para ele.

Conectando uma set top box à sua TV AV:
Você vai precisar de: TV de tubo, set top box (claro), Adaptador AV/HDMI, cabo AV, cabo HDMI, carregador de celular microUSB.

Normalmente, os set top boxes (aquelas caixinhas semelhantes às das empresas de TV a cabo) têm diversas conexões em sua traseira. Mas se acontecer da sua só ter saída HDMI e da sua TV só ter entrada HDMI, você pode fazer um esquema parecido.

Conecte um cabo AV à entrada AV da sua TV, tomando o cuidado de encaixar os cabos nos furos de cor correspondente. Em seguida, encaixe os cabos na outra ponta ao adaptador. Feito isso, pegue o cabo HDMI e ligue uma ponta dele ao adaptador e a outra ponta à set top box.

Você precisará ligar a set top box a uma tomada para que ela funcione. Se o adaptador precisar de energia também, garanta que a espaço na tomada para ele também (ou utilize uma régua ou benjamin). Em seguida, você pode conectar ainda mais aparelhos à set top box (como um console de videogame) para dar ainda mais recursos à sua Tv de tubo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Uma dica simples pode evitar a fadiga ocular provocada pela tela do computador, celular, televisão...

Você provavelmente já sentiu a visão borrada depois de um longo dia olhando para a tela brilhante de um computador – e do celular, da televisão e do tablet nas horas vagas. Coceira e ressecamento também são sintomas de fadiga ocular, problema que aumenta com a idade e foi ficando mais comum com a quantidade de telas que lidamos no dia a dia.

Ao que tudo indica, o problema não parece ser permanente – mas pode dar dores de cabeça horríveis, que acabam com a sua produtividade (o que leva a mais tempo no computador). Tudo isso por causa de umas poucas piscadelas.

Piscar é um movimento automático que fazemos para manter os olhos hidratados. Fazemos isso entre 15 e 24 vezes por minuto. Só que seu corpo é esperto: se você está tentando se concentrar, ele não vai ficar passando as pálpebras na sua frente como dois pára-brisas frenéticos. A taxa de piscadas, então, cai, para 12 a 10 vezes por minuto.

Ao longo do dia, as células já ressecaram tanto que a recuperação fica mais difícil. Aí aparecem os sintomas, pelo menos até uma boa noite de sono e hidratação ocular.

Algumas coisas pioram a fadiga ocular, como o uso de lentes de contato e luz desbalanceada na tela. Quanto mais a luz do computador contrastar com a luz natural – seja muito mais clara, seja mais escura – mais difícil para os olhos.

Mas uma dica pode ajudar a aliviar os sintomas. Segundo o oftamologsita Rahul Khurana, em entrevista ao Business Insider, o segredo é seguir a regra do 20-20-20. A cada 20 minutos de tela, a ideia é voltar os olhos para um objeto que esteja a 20 pés (cerca 6 metros) de distância, e observá-lo por 20 segundos. Assim, o corpo tem tempo para se reajustar e piscar com um pouco mais de frequência.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Por que você tem dor de cabeça ao assistir a filmes 3D

Eu nem lembro qual era o título em cartaz. Só sei que, na primeira vez que assisti a um filme em 3D, eu saí do cinema e imediatamente tomei um remédio para dor de cabeça que sempre deixo na mochila. Na ocasião, eu nem liguei muito, até porque o remédio fez efeito rápido. Mais tarde, porém, eu descobri que mais gente tem o mesmo problema. Muita gente, para ser mais claro, tanta que um grupo de cientistas decidiu investigar as causas do problema.

No meu caso, a dor de cabeça é leve e não ocorre sempre. Mas eu sei de pessoas que ficam tão incomodadas com os “efeitos colaterais” de filmes em 3D que não fazem questão alguma de vê-los, preferindo o cinema tradicional, “sem essas frescuras de óculos”.

Como dá para notar, a situação é esta: algumas pessoas notam poucos efeitos, outras sentem bastante e, claro, há aquelas que não têm nenhum tipo de desconforto. Por que há essas diferenças? Porque algumas pessoas são mais sensíveis que as outras e também porque o “gatilho” do problema pode variar.
É mais comum do que parece

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estatal Lomonosov, na Rússia, passou nada menos que oito anos estudando os incômodos causados por filmes em 3D. Os resultados foram divulgados na recente edição da conferência Stereoscopic Displays and Applications, realizada em San Francisco.

O estudo teve várias etapas. Uma delas, executada em 2011, consistiu em entrevistas com franceses logo após eles assistirem a um filme em 3D. Esse levantamento reforçou a ideia de que os efeitos são variados: 27% notaram certo desconforto; 22% sentiram incômodos mais fortes; 7% tiveram dores de cabeça bem intensas; 11% apresentaram incômodos, mas por outras razões não especificadas (como uma dor no pescoço causada por má postura, suponho); o restante não sentiu nada.

Repare que o levantamento foi feito após a exibição de um filme. No entanto, para Dmitry Vatolin, líder do estudo, quase todo mundo que já viu um filme em 3D sentiu incômodos em algum momento, uns com mais intensidade, outros com menos. Em outras palavras: quem não teve nada naquele dia pode ter sentido desconforto com outro filme.

Para que possamos assistir a um conteúdo tridimensional, o cérebro precisar combinar duas imagens bidimensionais — uma para cada olho — para obter um efeito estereoscópico, ou seja, ter a noção de tridimensionalidade em si, com percepção de profundidade, posição e distância.


Porém, há situações em que o cérebro não consegue realizar esse trabalho corretamente. Se essas falhas forem pontuais, normalmente o cérebro se adapta e, pronto, você não perceber nada. Mas se o problema se manifesta com certa frequência, os incômodos aparecem, incluindo a dor de cabeça. É como se o cérebro ficasse sobrecarregado tentando formar corretamente essas imagens. Às vezes, basta você estar minimamente cansado para desencadear o desconforto: a fadiga acaba atrapalhando o cérebro no processamento dessas informações.

A equipe de Vatolin concluiu que há pelo menos 15 causas ou “gatilhos” para essa falha na junção das imagens. Elas foram separadas em dois grupos: “imperfeições em ferramentas” e “falhas no filme”.

No primeiro grupo estão, essencialmente, óculos, visores e projetores de qualidade inferior usados para diminuir os custos operacionais de cinemas e distribuidores. As propriedades inferiores desses equipamentos acabam gerando distorções e outros tipos de imperfeições nas imagens que, você sabe agora, deixam o cérebro numa enrascada.

Na categoria “falhas no filme”, a situação é mais complicada. Em tese, os equipamentos ruins podem ser substituídos e tudo fica bem. Só que quando há problemas em filmes, eles são detectados (por gente especializada) só depois de as produções chegarem aos cinemas ou ao mercado via Blu-ray, por exemplo.

Um dos problemas detectados foi a troca da imagem da esquerda com a direita e vice-versa. Os pesquisadores analisaram 105 filmes em Blu-ray e encontraram, considerando todos, mais de 10 mil cenas potencialmente problemáticas. A falha das imagens trocadas apareceu em 23 filmes diferentes, totalizando 65 cenas. Entre eles estão produções como Avatar, As Crônicas de Nárnia e Stalingrado.


Para Vatolin, esses números são preocupantes: “a probabilidade de comprar um Blu-ray 3D com pelo menos uma cena com as imagens da esquerda e direita trocadas é de 21%, aproximadamente, o que é bastante significativo para pessoas sensíveis”, explica.

Mas há uma boa notícia nessa história toda: os pesquisadores verificaram que a indústria vem melhorando a qualidade técnica dos filmes em 3D, o mesmo valendo para os equipamentos das salas de cinema. Dentro de dois ou três anos, os incômodos causados por produções em 3D devem diminuir sensivelmente, acredita Vatolin.
Os videogames também causam dor de cabeça

E tonturas e até enjoos, principalmente nos jogos em primeira pessoa. Mas o problema aqui costuma ser diferente: geralmente, o que causa esses incômodos é uma perturbação na percepção de movimentos pelo sistema vestibular, uma estrutura localizada na região do ouvido que responde pela manutenção do equilíbrio físico.

Esse problema é tão frequente que tem até nome: cinetose (ou, se você preferir uma expressão mais informal, “mal do movimento”). Muitas pessoas sentem os efeitos do problema em ônibus, barcos, aviões e elevadores, por exemplo, por conta de movimentos com as quais não estão habituadas.

Segundo o site MD.Saúde, o cérebro recebe informações de três estruturas para saber quando o corpo está em movimento: visão, ouvido interno (sistema vestibular) e propriocepção (capacidade de perceber a localização espacial, posição e orientação do corpo). Quando há divergências entre esses três mecanismos, a cinetose se manifesta.

Como eu passei mal com Doom…

Como exemplo, imagine uma pessoa que viaja de avião. Ela está em movimento porque a aeronave se movimenta. No entanto, em relação ao avião em si, ela está imóvel. Como a pessoa não está olhando pela janelinha, tanto a visão quanto a propriocepção informam justamente isso ao cérebro, que ela está parada. Mas, de repente, a aeronave realiza algumas manobras, fazendo o sistema vestibular informar que, na verdade, está havendo movimento. O resultado dessa confusão são tonturas, enjoos, palidez e afins.

Em relação aos games, o mecanismo é semelhante: você está lá caçando inimigos em um cenário tridimensional andando para lá e para cá feito um alucinado. Além de andar, você pula, se abaixa e gira, tudo em movimentos rápidos. Só que no lado de cá, na “vida real”, o seu corpo está parado. Aí os sentidos ficam confusos.
O que fazer

Em relação aos games, algumas ações simples podem ajudar a evitar o mal-estar, como ficar um pouco mais longe da tela, manter o ambiente iluminado (deixe a luz acessa) e fazer pausas frequentes. Regular a taxa de frames por segundo do jogo também pode ajudar, assim como usar um monitor de boa qualidade — de preferência, um que tenha pelo menos 60 Hz de frequência.

Agora, se você faz questão de assistir a um filme em 3D, mas sente desconforto com isso, o estudo de Vatolin deixa claro que não há outra coisa a fazer a não ser procurar salas de cinema que sejam bem equipadas e dar preferência para produções em 3D de alto orçamento — nelas, as chances de haver defeitos em imagens são menores (ou deveriam ser).

No caso de TVs 3D, na real, até hoje elas não convenceram (e eu tenho as minhas dúvidas se um dia elas convencerão). Mas se mesmo assim esse tipo de equipamento estiver na sua lista de desejos, vale a pena pesquisar bastante antes de escolher um modelo — convém até fazer testes nas lojas.

Nunca é exagero recomendar que você procure um médico se os incômodos forem frequentes ou fortes. Pode ser que você tenha, por exemplo, algum distúrbio visual — como miopia, hipermetropia e astigmatismo (meu caso) — que, mesmo quando leve, pode te fazer forçar demais os olhos. Esse esforço é particularmente intenso no cinema 3D ou quando você fica concentrado demais na jogatina. Nessas circunstâncias, não é bom ignorar os alertas que o corpo dá, certo?