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sábado, 3 de junho de 2017

Seis práticas para preservar a bateria do seu smartphone

Ano após ano, os celulares ganham melhorias de hardware para ampliar suas capacidades de desempenho. Mas não tem jeito: mesmo com tantos avanços, a principal reclamação dos consumidores ainda é a bateria que, além de ter pouca vida útil durante o dia, pode se desgastar mais rápido que o normal. As fabricantes se justificam dizendo que uma bateria mais potente poderia deixar o dispositivo maior e mais pesado, e uma solução para resolver esse problema parece estar longe de acontecer. 

Muito já foi discutido sobre mitos e verdades envolvendo as baterias dos telefones móveis. Por isso, separamos alguns pontos para ajudar você a preservar esse componente tão importante do seu smartphone. 

É recomendável deixar o celular carregando a noite inteira? 
Você pode, mas não é o indicado. Como citamos acima, hoje os dispositivos mais modernos contam com um mecanismo de segurança que impede o superaquecimento por excesso de carga da bateria - o aparelho sempre interrompe a recarga quando detecta que a bateria está cheia. O problema é que repetir esse processo com frequência pode deteriorar a bateria mais rapidamente, uma vez que as baterias de lítio atuais se desgastam quando atingem extremos (0% ou 100%). Neste caso, procure deixar seu smartphone entre 20% e 80%, e não o recarregue por completo. 
Preciso usar carregadores originais?


Não necessariamente, mas é o recomendado pelas fabricantes. Se você for usar um carregador não-oficial, o que precisa estar atento é se o acessório apresenta uma corrente maior do que a suportada pelo celular. O carregador precisa oferecer valores iguais ou muito próximos de dois itens: voltagem e amperagem de saída - esses dados são as letras minúsculas na parte traseira do carregador original -, além do padrão de pinagem do componente. Se houver uma diferença muito grande entre esses números, aumenta o risco da bateria ficar superaquecida.

A bateria recarrega mais rápido com o celular desligado?
A resposta é um tanto óbvia: sim, já que o aparelho desligado não consome a mesma energia usada na tela e aplicativos. Caso você não possa desligar o dispositivo, uma dica é colocá-lo no modo avião pois, com a rede desligada, ele absorve mais carga. 

Posso usar o celular enquanto estiver carregando?
Sim, mas os riscos são menores se o carregador for original; peças falsas podem provocar problemas de funcionamento na bateria. Também não tem problema tirar e colocar o smartphone na tomada, uma vez que o importante é não deixar a bateria zerar ou chegar a 100% da carga.

Carregadores portáteis estragam a bateria?
Assim como no tópico anterior, o problema está no uso de carregadores piratas. Se utilizar o componente original, não há riscos. A única questão é que o dispositivo será carregado mais lentamente, já que a potência é menor do que a energia recebida por uma tomada.

O carregador do carro prejudica a bateria?
Sim, porque o carregador veicular fica bem próximo ao motor do carro. E como o grande vilão das baterias é o calor, isso prejudica a capacidade de retenção no celular. O cenário pode ser ainda mais perigoso porque mais componentes podem estar funcionando ao mesmo tempo, incluindo faróis, limpadores e ar-condicionado, causando uma sobrecarga. Se ainda assim você precisar usar o carregador veicular (ou a porta USB do rádio), saiba que o carregamento pode não ser muito satisfatório, já que a corrente elétrica é bastante baixa.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cargas curtas podem ser melhor para a bateria do smartphone

Bateria do smartphoneFicar com a bateria zerada é um dos maiores temores dos usuários de smartphones. Infelizmente por melhores que sejam, as baterias desses aparelhos raramente superam os dois dias de uso. O que acabou sendo um pequeno retrocesso em relação à época dos "dumbphones" sem touchscreen, que conseguiram sobreviver até cinco dias sem voltar para a tomada.

A bateria curta faz com que muitos usuários adotem o uso do carregador quase o tempo todo, mesmo quando ainda tem bateria suficiente para algumas horas de uso. Mas essa tática pode influenciar na qualidade da mesma. As baterias são compostas de um material de íon-lítio, cuja vida útil é normalmente definida pelo número de ciclos de carga e descarga completa antes da perda significativa da capacidade.

Deixar a carga do celular cair constantemente para zero, e na sequência carregá-lo a 100%, tende a encurtar essa vida útil da bateria. Outro vilão é o superaquecimento, causado tanto pelo carregamento quanto pela temperatura externa. Veja mais dicas abaixo.

Evite deixar plugado e em 100% sempre

Segundo especialistas, fazer isso tende a forçar a capacidade máxima da bateria, colocando muita pressão no íon-lítio da mesma. A recomendação é deixar a bateria funcionando na faixa dos 40% a 80%, usando para isso recargas curtas ao longo do dia. A boa notícia é que os carregadores oficiais das fabricantes são "inteligentes" e reduzam a carga sobre a bateria assim que esta chega aos 100%, então deixar plugado e carregado ocasionalmente neste caso não causa grandes problemas, mas ainda assim, é bom não abusar do método.

Não zere a bateria

No extremo oposto, evite ao máximo usar seu smartphone até descarregá-lo completamente. Fique atento ao percentual da bateria quando estiver chegando aos 30% e já veja uma forma de carregá-lo. Carregar constantemente de 0 a 100% também exerce muita carga em pouco tempo na bateria, desgastando-a mais rápido. No entanto, fabricantes como a Apple recomendam fazer uma descarga completa e recarga pelo menos uma vez por mês, para fins de calibragem.

Fuja do calor

O superaquecimento é um dos fatores que acaba mais rápido com a qualidade da bateria. Então se ela estiver aquecendo enquanto carrega, é recomendável trocar o carregador por um modelo e marca confiáveis. Se o dia estiver muito quente, não utilize demais o aparelho. A uma temperatura média de 0°C, uma bateria de lítio-ion perderá 6% da sua capacidade máxima por ano. A 25 °C, esse número salta para 20%, e a 40°C, salta para 35%.

Carregamento rápido é bom?

Hoje os carregadores rápidos estão ganhando força no mercado, com as fabricantes de celulares usando isso como ferramenta de marketing. Se o carregador for de fábrica do próprio aparelho, não há muito a temer. Mas se for carregador de uma marca terceira, o cuidado deve ser maior. Quanto maior a tensão, menos perda de carga você vai ter, mas pode ser perigoso também, pois se não houver um chip inteligente que regule as descidas de tensão no início e no fim da carga, a bateria poderá sofrer um estresse.

Carregamento sem fio é ruim?

Do ano passado para cá, vem surgindo carregadores sem fio, que carregam o celular por indução, encostando-o em uma base. Novamente a dica anterior se aplica aqui; se for um carregador que veio na caixa do aparelho, feito especialmente para ele, na teoria não haverá problemas. Mas essa tecnologia tende a gerar um pouco de calor residual, o que causará mais desgaste a longo prazo;