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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Qual a diferença entre NTFS, FAT, FAT 32 e exFAT

Entenda o que é o FAT32 (File Allocation Table ou Tabela de Alocação de Arquivos), o NTFS (New Technology File System) é o sistema de arquivos padrão para o Windows NT e seus derivados, e ExFat é o que chamamos de uma FAT de 64 bits.

Ela é muito mais veloz que a FAT32 que já conhecemos. É ideal para pen-drives que serão usados com grandes arquivos, ou mesmo HD's em que a velocidade de acesso é essencial e não se precisa dos recursos de segurança e journaling do NTFS.


O que é NTFS
O New Technology File System, conhecido como NTFS, trata-se de um sistema de arquivos que surgiu juntamente com o lançamento do Windows NT. A grande desenvoltura e excelente desempenho foi o fator determinante para que ele fosse adotado nos sistemas operacionais que surgiram depois do da Microsoft, como Windows XP, Windows Vista, Windows 7 e Windows Server 2008.

O NTFS possui várias características, em caso de falhas, por exemplo, quando o computador tem um desligamento repentino, ele tem a capacidade de reverter os dados para a condição anterior ao problema. O NTFS também possui a característica de suportar uma replicação de dados, como acontece nos sistemas RAID, por exemplo. O esquema de permissões de acesso é outra característica do NTFS. O NTFS dá a possibilidade do usuário definir quem pode e, como acessar pastas ou arquivos. Ele também possui muita eficiência no trabalho com grandes arquivos e também unidades de discos bastante cheias.
O que é FAT

FAT é a sigla para File Allocation Table, em português, Tabela de Alocação de Arquivos. A primeira versão do FAT surgiu no ano de 1977. Nesta época era usado no sistema operacional MS-DOS e permaneceu padrão até o Windows 95. O FAT é um sistema de arquivos que tem seu funcionamento baseado em uma tabela representativa que possui a capacidade de indicar onde estão os dados de cada arquivo. A tabela usada possui função de guiar onde está localizado cada bloco e também onde estão divididos os arquivos gravados. O FAT, com o passar do tempo e surgindo assim, a necessidade de aperfeiçoamento, ganhou sucessores. Surgiu assim, o FAT12 e FAT16. O FAT12, praticamente não foi muito usado, o FAT16, por sua vez, foi padrão dos sistemas operacionais da Microsoft por bastante tempo.

A partir da grande necessidade de aperfeiçoamento do sistema, o FAT ganhou mais versões. No ano de 1996 a Microsoft lançou o FAT32, que se tornou o sistema de arquivos do Windows 95 (versão OSR 2) e do Windows 98. Ele também é compatível com versões lançadas a não muito tempo, como Windows 2000 e Windows XP, mesmo que estes possuam um sistema de arquivos mais avançado, o NTFS. O FAT trabalha com grupos de setores, não separadamente, assim, cada um recebe o nome de cluster ou unidade de alocação. No FAT16, cada cluster pode ter o seguintes tamanhos: 2 KB, 4 KB, 8 KB, 16 KB e, por fim, 32 KB. A definição desse tamanho é igual pois não pode ter tamanhos diferentes de clusters em uma mesma unidade de armazenamento.

Quando um arquivo é gravado, cada um deles utiliza tantos clusters forem necessários para cobrir o seu tamanho. Se, por exemplo, tivermos um arquivo com 50 KB, é possível guardá-lo em dois clusters de 32 KB cada. No geral, o tamanho dos clusters já é definido na instalação do sistema operacional, na etapa de formatação da unidade de armazenamento. O FAT possui melhor funcionamento em pequenos volumes de disco, comparando ao NTFS, pois ele diminui consideravelmente o overhead de controle, deste modo podemos dizer que, ele é menos pesado e deixa mais bytes livres para os dados em questão.

FAT32

O sistema de arquivos FAT32 utiliza 32 bits no endereçamento de dados. No FAT16, quanto maior o espaço em disco, maior é o tamanho do cluster. Com o FAT32, é possível usar clusters menores, no geral de 4 KB, mesmo que a unidade ofereça maior capacidade de armazenamento. Assim, o desperdício acaba sendo menor. O sucesso da grande compatibilidade do FAT32 com programas, drivers de dispositivo e as redes existentes, foi reestruturado com o mínimo de alterações na arquitetura do Windows, nas estruturas de dados internos, em APIs e também no formato no disco. Como o FAT32 precisa de 4 bytes para poder armazenar valores do cluster, várias estruturas de dados internos e no disco e APIs publicados foram refeitas ou mesmo expandidas. Ferramentas e drivers existentes continuarão funcionando em unidades FAT32.

No entanto, o MS-DOS bloqueia drivers de dispositivo, e as ferramentas do disco precisarão ser revisadas para poder suportar as unidades FAT32. As ferramentas de disco agrupadas da Microsoft, como o Format, Fdisk, Defrag e ScanDisk com base no MS-DOS e no Windows, foram revisadas afim de proporcionar um bom funcionamento com o FAT32. Com o FAT32, o desperdício em disco teve bastante redução. Para ter uma ideia exata, O FAT16, seu antecessor, usava clusters de até 64 KB, agora, o FAT32 pode utilizar clusters de 4 KB. A grande parte dos drives removíveis como PenDrives, Discos USB e Disquetes, utilizam o FAT12, 16 ou 32 como sistema de arquivos. 

Seguramente podemos dizer que o FAT32 é mais confiável. Ele tem a capacidade de posicionar o diretório principal em qualquer lugar do disco. Comparando com os sistemas antigos de FAT, havia uma grande limitação no número de entradas que podiam ser alocadas no diretório principal. Com o FAT32 não há essa preocupação. O FAT32 tem a capacidade de suportar partições de até 2 TB.

O que é exFAT

ExFat é o que chamamos de uma FAT de 64 bits. Ela é muito mais veloz que a FAT32 que já conhecemos. É ideal para pen-drives que serão usados com grandes arquivos, ou mesmo HD's em que a velocidade de acesso é essencial e não se precisa dos recursos de segurança e journaling do NTFS. Para tanto, quem possui Pen-drives com 4Gb ou mais de suporte, e quer gravar no dispositivo arquivos com mais de 2 Gb encontra problemas. Sabemos que o formato padrão para pen-drives é o FAT32. No entanto, também sabemos que o FAT32 suporta tamanho máximo de arquivos de 2 Gb. Assim, se você pretende gravar um arquivo grande no pen-drive seria necessário desmembrá-lo em arquivos menores ou mesmo usar o sistema de arquivos NTFS, porém, não é recomendado, pois reduz a vida útil do pen-drive em até 75%.

Percebendo estes problemas, a Microsoft criou uma extensão ao atual FAT32, que é o FAT64, também chamado exFAT. O exFAT pode ser instalado sem custos em qualquer computador XP, Vista, Windows 7, 2003, etc.
Para entender melhor cada um deles, veja o comparativo:

NTFS em comparação com FAT e FAT32
Cria partições maiores que 32GB; 
Tem capacidade de compactar arquivos e economizar espaço em disco;
Conta com melhor gestão de espaço, assim, gerando menos fragmentação;
Possui menos espaço desperdiçado;
Conta com on-the-fly a criptografia de arquivos usando o EFS (Encrypting File System, o Windows Professional).

FAT e FAT32 RELAÇÃO AO NTFS
É compatível com todos os sistemas operacionais;
Ocupa menos espaço no disco USB;
Trabalha de forma mais rápida e com menos uso de memória.

exFAT comparação com FAT e FAT32
Conta com leitura e escrita de arquivos maiores que 4 GB;
Capacidade de criar partições do disco com mais de 32 GB;
Possui melhor gerenciamento de espaço;
Conta com menos fragmentação.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Protegendo arquivos contra a exclusão no Windows sem uso de softwares

A proteção de arquivos do computador é sempre necessária quando o usuário tem dados importantes e compartilha a máquina com outras pessoas.

Muitos programas oferece esta funcionalidade de proteção, mas realmente nem sempre ajuda de forma eficaz. O que muitos ainda não sabem, é que o próprio Windows pode proteger seus dados de várias formas, e então, vamos mostrar a você uma das mais fáceis e eficazes maneiras de proteger arquivos de uma pasta.

Proteger todos os arquivos dentro de uma pasta

A permissão de arquivos NTFS exige que os usuários que recebem controle total sobre uma pasta podem excluir os arquivos dessa pasta, independentemente das permissões que protegem o arquivo.

Assim, para proteger os arquivos da pasta de uma eventual exclusão, é essencial negar controle total sobre ela. Uma vez que a permissão é revogada, todos os arquivos dentro dessa pasta são automaticamente protegidos de exclusão, sem ter a permissão para cada arquivo individualmente. Os passos necessários para fazer isso no Windows são descritos abaixo:
1. Crie uma pasta na raiz de uma partição NTFS no disco rígido formatado. Se a pasta que você deseja proteger já existe e tem diversas pastas aninhadas, é recomendado mover a pasta para a raiz da partição (opcionalmente).
2. Clique com o botão direito do mouse na pasta e escolha “Propriedades”.
3. Clique na guia “Segurança” e depois em “Avançadas”.
4. Clique em “Alterar Permissão”, e na próxima janela destaque o “Administrador” e pressione “Editar”.
5. Na janela “Entrada de Permissão”, marque os itens “Excluir subpastas e arquivos” e “Excluir” na coluna “Negar” do campo “Permissões”.
6. Clique em “OK” em todas as janelas abertas.
Agora pasta já está protegida. Dentro desta pasta você pode criar novos arquivos ou editar os arquivos existentes, mas você não pode apagá-los ou renomeá-los. Se tentar fazer isso vai resultar em uma mensagem de Arquivo acesso negado.