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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Veja as 5 coisas que você NÃO deve fazer com o seu SSD

SSDs, os discos de estado sólido, ainda não são tão baratos quanto um HD, mas já têm opções bastante acessíveis para quem quiser acelerar o PC com uma tecnologia de armazenamento mais moderna.

No entanto, para aproveitar bem um SSD, existem algumas precauções que devem ser tomadas. O sistema pode reconhecer a unidade como se fosse um HD convencional, mas eles funcionam de formas diferentes.

Veja o que evitar fazer com seu SSD para garantir maior durabilidade:

Desfragmentar, jamais
Um dos problemas do SSD, é que os setores que formam a unidade de armazenamento têm um número limitado de vezes em que dados podem ser escritos (ou gravados). Ao desfragmentar, as informações do disco são movidas entre setores, resultando em gravações desnecessárias que podem diminuir a vida útil do SSD.

Além disso, ao contrário dos discos rígidos convencionais, não há ganho de desempenho. Em HDs, o principal benefício da desfragmentação é trazer dados espalhados pelo disco para mais perto do leitor, para que ele tenha que se movimentar menos, permitindo acesso mais rápido às informações. No SSD, não há movimento mecânico, o que torna o processo inútil.

Evite gravar dados muito constantemente
Os SSDs mais modernos evoluíram muito em termos de durabilidade, aumentando significantemente os ciclos de gravação antes de estragar a unidade. No entanto, eles ainda são limitados em comparação com um HD mecânico. Além disso, discos mais baratos costumam ter uma durabilidade menor, então é bom estar atento a isso. 

Se você está rodando programas que exijam muito do seu SSD em termos de gravação de dados e uso do disco, você pode levar sua unidade ao limite mais rápido do que deveria. Se esse for o seu caso, dê preferência a um HD tradicional.

Não encha demais o disco
SSDs não foram feitos para serem usados até o limite. Se você preencher colocar informações demais no seu disco, isso pode acarretar em perdas graves de desempenho.

Não é difícil entender o motivo. SSDs vazios têm vários blocos vazios para guardar dados. Um SSD cheio tem, no lugar, vários blocos que estão parcialmente cheios (ou parcialmente vazios, dependendo da sua visão de mundo).

Gravar dados em blocos vazios é fácil e rápido. O problema é que quando o disco tem que lidar com blocos preenchidos parcialmente, ao gravar novos dados, ele terá que ler o conteúdo, transferi-lo para o cache, modificar o bloco parcialmente preenchido com novos dados e gravá-los novamente em disco. São várias etapas a mais para cada bloco que tiver dados gravados. O resultado é um só: queda de desempenho.

Evite guardar arquivos grandes que você não acessa
Essa não é uma opção para quem só tem uma unidade de armazenamento no computador, mas se o seu PC tem uma solução híbrida, com um SSD menor e um HD maior, prefira guardar arquivos grandes e que você não vai acessar frequentemente no seu HD.

O motivo é bem simples. O SSD tem melhor desempenho indiscutivelmente, mas também é mais caro. O custo por gigabyte de um SSD é muito maior do que o de um HD. Ou seja: se você tem gigabytes de filmes e arquivos que você não usa, você está desperdiçando o desempenho da sua unidade super rápida.

Se o seu notebook só tem um SSD, considere a opção de comprar um HD externo.

Não faça uma limpeza
Que fique claro de que limpeza estamos falando: com HDs convencionais, um arquivo não é totalmente apagado mesmo quando ele é removido da lixeira. Ele só deixa de ser totalmente acessível quando outros dados passam a ocupar o setor que o arquivo ocupava anteriormente; isso significa que alguns softwares poderão recuperar os dados mesmo depois da exclusão. Como solução, existem ferramentas que fazem uma limpeza no disco, sobrescrevendo as informações apagadas para que elas não sejam mais recuperáveis.

Com SSDs, isso não deve ser mais necessário, desde que você esteja usando um sistema operacional moderno com suporte ao recurso TRIM (Windows 7 ou superior). Quando a ferramenta está ativada, o sistema operacional informa o SSD que o arquivo foi removido. Quando isso acontece, o disco libera o setor que aqueles dados ocupavam, tornando a informação irrecuperável.

Para isso, é necessário ter um sistema operacional atual e um SSD não muito antigo. Os primeiros modelos que chegaram ao mercado não tinham suporte a TRIM, mas a menos que o seu SSD seja jurássico, ele deve ter suportar o recurso.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

6 coisas que alguém com SSD NÃO deve fazer

Você possivelmente já leu algo sobre os drives de estado sólido, não é mesmo? Sob a sigla SSD (Solid State Drive, em inglês), estes equipamentos surgiram como uma opção mais segura e veloz para os discos rígidos comuns — que contam com partes mecânicas e apresentam mais problemas relacionados à movimentação — e têm ganhado bastante espaço no mercado nestes últimos anos.

Mas, antes de instalar e configurar o SSD, é preciso saber que existem diferenças entre eles e os HDs com os quais já estamos acostumados. Por causa disso, algumas ações não devem ser tomadas com os aparelhos — para aumentar o tempo de vida útil deles e evitar que exista qualquer problema. Ficou curioso? Então confira agora mesmo o que você não deve fazer com um SSD em seu PC.

1. Desfragmentação

Uma das principais diferenças entre os HDs e o SSDs está no modo como os dados são gravados. Enquanto os discos rígidos utilizam pequenas estruturas magnéticas para informar o valor de cada informação, nos drives sólidos isso acontece de uma maneira eletrônica — conseguida graças à energia elétrica armazenada ali. E é por causa disso que desfragmentar um SSD pode ser uma péssima ideia.


Esse método de gravação faz com que os SSDs tenham um número de gravações mais limitado do que acontece nos discos rígidos. Desfragmentar um disco significa realocar arquivos e fazer com que a porção de armazenamento dele seja otimizada — o que resulta em um grande consumo de espaço durante o período da desfragmentação. Ou seja: o processo pode reduzir a vida útil dos equipamentos.

Não bastasse isso, também vale dizer que a desfragmentação é um processo inútil nos computadores com SSD. Isso porque ela foi criada para reagrupar dados espalhados em discos rígidos, para facilitar a leitura em equipamentos desse tipo. Como o SSD não utiliza leitores mecânicos — e sim processos elétricos —, a informação pode ser acessada de qualquer lugar com a mesma rapidez.

2. Limpar áreas vazias

Por muito tempo, consumidores costumaram utilizar ferramentas para “apagar áreas vazias” do disco rígido. Isso permitia que as unidades ganhassem um pouco mais de espaço e ainda evitava que os dados pudessem ser recuperados após a exclusão de arquivos. Mas os sistemas operacionais mais recentes — Windows 7 e superiores, Mac OS X 10.6 e superiores ou Linux baseado em Kernels lançados depois de 2012 — são habilitados com o TRIM.


Isto é uma “notificação do sistema para o SSD para informar que determinados arquivos foram removidos e que os blocos, onde eles estavam armazenados, devem passar por um processo de limpeza para que novos dados sejam gravados”. Esta função faz com que os arquivos deletados do computador sejam realmente excluídos — não ficando disponíveis para restauração com o uso de aplicativos especializados.

Isso tudo significa que “limpar áreas vazias” em um sistema moderno e que utilize SSDs acaba sendo um esforço completamente desnecessário. Além de gastar um tempo sem fins realmente efetivos, o processo ainda pode desgastar o SSD com uma sobrecarga de informações — que também pode causar uma redução na vida útil do dispositivo.
Verifique se o TRIM está ativo

É possível que o seu computador não possua o TRIM ativado por padrão. Para verificar isso você pode usar softwares como o TrimCheck ou então seguir alguns rápidos passos:
1) Pressione as teclas Window + R e digite na caixa de diálogo “cmd.exe”;
2) No prompt de comando, digite o seguinte: "fsutil behavior query DisableDeleteNotify"
3) Se o sistema retornar o valor “0”, então você está com o TRIM ativado;
4) Caso apareça o valor “1”, você deve digitar o seguinte para habilitar o TRIM: "fsutil behavior set disabledeletenotify 0"

3. Formatação completa

Assim como no caso anterior, aqui trazemos um exemplo de processo desnecessário para os computadores com SSD. Formatar completamente um drive de estado sólido não é uma tarefa muito interessante e isso se aplica por várias razões. Primeiro: apagar arquivos com o modo TRIM faz com que eles sejam realmente excluídos definitivamente. Segundo: isso não fará com que seu computador fique mais veloz. Sem falar que a ação ainda joga fora alguns ciclos de reescritas do dispositivo.

4. Usar Windows XP ou Vista

O Windows XP e o Windows Vista são sistemas operacionais que não possuem suporte para o TRIM. Isso significa que arquivos apagados permanecem disponíveis para a recuperação por meio de aplicativos especializados. Mais do que isso, também existe o fato de que sistemas sem TRIM acabam gerando bastante lentidão após algum tempo de uso.


Em resumo: com o passar do tempo, seu SSD passará a demorar muito para conseguir terminar a escrita de um arquivo. É claro que não é o fim do mundo usar esses outros sistemas operacionais, mas é importante usar alguns softwares de otimização criados pelas próprias fabricantes de drives — evitando problemas relacionados às já mencionadas sobreescritas.

Atenção: não é interessante usar ferramentas alternativas de manutenção, pois isso pode prejudicar ainda mais o desempenho — opte sempre pelas oficiais das fabricantes. O drive de estado sólido sabe gerenciar os dados e cuidar de sua Garbage Collection — um sistema automatizado do gerenciamento da memória disponível — , sendo que a interação do usuário apenas vai prejudicar as configurações determinadas no firmware do componente.

5. Usar toda a capacidade

Essa lição já foi ensinada pelos HDs comuns em outros momentos — quem usa os PCs há mais tempo deve se lembrar do quanto era difícil reservar espaço em computadores que tinham menos de 1 GB para o armazenamento —, mas precisa ser relembrada. É essencial que você nunca preencha toda a capacidade do seu SSD, sempre deixando um espaço de sobra na unidade.


Isso se deve ao fato de que novos arquivos e carregamentos exigem espaço livre para que funcionem corretamente. Logo, sem ele o seu sistema ficará muito lento e apresentando falhas constantes. O site AnandTech afirma que pelo menos 25% do espaço total devem ser mantidos livres para evitar problemas — algo parecido com o que era indicado para os HDs comuns.

6. Realizar escritas constantes

Essa dica é bem importante, mas deve ser melhor aproveitada somente por quem utiliza SSDs em conjunto com HDs comuns. Um dos métodos mais eficientes de fazer com que a vida útil dos drives de estado sólido seja prolongada está em evitar as escritas nele. Ou seja, fazer com que menos arquivos sejam gravados nos drives e os mantendo como unidades de leitura.

As recomendações mais comuns são de que o SSD deve ser usado para a gravação dos arquivos de sistema operacional, softwares, jogos e outros dados que precisam ser acessados frequentemente e com rapidez. Em resumo: grave os arquivos que precisam ser acessados para que a sua utilização se torne mais confortável.

Ao mesmo tempo, não é indicado armazenar arquivos de mídia nos SSDs — uma vez que o espaço seria desperdiçado e o carregamento deles pode ser feito a partir de um HD sem qualquer problema ou lentidão. Ou seja... Nada de salvar o seu filme favorito em 4K nos drives de estado sólido.
Evite arquivos de paginação

Quando a sua memória RAM está toda ocupada, o Windows utiliza um setor do seu HD para fazer com que mais aplicativos e processos possam ser carregados ou mantidos. O problema é que se estivermos falando sobre um computador com SSD, esse setor de memória será sobreescrito com muita frequência e causará danos à estabilidade e à vida útil do equipamento.

Ou seja... Desative a opção de paginação nas configurações do sistema operacional — ou use um disco rígido comum para isso. Se você só possui um SSD, recomenda-se que sua máquina tenha pelo menos 8 GB de RAM para que o sistema não exija a paginação da memória virtual.
.....

Você conhecia essas recomendações? É claro que, se você optar por não segui-las, conseguirá usar o seu computador normalmente — afinal de contas, ele não vai explodir por causa disso. Mesmo assim, vale a pena ficar ligado em tudo isso para fazer com que os seus equipamentos possam ser usados por mais tempo e sem apresentar falhas.