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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sete dicas para melhorar o desempenho do computador

Estudo realizado pela Crucial aponta que a paciência com tecnologias lentas dura cerca de 60 segundos, sendo que 87% se refere a problemas simples, como o congelamento de tela e máquinas lentas.

Quando estamos trabalhando, a última coisa precisamos é que o computador comece a perder o desempenho. E todos estamos sujeitos a isso. Um estudo recente da Crucial aponta que a média de paciência com tecnologias lentas dura cerca de 60 segundos antes de causar irritação. Entre os principais fatores que causam esse efeito estão o congelamento da tela (47%) e máquinas lentas (40%).

Segundo Jonathan Weech, gerente sênior de linha de produtos da Crucial, qualquer um que dependa de um computador para trabalhar, em algum momento, teve que lidar com alguma dessas situações. “É um problema que muitos de nós já vivemos, mas não conseguimos resolver e nos libertar! Por isso fizemos esse estudo para juntar algumas dicas que podem ajudar a acelerar uma máquina velha ou lenta e ainda melhorar a confiabilidade, impedindo que a tecnologia atrase nossa vida”, explica Weech.

1. Instalar um SSD
Uma tecnologia lenta e desatualizada não só desperdiça tempo e dinheiro, mas pode ser incrivelmente frustrante. Ao instalar um disco de estado sólido (SSD) para substituir o disco rígido tradicional, é possível alcançar um tempo de inicialização e carregamento quase instantâneos, abrindo qualquer coisa quase imediatamente. Isso porque os SSDs não têm nenhuma parte móvel, diferente de um disco rígido tradicional.

Os SSDs também utilizam criptografia avançada, o que pode ajudar a proteger todo arquivo armazenado no computador em caso de perda acidental de dados. Uma vez habilitado você vai encontrar um jeito eficiente de reforçar a segurança de dados, o que significa que se acontecer de você perder seu notebook, por exemplo, criminosos não serão capazes de acessar informações pessoais ou confidenciais.

2. Tire o máximo de sua memória
Praticamente tudo que um computador faz, desde ligar, movimentar o mouse ou executar o QuickBooks, requer o uso da memória. Computadores velhos podem lutar para se manter, mas ao aprimorar a memória do computador é possível traze-lo de volta à sua antiga forma. Instalar memórias pode ser intimidador, mas nenhuma habilidade especifica é necessária e é simples como substituir a bateria do controle da televisão.

3. Limpe seus Cookies e Caches
Navegadores web como o Chrome tendem a manter tudo que você faz quando está online. Cookies são úteis e vão armazenar seus nomes de usuário e senhas para websites, mas isso também pode diminuir a velocidade do computador. Navegadores de internet também usam o cache para aumentar a velocidade de carregamento da página, mas esse processo é salvo no computador como um arquivo. Isso aumenta com o tempo e pode diminuir a velocidade da máquina. A melhor coisa a fazer é limpar os dados do navegador, cache e cookies regularmente para evitar a desaceleração.

4. Dispense seu bloatware
Quando compramos um computador, esperamos que ele venha com um painel limpo. No entanto, as vezes os fabricantes enchem as máquinas com softwares que podem sobrecarregar a memória. Se você encontrar um programa que nunca utilizou ou utilizaria, isso pode ser um bloatware. Eles diminuem a velocidade dos sistemas e vão consumindo espaço de armazenamento. Como qualquer outro programa, eles podem ser desinstalados no painel de controle.

5. Limite os aplicativos de inicialização
Uma das muitas razões pelas quais um computador pode demorar algum tempo para inicializar é o número de aplicações executando enquanto a máquina está ligando. Alguns são essenciais, mas programas não precisam ser abertos logo no início, como o Skype, por exemplo, que pode ser desativado utilizando o Gerenciamento de Tarefas do Windows. Lá também é possível identificar os programas configurados para abrir ao ligar a máquina e desativa-los. Em versões mais antigas do Windows é possível fazer isso via MSConfig e efetuar a alteração com a ferramenta de Configuração de Sistema.

6. Desfragmente o seu disco rígido
A maioria dos PCs e notebooks funcionam com um disco rígido mecânico, que utiliza partes giratórias para acessar os dados armazenados. A medida que esses dados são compilados, o disco rígido pode sobrecarregar e diminuir o desempenho dos computadores. Para prevenir isso, utilize a ferramenta de desfragmentação de disco do Windows para impulsionar a eficiência ao reorganizar os seus dados.

7. Scanner de vírus
É evidente, mas todos deveriam executar o programa do antivírus regularmente para procurar por vírus e outros malwares. Eles não só diminuem a velocidade, mas também levam a falhas de segurança. Assegure-se que o seu antivírus está sempre atualizado, agende escaneamentos regularmente e tenha apenas uma versão instalada, já que ter duas versões também causa lentidão.

“Não há necessidade de ter um computador que atrase o trabalho. Há diversas coisas que podem ser feitas para remediar o problema. Assim, quando a velocidade começar a diminuir, considere essas dicas dar uma nova chance à sua máquina”, completa o gerente.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

mSATA, PCIe, M.2, NVM: conheça diferenças entre as interfaces de SSDs

As diversas interfaces e protocolos de transferência de dados usados nos SSDs podem causar confusão ao buscar por uma nova unidade. Há, por exemplo, M.2 SATA e outros M.2 PCIe que são totalmente incompatíveis entre si. No meio disso, ainda existe o mSATA, SATA e os novos NVMe, sem esquecer dos “SSDs em placa”, que usam barramentos PCIe como uma placa de vídeo.

Para não se perder nas variações, confira a lista abaixo e entenda as diferenças entre interfaces, protocolos e formatos usados pela indústria nos SSDs, dispositivos que podem substituir os HDs comuns.
Entenda as diferenças entre as interfaces de SSDs (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

Antes de detalhar as particularidades de cada um, é importante ressaltar a diferença entre dois conceitos: interface e protocolo. Interface é o padrão de conexão física, o conector em si, que liga o SSD a placa mãe. Protocolo, por outro lado, é a tecnologia que se encarrega de estabelecer a ponte de transmissão de dados entre sistema e SSD. Há casos em que as duas coisas se misturam.

SATA
SSDs de 2,5 polegadas e conexão SATA (Foto: Divulgação/OCZ) 

Ainda é a interface e o protocolo mais comuns, que permitem uma velocidade de transferência teórica de 6 Gb/s (gigabits por segundo) e que atingem taxas de transferência na casa dos 550 MB/s (megabytes por segundo).

SATA é mais comum porque está no mercado há mais tempo e ainda é mais veloz para o uso de HDs convencionais. No entanto, uma série de limitações, como velocidade relativamente baixa e perfil físico espesso, tem encorajado o abandono desse modelo em favor de soluções que usem PCIe, ou NVM, no caso dos MacBooks.

mSATA
mSATA usa o protocolo SATA com um conector bem menor (Foto: Divulgação/Crucial)

O mSATA é uma versão micro do padrão SATA, daí o “m”. O padrão foi desenvolvido para que SSDs tivessem conectores menores e pudessem ser mais compactos, especialmente para atender as necessidades de economia de espaço de notebooks.

Apesar da configuração, o mSATA não pegou, tendo sido substituído pelo M.2. Ainda existem placas-mãe e notebooks que aceitam esse padrão.

SATA Express
SATA Express roda com PCIe e exige novos cabos (Foto: Divulgação/Asus)

O SATA Express é uma evolução do SATA já abordado. A interface exige conectores novos e cabos específicos, atingindo velocidades de 10 Gb/s, em comparação com os 6 Gb/s do SATA. 

A interface SATA Express usa o protocolo PCIe para atingir as velocidades. Apesar das diferenças físicas, é possível ligar um dispositivo SATA mais antigo em uma porta Express, assim como um HD externo USB 3.0 funciona com uma porta USB 2.0: a única diferença acaba sendo a velocidade de operação, que fica mais baixa.

M.2
A interface M.2 pode operar tanto com as interfaces SATA como PCIe (Foto: Divulgação/Samsung)

O M.2 é o padrão do momento, tanto para desktops como para notebooks. Extremamente compacto, o formato favorece a criação de notebooks ultrafinos e tem se tornado uma preferência da indústria.

O problema é que o M.2 opera com os dois protocolos: tanto com PCIe como com SATA. Nesse sentido, se o computador tem uma porta M.2 SATA e o usuário instala um SSD M.2 PCIe, haverá incompatibilidade. Para tudo funcionar, o dispositivo M.2 tem que rodar com o mesmo protocolo de transferência de dados usado pela placa.

NVMe
NVMe é uma nova interface, já em uso pela Apple em MacBooks (Foto: Divulgação/Samsung)

O padrão NVMe é a grande novidade. A interface é lógica e foi criada especificamente para tirar proveito das qualidades dos SSDs, ao contrário dos SATA, criados em uma época em que discos sólidos eram uma ilusão no que diz respeito ao uso doméstico. 

A interface usa o protocolo PCIe e pode ser encontrada em SSDs grandes ou compactos. Em tese, o NVMe promete 32 Gb/s de velocidade e se coloca como a interface do futuro, já que, pensada para atender os SSDs, corrige uma série de limitações das opções anteriores. No momento, a Apple já usa essa tecnologia nos MacBooks.

sábado, 22 de julho de 2017

5 dicas para você escolher o melhor SSD para seu PC e seu bolso

Se você quer melhorar o seu computador, trocar o HD dele por um SSD é o melhor investimento que você pode fazer. Embora sejam mais caros e geralmente tenham capacidade menor, os SSDs são muito mais rápidos que os HDs. Com isso, toda vez que o seu computador precisar ler informações do armazenamento, ele fará isso mais rapidamente.

Em outras palavras: você sentirá os benefícios do seu investimento toda vez que ligar o computador, abrir arquivos grandes e inicializar programas (ou seja, praticamente o tempo todo). Isso vem, contudo, às custas de um pouco de espaço (além de bastante dinheiro).

Antes de gastar o dinheiro, porém, é importante pensar em algumas coisas para garantir que você investirá a grana da melhor maneira possível. Abaixo, listamos as cinco coisas nas quais você precisa pensar na hora de escolher um SSD. Confira:
1. Capacidade
Os SSDs costumam variar, em capacidade, de 120 GB até 1 TB. Se você tiver um HD de 1 TB, poderá até ficar tentado a gastar uma fortuna num SSD do mesmo tamanho. Antes de fazer isso, porém, pense bem: aqueles 200 filmes que você baixou há dois anos e ainda não assistiu valem mesmo esse tanto de dinheiro? Por outro lado, se o seu HD de 1 TB estiver cheio de arquivos pesados que você usa com frequência e com um monte de jogos pesados instalados, não adianta você querer enfiar São Paulo em São Bernardo e comprar um SSD de apenas 120 GB. Migrar para um SSD provavelmente exigirá que você sacrifique alguns arquivos para economizar bastante dinheiro, então pense bem nisso.

2. Interface SATA 3
Os SSDs se ligam à placa-mãe do computador por meio de uma interface SATA - a mesma usada por HDs. No entanto, existem os padrões SATA 2 e SATA 3: SATA 2 suporta até 3 Gbps de envio de dados; SATA 3, por sua vez, suporta o dobro, e por isso consegue ser até duas vezes mais rápido. O essencial aqui é você descobrir se a sua placa-mãe tem suporte para interfaces SATA 3. Se ela não tiver, não adianta investir mais em um SSD com essa interface, porque a sua placa-mãe não conseguirá suportá-la de qualquer maneira.

3. Tamanho
Você vai precisar encaixar esse SSD em algum lugar do seu computador. SSDs em geral têm 2,5 polegadas de largura, o que os fazem ter o mesmo tamanho que os HDs de notebooks, mas menores do que os HDs de desktop (que têm 3,5 polegadas, em geral). Se você vai instalar seu SSD em um PC, garanta que tem espaço no seu gabinete para acomodá-lo. Se você for colocá-lo no notebook, fique esperto na hora da compra e confirme se ele tem de fato 2,5 polegadas: se ele for maior, pode acabar não cabendo dentro do seu laptop.


4. Preço e marca
Comprar um SSD pode ser até caro, mas lembre-se: todas as informações contidas no seu computador ficarão gravadas nele. Vale a pena pagar mais barato e correr o risco de ver o dispositivo apresentar algum defeito e deletar tudo que você tem? Não, não vale. Não arrisque nessa hora: atenha-se às marcas mais famosas ou nas quais você já confia, e dê uma pesquisada na internet para ver se há muitos casos de problemas daquela marca. Algumas marcas prometem velocidades maiores do que outras, e por isso são mais caras. Talvez isso seja um fator importante para você, mas não se preocupe demais com isso: qualquer SSD é muito mais rápido do que qualquer HD.

5. Migração
Alguns SSDs vêm com ferramentas de migração que ajudam você a copiar os arquivos do seu HD para o novo dispositivo de armazenamento. Com isso, você não precisa instalar tudo de novo junto com o SSD. Essas opções são interessantes especialmente para quem vai instalar o SSD em um notebook e não consegue deixar tanto o SSD quanto o HD conectados à placa-mãe ao mesmo tempo. Por isso, pode ser interessante gastar um pouco mais por um aparelho que venha com isso.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Intel Optane: tecnologia transforma seu HD em um SSD

Protagonizadas pelo 3D XPoint, as memórias Optane são especializadas em cache para aumentar a velocidade do HD em até 21x


Memória Intel Optane é minúscula para tanto poder.

O seu computador te faz esperar muito? Geralmente o problema de carregamento está no hardware que menos evoluiu durante a última década: o disco rígido. A solução que muitos indicariam é a comprar um SSD, memória bem mais rápida. Porém, a Intel recentemente vem promovendo uma “rival”, a memória Optane. Sua singularidade está no foco em melhorar o desempenho do HD por um preço menor que SSD.
Pequena memória de elefante

É possível achar memórias Optane de 16 e 32 GB. SSDs têm no mínimo 120 GB. Então como a Intel quer atrair compradores com tanta pouca memória? O caso é que a Optane não foi criada para armazenamento do usuário, mas para basicamente atuar como cache.

Drive de armazenamento 3D XPoint é a grande inovação das memórias Optane

Existe vários tipos de memória hoje, separadas entre voláteis e não-voláteis. As primeiras são mais rápidas, encontradas na CPU e DRAM, porém quando desligadas esquecem de tudo, por isso não servem para arquivos. As últimas, encontradas em HDs e SSDs, são para armazenamentos, mas tendem a ser bem mais lentas. A grande proeza da Optane é o drive de memória 3D XPoint, não-volátil, mas com velocidade semelhante a uma volátil. A novidade foi anunciada em 2015 numa parceria Intel e Micron, mas comercializada a partir de 2017.

Na prática, a Optane é ponte entre a DRAM e o armazenamento principal, com a ajuda do processador. O impacto não é totalmente instantâneo, pois a tecnologia precisa primeiramente saber o que colocar em cache. Arquivos essenciais do sistema são guardados desde o primeiro uso. O intuito é aprender os costumes do usuário no computador e torná-los mais ágeis. Sendo assim, a Intel assegura boot, tarefas diárias, carregamento de jogos e produção em 4K sendo realizados mais rapidamente.
HD modo turbo

Principais características de uma memória Optane

A Optane funciona tanto junto a um HD como a um SSD, mas a contribuição ao último é tão pequena que não vale o upgrade. A Intel divulga que uma Optane pode fazer um HD trabalhar 14 vezes mais rápido. Confira dados puros de desempenho de uma Optane (32 GB):
Leitura sequencial (até): 1350 MB/s
Gravação sequencial (até): 290 MB/s
Leitura aleatória (alcance de 8 GB) (até): 240000 IOPS
Leitura aleatória (Alcance de 100%): 65000 IOPS
Gravação aleatória (alcance de 8 GB) (até): 65000 IOPS
Latência de Leitura: 7 µs
Latência de gravação: 18 µs
Energia quando ativa: 3.5 Watts
Energia quando ociosa: 1 Watt

Em testes ao vivo, a Intel coloca dois PCs de mesmo hardware, diferindo a Optane, lado a lado. A tarefa é reiniciar as máquinas e ver carregar o Windows e processos. O computador com Optane conseguiu reiniciar duas vezes, enquanto o outro estava no primeiro carregamento.

As melhorias também são perceptíveis ao abrir programas. O Google Chrome carrega 5 vezes mais rápido com Optane. Algo mais pesado? Testes na internet alegam que, enquanto somente o HD demorou 52 segundos para abrir um projeto no Premiere, junto à Optane o tempo foi só de 11 segundos, dois segundos menos que um SSD. A Intel aponta que programas do pacote Microsoft Office abrem antes com sua memória. Por exemplo, o Outlook abre até 5,8 vezes mais veloz.


Overwatch carrega 2x mais rápido com Optane.

Os gamers também podem se interessar pela Optane. A Intel fala em 67% mais velocidade em abrir jogos. Testes feitos por usuários da internet exibem Overwatch carregando duas vezes mais rápido. Entretanto, um SSD pode se sair melhor nos games. Em grandes jogos, como Mass Effect: Andromeda, as fases são carregadas mais velozmente do que em um PC de HD com Optane. Por isso a Optane hoje não é capaz de atrair usuários de SSD.
Vale a pena o upgrade?

Uma das coisas mais ditas pela Intel é que a Optane oferece velocidade semelhante a um SSD em um HD por um preço menor. Entretanto, a realidade não é exatamente essa.

As memórias Optane são de fato mais baratas que um SSD e podem ser mais rápidas, porém não é somente isso. Há alguns requerimentos para usar uma Optane. É necessário tem um processador Intel core de sétima geração, além de uma placa-mãe preparada, de chipsets selecionados. Assim, caso você esteja desejando esse upgrade, é necessário verificar se seu computador é compatível, pois no final das contas pode ficar mais barato um SSD.

Requerimentos para utilizar uma Optane.

O i5 7400 (mais básico Intel quad core atual), placa-mãe ASUS B250 (mais barata do momento) e Optane 16 GB (mais lenta, porém baixa barata que qualquer SSD) juntos custam de R$ 1.500 a R$ 1.800. Um SSD Kingston de 120 GB pode sair por somente R$ 300.

O futuro da Optane


Futuramente veremos Optanes SSDs para consumidores.

A Intel já está evoluindo suas Optanes. A fabricante lançou para data centers a Optane SSD DC P4800X com 3D XPoint e 375 GB, mas custando cerca de US$ 1,5 mil; opções para o consumidor padrão estão sendo planejadas. Paralelamente, foi anunciado que até o fim do ano alguns dispositivos Windows 10 serão lançados com Optane. No futuro poderemos ver no mercado uma maior concorrência entre a memória NAND dos SSDs e o 3D XPoint das Opantes, o que será ótimo, pois no final o consumidor quem ganha. Esperamos que essa nova tecnologia prospere, pois inovações devem sempre ser bem-vindas.

Com tudo que foi dito, hoje você investiria em uma Intel Optane?

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Veja as 5 coisas que você NÃO deve fazer com o seu SSD

SSDs, os discos de estado sólido, ainda não são tão baratos quanto um HD, mas já têm opções bastante acessíveis para quem quiser acelerar o PC com uma tecnologia de armazenamento mais moderna.

No entanto, para aproveitar bem um SSD, existem algumas precauções que devem ser tomadas. O sistema pode reconhecer a unidade como se fosse um HD convencional, mas eles funcionam de formas diferentes.

Veja o que evitar fazer com seu SSD para garantir maior durabilidade:

Desfragmentar, jamais
Um dos problemas do SSD, é que os setores que formam a unidade de armazenamento têm um número limitado de vezes em que dados podem ser escritos (ou gravados). Ao desfragmentar, as informações do disco são movidas entre setores, resultando em gravações desnecessárias que podem diminuir a vida útil do SSD.

Além disso, ao contrário dos discos rígidos convencionais, não há ganho de desempenho. Em HDs, o principal benefício da desfragmentação é trazer dados espalhados pelo disco para mais perto do leitor, para que ele tenha que se movimentar menos, permitindo acesso mais rápido às informações. No SSD, não há movimento mecânico, o que torna o processo inútil.

Evite gravar dados muito constantemente
Os SSDs mais modernos evoluíram muito em termos de durabilidade, aumentando significantemente os ciclos de gravação antes de estragar a unidade. No entanto, eles ainda são limitados em comparação com um HD mecânico. Além disso, discos mais baratos costumam ter uma durabilidade menor, então é bom estar atento a isso. 

Se você está rodando programas que exijam muito do seu SSD em termos de gravação de dados e uso do disco, você pode levar sua unidade ao limite mais rápido do que deveria. Se esse for o seu caso, dê preferência a um HD tradicional.

Não encha demais o disco
SSDs não foram feitos para serem usados até o limite. Se você preencher colocar informações demais no seu disco, isso pode acarretar em perdas graves de desempenho.

Não é difícil entender o motivo. SSDs vazios têm vários blocos vazios para guardar dados. Um SSD cheio tem, no lugar, vários blocos que estão parcialmente cheios (ou parcialmente vazios, dependendo da sua visão de mundo).

Gravar dados em blocos vazios é fácil e rápido. O problema é que quando o disco tem que lidar com blocos preenchidos parcialmente, ao gravar novos dados, ele terá que ler o conteúdo, transferi-lo para o cache, modificar o bloco parcialmente preenchido com novos dados e gravá-los novamente em disco. São várias etapas a mais para cada bloco que tiver dados gravados. O resultado é um só: queda de desempenho.

Evite guardar arquivos grandes que você não acessa
Essa não é uma opção para quem só tem uma unidade de armazenamento no computador, mas se o seu PC tem uma solução híbrida, com um SSD menor e um HD maior, prefira guardar arquivos grandes e que você não vai acessar frequentemente no seu HD.

O motivo é bem simples. O SSD tem melhor desempenho indiscutivelmente, mas também é mais caro. O custo por gigabyte de um SSD é muito maior do que o de um HD. Ou seja: se você tem gigabytes de filmes e arquivos que você não usa, você está desperdiçando o desempenho da sua unidade super rápida.

Se o seu notebook só tem um SSD, considere a opção de comprar um HD externo.

Não faça uma limpeza
Que fique claro de que limpeza estamos falando: com HDs convencionais, um arquivo não é totalmente apagado mesmo quando ele é removido da lixeira. Ele só deixa de ser totalmente acessível quando outros dados passam a ocupar o setor que o arquivo ocupava anteriormente; isso significa que alguns softwares poderão recuperar os dados mesmo depois da exclusão. Como solução, existem ferramentas que fazem uma limpeza no disco, sobrescrevendo as informações apagadas para que elas não sejam mais recuperáveis.

Com SSDs, isso não deve ser mais necessário, desde que você esteja usando um sistema operacional moderno com suporte ao recurso TRIM (Windows 7 ou superior). Quando a ferramenta está ativada, o sistema operacional informa o SSD que o arquivo foi removido. Quando isso acontece, o disco libera o setor que aqueles dados ocupavam, tornando a informação irrecuperável.

Para isso, é necessário ter um sistema operacional atual e um SSD não muito antigo. Os primeiros modelos que chegaram ao mercado não tinham suporte a TRIM, mas a menos que o seu SSD seja jurássico, ele deve ter suportar o recurso.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Veja as 5 coisas que você NÃO deve fazer com o seu SSD


SSDs, os discos de estado sólido, ainda não são tão baratos quanto um HD, mas já têm opções bastante acessíveis para quem quiser acelerar o PC com uma tecnologia de armazenamento mais moderna.

No entanto, para aproveitar bem um SSD, existem algumas precauções que devem ser tomadas. O sistema pode reconhecer a unidade como se fosse um HD convencional, mas eles funcionam de formas diferentes.

Veja o que evitar fazer com seu SSD para garantir maior durabilidade:

Desfragmentar, jamais
Um dos problemas do SSD, é que os setores que formam a unidade de armazenamento têm um número limitado de vezes em que dados podem ser escritos (ou gravados). Ao desfragmentar, as informações do disco são movidas entre setores, resultando em gravações desnecessárias que podem diminuir a vida útil do SSD.

Além disso, ao contrário dos discos rígidos convencionais, não há ganho de desempenho. Em HDs, o principal benefício da desfragmentação é trazer dados espalhados pelo disco para mais perto do leitor, para que ele tenha que se movimentar menos, permitindo acesso mais rápido às informações. No SSD, não há movimento mecânico, o que torna o processo inútil.

Evite gravar dados muito constantemente
Os SSDs mais modernos evoluíram muito em termos de durabilidade, aumentando significantemente os ciclos de gravação antes de estragar a unidade. No entanto, eles ainda são limitados em comparação com um HD mecânico. Além disso, discos mais baratos costumam ter uma durabilidade menor, então é bom estar atento a isso. 

Se você está rodando programas que exijam muito do seu SSD em termos de gravação de dados e uso do disco, você pode levar sua unidade ao limite mais rápido do que deveria. Se esse for o seu caso, dê preferência a um HD tradicional.

Não encha demais o disco
SSDs não foram feitos para serem usados até o limite. Se você preencher colocar informações demais no seu disco, isso pode acarretar em perdas graves de desempenho.

Não é difícil entender o motivo. SSDs vazios têm vários blocos vazios para guardar dados. Um SSD cheio tem, no lugar, vários blocos que estão parcialmente cheios (ou parcialmente vazios, dependendo da sua visão de mundo).

Gravar dados em blocos vazios é fácil e rápido. O problema é que quando o disco tem que lidar com blocos preenchidos parcialmente, ao gravar novos dados, ele terá que ler o conteúdo, transferi-lo para o cache, modificar o bloco parcialmente preenchido com novos dados e gravá-los novamente em disco. São várias etapas a mais para cada bloco que tiver dados gravados. O resultado é um só: queda de desempenho.

Evite guardar arquivos grandes que você não acessa
Essa não é uma opção para quem só tem uma unidade de armazenamento no computador, mas se o seu PC tem uma solução híbrida, com um SSD menor e um HD maior, prefira guardar arquivos grandes e que você não vai acessar frequentemente no seu HD.

O motivo é bem simples. O SSD tem melhor desempenho indiscutivelmente, mas também é mais caro. O custo por gigabyte de um SSD é muito maior do que o de um HD. Ou seja: se você tem gigabytes de filmes e arquivos que você não usa, você está desperdiçando o desempenho da sua unidade super rápida.

Se o seu notebook só tem um SSD, considere a opção de comprar um HD externo.

Não faça uma limpeza
Que fique claro de que limpeza estamos falando: com HDs convencionais, um arquivo não é totalmente apagado mesmo quando ele é removido da lixeira. Ele só deixa de ser totalmente acessível quando outros dados passam a ocupar o setor que o arquivo ocupava anteriormente; isso significa que alguns softwares poderão recuperar os dados mesmo depois da exclusão. Como solução, existem ferramentas que fazem uma limpeza no disco, sobrescrevendo as informações apagadas para que elas não sejam mais recuperáveis.

Com SSDs, isso não deve ser mais necessário, desde que você esteja usando um sistema operacional moderno com suporte ao recurso TRIM (Windows 7 ou superior). Quando a ferramenta está ativada, o sistema operacional informa o SSD que o arquivo foi removido. Quando isso acontece, o disco libera o setor que aqueles dados ocupavam, tornando a informação irrecuperável.

Para isso, é necessário ter um sistema operacional atual e um SSD não muito antigo. Os primeiros modelos que chegaram ao mercado não tinham suporte a TRIM, mas a menos que o seu SSD seja jurássico, ele deve ter suportar o recurso.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quanto tempo de vida tem o seu SSD? Descubra agora

SSDs estão se tornando mais acessíveis e mais populares, o que é bom para todo mundo. Embora a tecnologia provavelmente nunca vá custar o mesmo do que um HD com o mesmo espaço, o ganho de desempenho pode compensar para muitas pessoas. Além disso, sempre há a opção de usar um SSD pequeno só para instalar o Windows e guardar volumes maiores de dados em um HD convencional.

Só há um problema: o SSD tem uma vida útil pré-determinada, ao contrário do que é verificado nos HDs. Existe um limite sobre quantas operações de gravação e leitura podem ser feitas antes de o componente estragar e precisar ser trocado.

A boa notícia é que é muito difícil para uma pessoa normal alcançar o limite com a tecnologia atual, e as restrições praticamente só se aplicam a empresas, com seus servidores e data centers, que forçam demais a memória flash e acabam causando seu desgaste precoce.

De qualquer forma, é compreensível se você quiser entender melhor como o seu SSD está, e se ele ainda tem alguns bons anos pela frente antes de se tornar inútil. É bem fácil realizar a checagem:

1. Baixe o programa Crystal Disk Info
O software está disponível neste link como instalador .EXE ou neste link como arquivo .ZIP, e é uma ferramenta extremamente simples de verificação de disco gratuita (sem Baidu ou similares) e de código aberto. 

2. Abra o programa

3. Olhe para o “status de saúde”
Se tudo estiver normal, o programa deve mostrar a indicação de que o SSD está 100% saudável como na imagem abaixo.


4. Olhe para quantos dados já foram gravados
Procure pelo campo “Total Host Writes” e veja quantos gigabytes de dados já foram gravados no seu SSD. No meu caso, foram 20.278 GB, quase 20 terabytes de informação já foram escritos no meu disco, que está em uso há cerca de dois anos.


5. Faça a comparação
Ok, a informação do passo 4 não significa muita coisa se você não souber com o que comparar. O fato é que os SSDs atuais aguentam muita coisa antes de se tornarem lixo eletrônico. Testes de 2015 do site TechReport com seis modelos de 240 GB mostraram que todos eles aguentaram ao menos 700 TB de informação antes de perderem suas capacidades; dois deles superaram a parca de 1 petabyte e um superou os 2 PB.

Ou seja: se eu consumi 20 TB em dois anos (uma média de 10 TB por ano), e o mínimo é de 700 TB, o meu disco ainda teria cerca de 68 anos de uso antes de ser desgastado. É tempo suficiente para trocar de computador ou, no mínimo, perceber que 120 GB não é mais espaço para guardar arquivos cada vez maiores. 

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Spotify está matando SSDs de uma forma lenta e silenciosa

Atenção você que costuma utilizar o Spotify em seu desktop: um bug presente em todas as versões (Windows, macOS e Linux) faz com que o software escreve quantidades titânicas de dados inúteis em sua unidade de armazenamento constantemente, mesmo quando deixado aberto sem execução e sem nenhuma música armazenada localmente.

O problema foi relatado pela primeira vez há cinco meses, mas desconfia-se que ele esteja em ação há mais tempo. Usuários perceberam que o a atividade do Spotify em desktops está muito acima de qualquer escala, com o app constantemente escrevendo dados nos discos de maneira desenfreada. O Ars Technica rodou alguns testes e constatou a falha, com o programa escrevendo cerca de 700 GB em apenas um dia, sem sequer ser operado diretamente. Os testes foram executados em PCs e Macs e em média o Spotify registra de 5 a 10 GB de dados por hora.

Muitos usuários estão relatando casos em que o Spotify grava centenas de gigabytes em apenas uma hora, e alguns inclusive falam em terabytes (muito provavelmente a velocidade de conexão é o gargalo). Em nota (após dois dias de silêncio) a empresa afirma que a versão 1.0.42 corrige o bug, entretanto ela ainda não foi disponibilizada para todos os usuários.

Tal bug representa uma ameaça potencial para SSDs principalmente. Escrever dados constantemente diminuem a vida útil dos discos (eu sei, a nomenclatura não faz sentido mas todo mundo usa, paciência) e embora em situações normais eles durem muito, temos um app louco escrevendo lixo constantemente e sem freio sem que o usuário perceba. Algo que deveria resistir décadas (em teoria) poderia morrer em meses, talvez semanas dependendo do caso.

Embora não haja casos de mortes de SSDs reportadas, a falha é grave e é muito estranho o Spotify ter levado tanto tempo para corrigi-la. Portanto fica o conselho: se você utiliza um disco de estado sólido o melhor a fazer é não rodar o Spotify, enquanto ele não for atualizado para a versão mais recente.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Drive SSD pode perder dados se ficar sem energia por muito tempo


Que os SSDs inovaram na maneira de armazenar um número maior de dados e ainda aumentar o desempenho dos computadores não há nenhuma dúvida. No entanto, uma pesquisa publicada recentemente mostrou que a nova tecnologia ainda tem muito a se desenvolver para se tornar a melhor opção em armazenamento de dados.

Segundo informações divulgadas por Alvin Cox, da Seagate, o SSD pode perder dados se ficar sem energia por um longo período – principalmente se a unidade estiver armazenada em ambientes mais quentes.

Cox revelou que as unidades de SSD conservadas a uma temperatura de 30º graus Celsius podem conservar os dados com aparelho desligado por aproximadamente 1 ano. Caso a temperatura eleve 5 º graus Celsius, esse tempo cai pela metade. A situação é ainda pior caso a temperatura chegue na casa dos 55º graus, já que bastarão poucos dias para que todos os dados comecem a ser perdidos.



Com esses dados, foi possível analisar também que a situação é mais alarmante para empresas do que para os consumidores que utilizam diariamente o dispositivo. Isso porque muitas empresas optam por armazenar uma grande quantidade de arquivos em SSD – sendo que muitas vezes os dispositivos acabam ficando muito tempo inativo, o que reduzir ainda mais o tempo de armazenamento dos dados.

Assim, caso você seja um consumidor comum que utiliza o seu notebook diariamente em um local com temperatura abaixo de 30º graus Celsius, não há grandes riscos de danos. O cuidado deve ser maior por parte das empresas que necessitam armazenar dados importantes por muito tempo – sendo recomendado, manter um backup atualizado (em HDs) para garantir a preservação adequada dos dados.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

6 coisas que alguém com SSD NÃO deve fazer

Você possivelmente já leu algo sobre os drives de estado sólido, não é mesmo? Sob a sigla SSD (Solid State Drive, em inglês), estes equipamentos surgiram como uma opção mais segura e veloz para os discos rígidos comuns — que contam com partes mecânicas e apresentam mais problemas relacionados à movimentação — e têm ganhado bastante espaço no mercado nestes últimos anos.

Mas, antes de instalar e configurar o SSD, é preciso saber que existem diferenças entre eles e os HDs com os quais já estamos acostumados. Por causa disso, algumas ações não devem ser tomadas com os aparelhos — para aumentar o tempo de vida útil deles e evitar que exista qualquer problema. Ficou curioso? Então confira agora mesmo o que você não deve fazer com um SSD em seu PC.

1. Desfragmentação

Uma das principais diferenças entre os HDs e o SSDs está no modo como os dados são gravados. Enquanto os discos rígidos utilizam pequenas estruturas magnéticas para informar o valor de cada informação, nos drives sólidos isso acontece de uma maneira eletrônica — conseguida graças à energia elétrica armazenada ali. E é por causa disso que desfragmentar um SSD pode ser uma péssima ideia.


Esse método de gravação faz com que os SSDs tenham um número de gravações mais limitado do que acontece nos discos rígidos. Desfragmentar um disco significa realocar arquivos e fazer com que a porção de armazenamento dele seja otimizada — o que resulta em um grande consumo de espaço durante o período da desfragmentação. Ou seja: o processo pode reduzir a vida útil dos equipamentos.

Não bastasse isso, também vale dizer que a desfragmentação é um processo inútil nos computadores com SSD. Isso porque ela foi criada para reagrupar dados espalhados em discos rígidos, para facilitar a leitura em equipamentos desse tipo. Como o SSD não utiliza leitores mecânicos — e sim processos elétricos —, a informação pode ser acessada de qualquer lugar com a mesma rapidez.

2. Limpar áreas vazias

Por muito tempo, consumidores costumaram utilizar ferramentas para “apagar áreas vazias” do disco rígido. Isso permitia que as unidades ganhassem um pouco mais de espaço e ainda evitava que os dados pudessem ser recuperados após a exclusão de arquivos. Mas os sistemas operacionais mais recentes — Windows 7 e superiores, Mac OS X 10.6 e superiores ou Linux baseado em Kernels lançados depois de 2012 — são habilitados com o TRIM.


Isto é uma “notificação do sistema para o SSD para informar que determinados arquivos foram removidos e que os blocos, onde eles estavam armazenados, devem passar por um processo de limpeza para que novos dados sejam gravados”. Esta função faz com que os arquivos deletados do computador sejam realmente excluídos — não ficando disponíveis para restauração com o uso de aplicativos especializados.

Isso tudo significa que “limpar áreas vazias” em um sistema moderno e que utilize SSDs acaba sendo um esforço completamente desnecessário. Além de gastar um tempo sem fins realmente efetivos, o processo ainda pode desgastar o SSD com uma sobrecarga de informações — que também pode causar uma redução na vida útil do dispositivo.
Verifique se o TRIM está ativo

É possível que o seu computador não possua o TRIM ativado por padrão. Para verificar isso você pode usar softwares como o TrimCheck ou então seguir alguns rápidos passos:
1) Pressione as teclas Window + R e digite na caixa de diálogo “cmd.exe”;
2) No prompt de comando, digite o seguinte: "fsutil behavior query DisableDeleteNotify"
3) Se o sistema retornar o valor “0”, então você está com o TRIM ativado;
4) Caso apareça o valor “1”, você deve digitar o seguinte para habilitar o TRIM: "fsutil behavior set disabledeletenotify 0"

3. Formatação completa

Assim como no caso anterior, aqui trazemos um exemplo de processo desnecessário para os computadores com SSD. Formatar completamente um drive de estado sólido não é uma tarefa muito interessante e isso se aplica por várias razões. Primeiro: apagar arquivos com o modo TRIM faz com que eles sejam realmente excluídos definitivamente. Segundo: isso não fará com que seu computador fique mais veloz. Sem falar que a ação ainda joga fora alguns ciclos de reescritas do dispositivo.

4. Usar Windows XP ou Vista

O Windows XP e o Windows Vista são sistemas operacionais que não possuem suporte para o TRIM. Isso significa que arquivos apagados permanecem disponíveis para a recuperação por meio de aplicativos especializados. Mais do que isso, também existe o fato de que sistemas sem TRIM acabam gerando bastante lentidão após algum tempo de uso.


Em resumo: com o passar do tempo, seu SSD passará a demorar muito para conseguir terminar a escrita de um arquivo. É claro que não é o fim do mundo usar esses outros sistemas operacionais, mas é importante usar alguns softwares de otimização criados pelas próprias fabricantes de drives — evitando problemas relacionados às já mencionadas sobreescritas.

Atenção: não é interessante usar ferramentas alternativas de manutenção, pois isso pode prejudicar ainda mais o desempenho — opte sempre pelas oficiais das fabricantes. O drive de estado sólido sabe gerenciar os dados e cuidar de sua Garbage Collection — um sistema automatizado do gerenciamento da memória disponível — , sendo que a interação do usuário apenas vai prejudicar as configurações determinadas no firmware do componente.

5. Usar toda a capacidade

Essa lição já foi ensinada pelos HDs comuns em outros momentos — quem usa os PCs há mais tempo deve se lembrar do quanto era difícil reservar espaço em computadores que tinham menos de 1 GB para o armazenamento —, mas precisa ser relembrada. É essencial que você nunca preencha toda a capacidade do seu SSD, sempre deixando um espaço de sobra na unidade.


Isso se deve ao fato de que novos arquivos e carregamentos exigem espaço livre para que funcionem corretamente. Logo, sem ele o seu sistema ficará muito lento e apresentando falhas constantes. O site AnandTech afirma que pelo menos 25% do espaço total devem ser mantidos livres para evitar problemas — algo parecido com o que era indicado para os HDs comuns.

6. Realizar escritas constantes

Essa dica é bem importante, mas deve ser melhor aproveitada somente por quem utiliza SSDs em conjunto com HDs comuns. Um dos métodos mais eficientes de fazer com que a vida útil dos drives de estado sólido seja prolongada está em evitar as escritas nele. Ou seja, fazer com que menos arquivos sejam gravados nos drives e os mantendo como unidades de leitura.

As recomendações mais comuns são de que o SSD deve ser usado para a gravação dos arquivos de sistema operacional, softwares, jogos e outros dados que precisam ser acessados frequentemente e com rapidez. Em resumo: grave os arquivos que precisam ser acessados para que a sua utilização se torne mais confortável.

Ao mesmo tempo, não é indicado armazenar arquivos de mídia nos SSDs — uma vez que o espaço seria desperdiçado e o carregamento deles pode ser feito a partir de um HD sem qualquer problema ou lentidão. Ou seja... Nada de salvar o seu filme favorito em 4K nos drives de estado sólido.
Evite arquivos de paginação

Quando a sua memória RAM está toda ocupada, o Windows utiliza um setor do seu HD para fazer com que mais aplicativos e processos possam ser carregados ou mantidos. O problema é que se estivermos falando sobre um computador com SSD, esse setor de memória será sobreescrito com muita frequência e causará danos à estabilidade e à vida útil do equipamento.

Ou seja... Desative a opção de paginação nas configurações do sistema operacional — ou use um disco rígido comum para isso. Se você só possui um SSD, recomenda-se que sua máquina tenha pelo menos 8 GB de RAM para que o sistema não exija a paginação da memória virtual.
.....

Você conhecia essas recomendações? É claro que, se você optar por não segui-las, conseguirá usar o seu computador normalmente — afinal de contas, ele não vai explodir por causa disso. Mesmo assim, vale a pena ficar ligado em tudo isso para fazer com que os seus equipamentos possam ser usados por mais tempo e sem apresentar falhas.

sábado, 2 de agosto de 2014

O que é SSD?

SSD refere-se a uma sigla em inglês que significa "solid-state drive" ou, em português, "unidade de estado sólido". Essa nova tecnologia é responsável pelo armazenamento de dados, mesma finalidade dos HDs. No entanto, o SSD é considerado uma evolução dos HDs por possuírem várias vantagens e não terem partes móveis para armazenamento não volátil de dados digitais.

Os SSDs são fabricados em torno de um circuito integrado semicondutor que é responsável pelo armazenamento, diferente dos sistemas magnéticos utilizados nos HDs e fitas LTO e dos óticos utilizados em CDs e DVDs, além de possuírem memória flash.

A memória flash e o controlador são dois componentes fundamentais que existem nos SSDs mais comuns do mercado. A memória flash não necessita de partes móveis ou de motores para funcionar. É ela a responsável direta por guardar todos os arquivos. Por funcionar eletricamente, o SSD consegue tornar as funções de leitura e escrita mais velozes. Além disso, por operar dessa maneira, o drive é completamente silencioso, diferente do que se vê nos HDs, e resistente a quedas.

Já o controlador possui a função de gerenciar a troca de dados e informações que envolvem o computador e a memória flash. Ele é um dos grandes responsáveis pelo desempenho do SSD, por isso, sua velocidade muitas vezes depende de como o controlador está executando suas tarefas. Ele é capaz de criptografar informações, mapear partes que apresentam defeitos no SSD, aumentar a vida útil da memória flash e administrar o cache de leitura e escrita de arquivos. Por conta de tantas tarefas, houve a necessidade do mercado melhorar os controladores para que a velocidade dos SSDs aumentasse. E isso aconteceu rapidamente, visto que antes um Intel X25-M, por exemplo, atingia velocidades de leitura de 250 MB/s e para escrita de 70 MB/s, enquanto que os SSDs modernos chegam a 555 MB/s de leitura e 520 MB/s de escrita.

O SSD possui basicamente duas divisões: as páginas e os blocos. As páginas são a menor parte física do SSD, enquanto que os blocos são um agrupamento de páginas.

As vantagens do SSD são muitas, incluindo o consumo menor de energia, a possibilidade de trabalhar em temperaturas mais altas que os HDs comuns do mercado, a não existência de partes móveis eletro-mecânicas que reduz as vibrações, além do tempo de acesso reduzido por meio do circuito integrado semicondutor. Os SSDs também possuem uma largura de banda muito maior do que os demais dispositivos. 

As desvantagens também existem, mas são menores. O custo de um SSD é mais elevado do que dos HDs, por exemplo. A capacidade de armazenamento também não chegou aos níveis dos discos rígidos SATA e IDE.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SSD x HD: saiba como deixar o computador mais rápido

"A probabilidade de falha é uma das principais vantagens. Muitas pessoas perdem informações caso o HD caia no chão, esta probabilidade de perder dados é muito grande. Já com o SSD, sem nada mecânico, isso não existe, porque as informações são armazenas em microchips", diz Gerardo Rocha, dir. executivo da Kingston Technology.
"Quando você avalia o desempenho do computador pelo processador e pela memória, temos evoluído. A frequência da velocidade atende a necessidade do processador. O HD se mantém igual. Quando você olha todos os componetentes do computador, aquele que não tem evoluído quanto à velocidade é o HD. É o mais devagar. e, portanto, se torna um gargalo no desempenho", completa Gerardo Rocha, dir. executivo da Kingston Technology.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Preço dos HDs SSD em queda

Atualmente, o principal motivo para não aderir aos HDs SSD é o preço elevado. Isso porque o preço por gigabyte dos HDs convecionais é muito menor. Porém isso pode estar mudando. O instituto de pesquisas Gartner prevê que em 2012 o preço por gigabyte dos HDs SSD baixe para a faixa de 1 dólar por gigabyte.


Isso provocaria um efeito “cascata”. Isto é, a venda de HDs SSD aumentaria e, consequentemente, a produção também. Finalmente, o preço tenderia a baixar mais ainda, fazendo com que este tipo de HD pudesse se tornar comum em todas as máquinas.

HD SSD


Outro fator que deve contribuir para um aumento na demanda e na produção de HDs SSD é o sucesso dos tablets. Isto porque os principais modelos trabalham com armazenamento em memórias Flash do tipo NAND que são as mesmas usadas nos drives SSD. Na prática, essas memórias Flash NAND dos tablets funcionam como HDs SSD simplificados e mais compactos ainda.


Atualmente, nos EUA, o preço dos HDs SSD está na faixa de U$ 1,5 por gigabyte. Se a previsão do Gartner se confirmar, o preço deve cair 30% até 2012, o que é uma ótima notícia para todos os usuários de PC.

Fonte: http://www.guiadopc.com.br/noticias/18618/18618.html