Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador anatel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anatel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Anatel decide bloquear celulares piratas no Brasil

A Anatel decidiu bloquear o uso de celulares piratas no Brasil. Veja se o seu celular está na lista


Nesta quarta-feira (24), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu bloquear os celulares piratas do Brasil. Estamos falando do bom e velho “xing-ling”, tais como o HiPhone e demais réplicas de aparelhos famosos no mercado, que são vendidos por um terço do preço do original e enganam os consumidores mais leigos.

O processo de bloqueio ocorrerá da seguinte forma: a partir do dia 30 de junho, donos de celulares piratas (irregulares) começarão a receber periodicamente mensagens de texto (SMS) da operadora, onde ela informará sobre a situação irregular do dispositivo e que em breve ele não mais poderá se conectar à rede celular. Depois de 75 dias, ou seja, metade de setembro, o aparelho será efetivamente bloqueado.

Tal medida já está sendo deliberada pela agência, operadoras e fabricantes há cerca de três anos. Um dos primeiros passos foi a criação do Sistema Integrado de Gestão de Aparelhos (Siga), que identifica quais smartphones ativos na rede celular brasileira não foram homologados pela Anatel. Por enquanto, ele apenas identifica os aparelhos, mas em setembro ele começará a bloquear.

Quais celulares serão considerados piratas?

Marcas como Xiaomi, HTC, Huawei e OnePlus não serão afetadas

A notícia pode assustar de início, mas você, que é um importador inveterado de marcas como Xiaomi, OnePlus, Huawei e outras, pode ficar despreocupado. Tais dispositivos não são considerados irregulares.

Serão bloqueados aparelhos que não tiverem um número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, que é o órgão que cataloga e gerencia todos os números IMEI. Tal número, composto de 15 dígitos, é único para cada dispositivo do planeta. Assim, se o aparelho não tiver um IMEI registrado ou ele já pertencer a outro aparelho, ele será bloqueado no Brasil a partir de setembro.

Empresas sérias, como as já citadas anteriormente, costumam seguir todo o processo legal e registrar os números IMEI em todos os órgão reguladores. Portanto, mesmo que o celular não seja homologado pela Anatel, não há com o que se preocupar. Apenas os celulares efetivamente piratas serão bloqueados.
Ressalvas

Entretanto, vale a pena comentar algumas ressalvas. Os aparelhos “xing-ling” que já estiverem em operação no Brasil continuarão funcionando normalmente. O bloqueio só valerá para os novos celulares.

A Anatel justifica a decisão dizendo que o bloqueio total poderá gerar um número muito grande de reclamações e também que tais dispositivos irregulares irão desaparecer do mercado com o tempo, quando, por exemplo, a pessoa for trocar de celular.


A venda de celulares piratas, como o HiPhone 6, ficará bem mais difícil
Benefícios

Essa medida trará uma série de benefícios, tanto para o mercado quanto para o consumidor. Primeiro porque combate o chamado “mercado cinza“, que vende muitos celulares piratas e não seguem as normas de segurança. Além disso, o governo deixa de arrecadar. Só em 2016, foram 13 milhões de xing-lings ativados no Brasil.

Outro ponto positivo é que as empresas que trabalham com celulares piratas terão sua atuação dificultada. Atualmente as empresas sérias concorrem de forma desleal com estas fabricantes, que muitas vezes usam design e até logomarca similares.

Porém, como estamos falando de Brasil, é bem provável que tal decisão da Anatel intensifique a procura por celulares roubados (e, portanto, com IMEI válido) e também alimente o mercado de clonagem de IMEIs, bem comum no centro de grandes cidades (25 de março, estou olhando pra você).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Anatel lança aplicativo que mostra qualidade das operadoras móveis


A Anatel lançou, durante a Futurecom 2014, o ANATEL Serviço Móvel, um aplicativo para smartphones que mostra a qualidade das operadoras móveis em todos os municípios do país. O app, em versões para Android e iOS, mostra a localização das antenas e a disponibilidade de acesso em 2G, 3G e 4G, além das taxas de conexão de voz e dados.

De acordo com o presidente da Anatel, João Resende, a intenção não é confrontar os usuários com as empresas mas, sim, dar a chance deles terem maior contato com o trabalho da agência, além de informações sobre a qualidade da rede ofertada pelas operadoras em seu município e escolher aquela que tiver o melhor serviço.

“Pensamos no que interessa ao consumidor e adotamos dois grandes indicadores: a conectividade, ou seja, se existe rede disponível, e se, uma vez conectado, consegue concluir uma chamada. Além das estações radio base, apresentamos um ranking de voz e dados”, explica o superintendente de Controle de Obrigações da Anatel, Roberto Pinto Martins.

Segundo Martins, esse primeiro aplicativo da agência é uma prova de conceito, um teste para outros apps. “São informações que já estavam publicadas, mas aqui criamos uma interação com o usuário”, disse o superintendente. “Esse é um app da Anatel para o usuário. O interessante é termos um app que venha do consumidor para a Anatel”, completou.

O programa pode funcionar com a identificação da localização por GPS, ou o usuário pode escolher o município sobre o qual quer as informações. “Esse aplicativo vai ter informações sobre a realidade dos serviços prestados em cada município brasileiro”, destacou o presidente da agência, João Rezende.

O aplicativo também pode ser acessado pela web, na página da Anatel.

terça-feira, 18 de março de 2014

Começa o rastreamento dos celulares xing-ling e piratas. O que isso significa? Nada



Entrou em funcionamento nesta segunda-feira, 17/3,o sistema desenvolvido pelas operadoras de serviços de telefonia móvel brasileiras para rastrear, identificar e até impedir o funcionamento no país aparelhos celulares não homologados na Anatel – os piratas, xing-lings e comprados fora do país. O que isso significa na prática para os usuários? Por enquanto, nada.

O objetivo da medida é retirar do mercado equipamentos de baixa qualidade, que entram no país via contrabando.E, de quebra, mapear a quantidade de aparelhos importados em uso nas redes das operadoras locais e identificar e bloquear os aparelhos clonados. Mas, nessa primeira fase, que deve durar todo o primeiro semestre, o sistema funcionará experimentalmente, para testes. Ninguém vai ter o celular bloqueado antes que a Anatel defina as regras de como esse bloqueio será feito.

As desativações só devem começar, de fato, após a publicação dessas regras pela Anatel. O que deverá acontecer após a Copa, na melhor das hipóteses. Provavelmente no fim do quarto trimestre.

A medida vai atingir todos os aparelhos que usam chip (sim card) e acessam a rede móvel, incluindo também tablets 3G e até as maquininhas de cartão de crédito.

Como funciona o rastreamento?
A base do sistema é o IMEI (o número único de identificação de cada aparelho, como o chassi de um carro) desses aparelhos. Todas as vezes que você insere o chip (sim card) em um celular e faz a primeira ligação para ativá-lo (especialmente no caso dos pré-pagos), o número do IMEI é associado ao número do chip e remetido para a base de dados da operadora. Esta, por sua vez, compara o número do IMEI com o existente na base de dados da Anatel.

Quando o sistema estiver operacional de fato, se o número do IMEI não constar da base da Anatel, o celular não será habilitado. Isso evitará que novos aparelhos irregulares, não homologados, ingressem na rede das operadoras.

Por enquanto, mesmo esses aparelhos já identificados como irregulares serão habilitados, mas já estarão mapeados pelas operadoras. Isso porque a Anatel ainda não definiu os procedimentos que as operadoras deverão adotar ao identificá-los. Estão entre eles não só os donos de aparelhos xing-lings, de baixa qualidade e os contrabandeados, como também os aparelhos que tiveram sua importação regularizada por seus proprietários na passagem pela alfândega.

A intenção é proibir o funcionamento de aparelhos importados que não tenham o modelo certificado/homologado no Brasil. Como isso será feito também precisa ser definido pela Anatel.

Hoje, todo fabricante de dispositivos móveis, ao homologar os modelos que produzem localmente ou importam na Anatel, precisam informar para o operadora o lote de IMEI desses aparelhos. “Se o IMEI do aparelho importado não estiver dentro desse lote, ele será considerado irregular”, me disse um representante das operadoras. “O que fazer quando esse aparelho for identificado ainda não está definido”, completa. Portanto, não basta saber que o modelo X ou Y já foi homologado pela Anatel. É preciso preencher esse cadastro, no site da agência, para confirmar.

No caso de celulares comprados fora, a Anatel já havia dito, no fim de 2013, que se o aparelho não fossehomologado/certificado, a habilitação imediata não seria feita e o usuário seria encaminhado para atendimento diferenciado pela operadora.

O mesmo acontecerá com outras dezenas de milhões de aparelhos não homologados que já estão em operação hoje nas redes móveis (entre 12 milhões e 50 milhões, o número exato só esse rastreamento dirá). O que se sabe é que, aos poucos, os usuários serão avisados antes de terem o serviço cortado. Mas como isso será feito, também precisa ser definido pela Anatel.

Da mesma forma, a agência reguladora precisará definir como as operadoras irão proceder ao identificarem celulares de estrangeiros em visita ao país no momento em que eles usarem as redes móveis locais pela primeira vez.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anatel, essas medidas todas só serão anunciadas depois de um diagnóstico de cada situação encontrada na rede com esse primeiro rastreamento. Cada caso terá um tratamento específico.

Positivo para o consumidor
Além de permitir que os consumidores passem a usar celulares de boa procedência e melhor qualidade – com nível de radiação dentro do aceitável e que não ofereçam risco de explosão, por exemplo – o sistema de bloqueio de celulares não certificados/homologados pela Anatel trará um outro efeito positivo: a identificação dos celulares clonados.

Como sempre que o aparelho fizer uma chamada de voz a operadora será capaz de identificar o IMEI relacionado ao chip (sim card), se dois chips estiveram usando o mesmo IMEI, um deles é clonado. Como é impossível saber automaticamente qual é o clone, as operadoras terão que entrar em contato com os assinantes.

A medida pode contribuir para redução do roubo de celulares, uma vez que muitos desses celulares roubados têm o IMEI modificado pelos criminosos para que possam ser habilitados nas redes das operadoras. Isso, claro, partindo do princípio de que o dono do aparelho roubado teve a preocupação de anotar o IMEI do seu aparelho e informá-lo para a operadora ao solicitar o bloqueio da linha. O atual cadastro de aparelhos roubados mantido pelas operadoras em hoje mais de 4 milhões de números.

Como saber o IMEI do seu aparelho? O IMEI pode ser encontrado na caixa do aparelho, no espaço destinado à bateria ou digitando *#06# no celular. Todo celular habilitado tem seu IMEI registrado em um bando de dados chamado EIR (Registro de Identidade de Equipamentos). Dica: anote o e-mail do seu aparelho e mande para o seu e-mail ou serviço de armazenamento na nuvem, para que tenha ele sempre disponível, no caso de uma ocorrência desagradável.

Tem um celular não homologado?
Calma. Muito provavelmente, aparelhos importados de modelos já homologados na Anatel _ como os modelos 5c (A1507) e 5s (A1457) do iPhone _ não serão bloqueados em um primeiro momento. O foco inicial deverá ser modelos de celulares sem marca – os famosos xing-lings. Se você usa um, o mais indicado é que já comece a fazer uma pesquisa de preços de modelos populares vendidos no país. Há muitos deles já com opção de uso de dois chips (dual-chip). E muitos lançamentos aguardados para os próximos meses. E compre o mais indicado para o seu tipo de uso e orçamento o quanto antes.

A orientação da Anatel para quem vai comprar um celular novo é desde já evitar a compra de aparelhos não certificados/homologados.

De acordo com a Lei Geral de Telecomunicações e os regulamentos do setor, só podem ser utilizados equipamentos e produtos de telecomunicações certificados por entidades certificadoras e homologados pela Anatel.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anatel exige pelo menos 20% da velocidade contratada a partir de hoje

Começa a valer a partir desta quinta-feira (01) as novas regras da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) relacionadas à velocidade mínima que prestadoras de banda larga fixa devem garantir aos assinantes do serviço. Neste primeiro momento a regulação determina que 20% da velocidade contratada seja obrigatória para todas as conexões de banda larga.

A Anatel exige que a velocidade mínima de 20% seja atingida em 95% das medições realizadas. A regulamentação da agência também dispõe sobre a velocidade média obrigatória de 60% que deve ser atingida mensalmente a partir de dados colhidos ao longo do período.

Em se tratando de velocidade mínima ficou acordado o seguinte cronograma: 20% no primeiro ano; 30% no segundo; e 40% no terceiro ano de regulamentação. Da mesma forma, a velocidade média exigida subirá com o tempo: 60% no primeiro ano; 70% no segundo ano; e 80% a partir de novembro de 2014.
Whitebox fabricado pela TP-Link
Whitebox fabricado pela TP-Link

Entidades de defesa do consumidor afirmam que o assinante tem o direito de encerrar o contrato de prestação de serviço sem ônus caso a conexão não chegue aos 20% da velocidade contratada.

As operadoras tiveram um ano para se adaptar às novas regras.

Também nessa semana começa o programa de medição de qualidade de banda larga. Voluntários do Rio de Janeiro receberam aparelhos chamados de whitebox. Eles ficam acoplados ao roteador de casa para registrar as velocidades atingidas pelo cliente durante a navegação. De acordo com a Entidade Aferidora de Qualidade (EAQ), os whitebox utilizados no Brasil são fornecidos pela TP-Link e funcionam em modo Bridge.

A EAQ fica responsável por receber e analisar os dados obtidos com os aparelhos whitebox. Testes de download, upload, latência, perda de pacotes de dados e jitter (variação de latência) são feitos quando a conexão fica ociosa. De acordo com a Anatel, a firma de auditoria PriceWaterhouseCoopers trabalha no programa.

Os aparelhos de whitebox utilizam software fornecido pela empresa SamKnows. A EAQ esclarece em seu site que não obtém acesso aos conteúdos acessados pelos assinantes.

Fonte: http://www.tecnoblog.net/117764/anatel-banda-larga-minimo/