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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Usuários logo poderão desativar recurso que limita a performance do iPhone, diz Tim Cook

A Apple se enrolou um bocado quando decidiu reduzir a performance dos iPhones sem avisar os consumidores. No entendimento geral, a proposta de oferecer um “feature” para proteger os aparelhos e minizar o desgaste natural das baterias não foi feito da maneira correta, a maçã teria intencionalmente induzido milhares de consumidores ao erro ao pensarem que o problema se dava pela incapacidade de modelos antigos se adequarem às novas versões do iOS, levando à troca anual de smartphones e inflando suas vendas.

A Apple, para quem “ter a confiança dos clientes é tudo” oficialmente alega que agiu na melhor das intenções, ao capar intencionalmente a performance dos iPhones por suas baterias suportarem até 500 ciclos de carga e recarga antes de começarem a se desgastar, e que o recurso powerd incluído no iOS 10.2.1 em 2016 foi feito para manter os smartphones em uso por mais tempo. Segundo Cupertino, manter uma mesma performance com baterias desgastadas levaria a problemas como desligamentos constantes e isso, ela não iria permitir em nome da experiência de uso “perfeita”.

O problema é que a Apple não jogou limpo. Ela não divulgou a existência do powerd e não alertou os consumidores de que elementos do iOS estavam ativos de modo a reduzir a performance dos iPhones tão logo detectassem um certo desgaste na bateria, o que em última análise fez muita gente acreditar que a cada grande atualização do sistema móvel, modelos anteriores não mais seriam capazes de extrair o máximo por limitações de hardware e a única solução era trocar de iPhone a cada novo modelo posto no mercado. Assim, o powerd indiretamente teria inflado as vendas nos últimos dois anos de forma intencional.

Desnecessário dizer que todas as desculpas apresentadas pela Apple, bem como a redução de preço temporária no procedimento de substituição das baterias não colaram, o problema é o recurso ativo permanente que VAI tesourar a performance mais cedo ou mais tarde, e obviamente está chovendo processinhos em Cupertino.

Pois bem, em recente entrevista à rede ABC, a jornalista Rebecca Jarvis foi direto na jugular do CEO Tim Cook, questionando sobre o atual posicionamento da empresa sobre toda a polêmica da redução de performance dos iPhones. O executivo enfim foi um pouco mais claro sobre toda essa celeuma, e embora tenha novamente reiterado o pedido de desculpas publicado anteriormente afirmou mais uma vez que sob seu ponto de vista, nada de errado foi feito e a preocupação principal da maçã é para com o usuário e uma experiência de uso adequada.

Segundo Cook, reduzir a performance de iPhones com baterias desgastadas é o correto a se fazer ao invés de permitir que os mesmos continuem funcionando a 100%, permitindo a ocorrência de erros e desligamentos constantes; ao usuário ficaria a opção de ou ter um aparelho funcionando com menos performance ou abrir a carteira e trocar a bateria, visto que nenhuma fabricante de smartphone cobre desgaste natural nos termos de garantia.

Porém Cook reconheceu que é preferível dar a opção de escolha aos usuários; sendo assim, um primeiro beta do iOS com a opção de desligar o powerd será liberada em fevereiro mas o CEO, que não se aguenta informa que ao fazê-lo o usuário submeterá seu iPhone a um possível comportamento errático, com desligamentos frequentes mas com uso pleno de CPU e GPU. Assim, caberá aos consumidores decidirem qual a melhor solução: desligar o recurso e tentar a sorte, deixa-lo ligado e se virar com um aparelho capado ou gastar seus cobres em uma bateria nova.

Pode-se dizer que a Apple está enfim fazendo o que deveria desde o início, dar a opção ao consumidor ao invés de decidir o que é melhor para ele, sem informa-lo do que anda fazendo e induzindo-o a gastar mais com um aparelho novo todo ano. Ainda que o desligamento do powerd cause problemas e Tim Cook ainda insista que isso não é aconselhável, é melhor ter o switch do que sequer saber que o recurso existe.

sábado, 25 de novembro de 2017

Erros mais comuns na hora de carregar a bateria do smartphone

Lembra que antigamente a gente tinha que tomar cuidado com as baterias de celular, porque elas não duravam muito e ainda corriam o risco de ficarem viciadas se você deixasse muito tempo carregando? Hoje em dia não é mais assim, mas a gente ainda comete alguns erros que podem prejudicar a bateria dos smartphones! Olha só quais são e como evitá-los.


Temperaturas extremas
Gente, calor e bateria não combinam! Evite deixar o celular exposto ao sol ou dentro do carro em dias quentes, pra não acabar com a vida útil dela. É por isso que, quando está muito quente, o celular desliga sozinho, sabe? E o mesmo vale pra temperaturas muito frias! Temperaturas abaixo de 0°C também podem estragar a bateria. Então, se você for viajar pra um lugar que tem neve, tome cuidado com o smartphone!

Carregador
Não use carregadores falsos ou que não são os ideais pro seu celular. O carregador faz parte do smartphone, ele é pensado pra carregar o aparelho de uma forma correta e segura. Se você usa o carregador de outro celular ou um falso, pode causar até incêndios, porque ele pode soltar faíscas ou superaquecer o aparelho. Então, resista a tentação de pagar baratinho em um carregador, tá? 

Usar o celular enquanto carrega
Antes de dormir você coloca o celular pra carregar e fica jogando ou navegando nas redes sociais? Então é melhor parar! O aparelho também precisa de um descanso depois de um longo dia de trabalho, viu? Se você fizer isso, além de demorar mais pra carregar, a temperatura do aparelho vai aumentar e, como você já sabe, o calor prejudica a bateria. 

Pouca bateria
Não espere a bateria acabar por completo pra começar a carregar o celular! O smartphone sente quando está com pouca energia e isso acaba encurtando a vida útil do aparelho ao longo do tempo. Pra evitar que isso aconteça, o ideal é não deixar a bateria ficar com menos de 10%, tá?

Com essas dicas você vai conseguir manter a bateria do seu celular saudável e fazer com que ela dure por muito mais tempo!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

iOS 11 já tem lançamento

O iOS 11 será disponibilizado para os iPhones, iPads e iPods Touch antigos na terça-feira, 19. A atualização do sistema trará novidades no campo da realidade aumentada, novas telas de bloqueio e de notificações, funções voltadas para motoristas, entre outros. O download pode ser feito gratuitamente nos aparelhos suportados.

Além das novidades habituais para iPhone, o iOS 11 promete mudar radicalmente o funcionamento do iPad, que ficará mais parecido com um computador. Além disso, os aplicativos de 32 bits vão parar de funcionar na nova plataforma. Confira tudo que muda e também quais aparelhos receberão a atualização.

Aparelhos compatíveis
Pela primeira vez, o iOS será compatível apenas com aparelhos com processadores de 64 bits. Ou seja, apenas os donos do iPhone 5s ou superiores devem receber a atualização. Além disso, os novos aparelhos já virão com a versão mais recente do sistema. Confira a seguir a lista completa de dispositivos que receberão o update:
Principais novidades do iOS 11
Câmera: as fotos do iPhone consumirão menos espaço na memória do celular, o que deve aliviar a vida de quem tem pouco armazenamento. Para isso, a Apple anunciou um novo formato de compressão chamado HIEF que deve reduzir pela metade o tamanho das imagens. A empresa também aprimorou o algoritmo de captura para melhores resultados em situações de pouca luz, melhor uso da estabilização óptica e do flash True Tone.

Siri: a assistente vai ganhar uma voz menos robótica. Usando aprendizado de máquina, a assistente pode pronunciar palavras com diferentes entonações, o que dá mais naturalidade ao discurso. Há ainda um recurso de tradução, que vai permitir falar ou digitar algo no seu idioma e traduzir para outro. Inicialmente, o sistema suporta apenas inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e mandarim.

A Siri também ficou mais inteligente, funcionando de forma integrada a aplicativos. Ela pode entender seus interesses e sugerir notícias em apps do gênero ou temas de conversa em programas de bate-papo por meio de sugestões de palavras do teclado. Ela também pode entender a conversa para sugerir uma transferência de dinheiro pelo Apple Pay. Tudo isso tem criptografia de ponta a ponta, que garante que a Apple não pode acessar os dados mesmo se os executivos quiserem.

Apple Pay: outra parte importante da conferência foi a expansão do Apple Pay. Disponível para pagamentos em apps, em lojas e na web, ele agora permite a transferência de dinheiro de pessoa para pessoa por meio do iMessage com autenticação pelo Touch ID. Os valores são creditados em sua conta da Apple e podem ser transferidos para uma conta bancária.

Interface: o iOS 11 trouxe um novo visual para a central de controle do aparelho. Não só ele foi reformulado como ganhou novas funções para agilizar ajustes rápidos e exibir mais informações. Este espaço também terá integração com widgets. As notificações na tela de bloqueio agora também passarão a ser integradas com a central de alertas do sistema, oferecendo uma experiência mais uniforme. A App Store também passou por uma reformulação visual grande.

Realidade aumentada: popularizada pelo "Pokémon Go", a realidade aumentada promete ser um dos focos da Apple. A ideia é usar a câmera dos seus dispositivos para acrescentar novas camadas de informação sobre o mundo real, que podem servir para informação ou entretenimento. O novo sistema da Apple abre espaço para que desenvolvedores façam bom uso da tecnologia, com cuidado a detalhes ao nível de sombras de objetos virtuais que se movimentam de acordo com a posição da iluminação em relação à câmera.

sábado, 18 de junho de 2011

iPad começará a ser produzido no Brasil até setembro', diz Mercadante

Apple adiou início da produção, antes previsto para final de julho.


Escassez de mão de obra qualificada foi uma das causas para atraso.


iPad 2 (Foto: Kimihiro Hoshino/AFP) 
iPad 2  chegou às lojas brasileiras no final de maio
(Foto: Kimihiro Hoshino/AFP)
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que a Foxconn, responsável pela montagem do iPad, da Apple, vai começar a produção do tablet no Brasil no final de agosto ou início de setembro. Segundo ele, a Apple precisou adiar o começo da produção, previsto inicialmente para final de julho.
“A alça de acesso para a empresa, que seria usada para escoar a produção da fábrica em Jundiaí (SP), não ficou pronta a tempo, por conta de atrasos na obra. Além disso, há uma escassez de mão de obra qualificada no país. A empresa já contratou 175 engenheiros, que precisou mandar para a China, onde estão fazendo estágio. A empresa, no entanto, precisa de mais de 200 engenheiros para o setor”, afirmou o ministro.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Jundiaí informou que as obras viárias necessárias para a implantação de mais uma unidade da Foxconn na cidade estão sendo desenvolvidas em parceria com a Secretaria Estadual de Logística e Transporte, conjuntamente com representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e Autoban.

Ainda segundo a nota, a realização destas obras depende de processos legais, que foram acelerados com o objetivo de atender à empresa dentro dos prazos estipulados. A prefeitura informou que está empenhada na instalação desta unidade no município.


Nas prateleliras
Mercadante disse ainda que os tablets produzidos no Brasil serão até 40% mais baratos do que os equipamentos disponíveis atualmente nas prateleiras. Das 12 empresas interessadas na montagem do dispositivo no país, oito já estão licenciadas e passam por ajustes operacionais para início da produção.

“Vamos ter muito tablet verde amarelo no mercado até o fim do ano. Quem quiser comprar tablet barato vai ter de esperar mais um pouco. São 31% de impostos federais que integram o pacote de incentivos para a fabricação do equipamento no país. Somando com os incentivos municipais, o preço do produto pode chegar a 40% mais barato para os consumidores”, disse Mercadante.

Segundo o ministro, as primeiras empresas que começarem a produzir os tablets no país terão de obedecer a regras produtivas e que garantam a inovação tecnológica brasileira. “Algumas empresas já estão prestes a apresentar seus produtos para o mercado, sempre dentro das regras de 20% de conteúdo local no primeiro ano de produção. Em três anos, terão de usar 80% de componentes nacionais.”


Saturação da internet móvel
O ministro disse que o incentivo da produção de tablets brasileiros pode saturar a já comprometida estrutura de internet móvel do país, mas garantiu que o problema está na pauta de discussão técnica no ministério. “Esse é um bom problema. O que temos de fazer agora é acelerar o Plano Nacional de Banda Larga. Investimos R$ 100 milhões para melhorar a capacidade nas universidades e centros tecnológicos. O governo está dando importância para isso. Está todo mundo sentindo a necessidade de banda larga. Levamos banda larga para Manaus e a capacidade foi esgotada em pouco tempo. O país que olha para a fibra ótica está vendo o futuro.”


Internacionalização de empresas
“Em um mês teremos uma reunião técnica para debater o assunto. A internacionalização de empresas precisa de apoio, de medidas complementares, pois há conflitos na área tributária. Vamos montar um grupo de trabalho com o Itamaraty, com o Ministério da Ciência e Tecnologia, da Fazenda, e do Livre Comércio para equacionar o tema”, disse o ministro.


Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/ipad-comecara-ser-produzido-no-brasil-ate-setembro-diz-mercadante.html