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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Usuários logo poderão desativar recurso que limita a performance do iPhone, diz Tim Cook

A Apple se enrolou um bocado quando decidiu reduzir a performance dos iPhones sem avisar os consumidores. No entendimento geral, a proposta de oferecer um “feature” para proteger os aparelhos e minizar o desgaste natural das baterias não foi feito da maneira correta, a maçã teria intencionalmente induzido milhares de consumidores ao erro ao pensarem que o problema se dava pela incapacidade de modelos antigos se adequarem às novas versões do iOS, levando à troca anual de smartphones e inflando suas vendas.

A Apple, para quem “ter a confiança dos clientes é tudo” oficialmente alega que agiu na melhor das intenções, ao capar intencionalmente a performance dos iPhones por suas baterias suportarem até 500 ciclos de carga e recarga antes de começarem a se desgastar, e que o recurso powerd incluído no iOS 10.2.1 em 2016 foi feito para manter os smartphones em uso por mais tempo. Segundo Cupertino, manter uma mesma performance com baterias desgastadas levaria a problemas como desligamentos constantes e isso, ela não iria permitir em nome da experiência de uso “perfeita”.

O problema é que a Apple não jogou limpo. Ela não divulgou a existência do powerd e não alertou os consumidores de que elementos do iOS estavam ativos de modo a reduzir a performance dos iPhones tão logo detectassem um certo desgaste na bateria, o que em última análise fez muita gente acreditar que a cada grande atualização do sistema móvel, modelos anteriores não mais seriam capazes de extrair o máximo por limitações de hardware e a única solução era trocar de iPhone a cada novo modelo posto no mercado. Assim, o powerd indiretamente teria inflado as vendas nos últimos dois anos de forma intencional.

Desnecessário dizer que todas as desculpas apresentadas pela Apple, bem como a redução de preço temporária no procedimento de substituição das baterias não colaram, o problema é o recurso ativo permanente que VAI tesourar a performance mais cedo ou mais tarde, e obviamente está chovendo processinhos em Cupertino.

Pois bem, em recente entrevista à rede ABC, a jornalista Rebecca Jarvis foi direto na jugular do CEO Tim Cook, questionando sobre o atual posicionamento da empresa sobre toda a polêmica da redução de performance dos iPhones. O executivo enfim foi um pouco mais claro sobre toda essa celeuma, e embora tenha novamente reiterado o pedido de desculpas publicado anteriormente afirmou mais uma vez que sob seu ponto de vista, nada de errado foi feito e a preocupação principal da maçã é para com o usuário e uma experiência de uso adequada.

Segundo Cook, reduzir a performance de iPhones com baterias desgastadas é o correto a se fazer ao invés de permitir que os mesmos continuem funcionando a 100%, permitindo a ocorrência de erros e desligamentos constantes; ao usuário ficaria a opção de ou ter um aparelho funcionando com menos performance ou abrir a carteira e trocar a bateria, visto que nenhuma fabricante de smartphone cobre desgaste natural nos termos de garantia.

Porém Cook reconheceu que é preferível dar a opção de escolha aos usuários; sendo assim, um primeiro beta do iOS com a opção de desligar o powerd será liberada em fevereiro mas o CEO, que não se aguenta informa que ao fazê-lo o usuário submeterá seu iPhone a um possível comportamento errático, com desligamentos frequentes mas com uso pleno de CPU e GPU. Assim, caberá aos consumidores decidirem qual a melhor solução: desligar o recurso e tentar a sorte, deixa-lo ligado e se virar com um aparelho capado ou gastar seus cobres em uma bateria nova.

Pode-se dizer que a Apple está enfim fazendo o que deveria desde o início, dar a opção ao consumidor ao invés de decidir o que é melhor para ele, sem informa-lo do que anda fazendo e induzindo-o a gastar mais com um aparelho novo todo ano. Ainda que o desligamento do powerd cause problemas e Tim Cook ainda insista que isso não é aconselhável, é melhor ter o switch do que sequer saber que o recurso existe.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Apple reduz performance de iPhones com bateria velha

Após rumores recentes de que a Apple havia diminuído o desempenho dos iPhones com baterias antigas, a empresa confirmou os boatos. Saiba o motivo.


Nas últimas semanas, boatos vinham surgindo de que a Apple diminuia o desempenho dos iPhones mais ultrapassados conforme surgia um novo. Para evitar um boca a boca prejudicial à marca, e explicar aos usuários o que realmente vem acontecendo, a Apple confirmou ontem (20/12) que reduz o desempenho – não de seus iPhones antigos, mas sim, dos aparelhos que possuem baterias mais velhas.

Basicamente, a Apple desenvolveu um recurso que limita a bateria, enquanto ela se desgasta, com o objetivo de evitar com que iPhones mais antigos se desligassem sozinhos, como vinha acontecendo. O que vinha resultando em um aparelho mais lento e com a performance prejudicada.

Para evitar desligamentos repentinos, recurso reduz desempenho do iPhone
A explicação da Apple é que as baterias mais velhas não conseguem atender às necessidades do desempenho total dos aparelhos, o que os leva ao desligamento do aparelho em diversas ocasiões, como bateria baixa, ambientes frios, etc. Assim, a solução encontrada foi de limitar o consumo e a performance do chip para que não houvessem mais desligamentos repentinos, porém, em contrapartida, isso acaba prejudicando o desempenho dos iPhones.

Em nota ao site de notícias The Verge, a Apple afirmou:
“Nosso objetivo é oferecer a melhor experiência para os consumidores, o que inclui o desempenho geral e o prolongamento da vida útil de seus dispositivos. No ano passado, lançamos um recurso para o iPhone 6, iPhone 6s e iPhone SE para suavizar os picos instantâneos de consumo somente quando necessário para evitar que o dispositivo se desligue inesperadamente nessas condições. Agora estendemos a funcionalidade para o iPhone 7 com o iOS 11.2 e planejamos adicionar suporte para outros produtos no futuro”.

Desorientação dos usuários
O anúncio tardio da Apple sobre estas modificações deixou os usuários de iPhones mais antigos no escuro. Sem saber o problema com o seu aparelho, começaram a teorizar sobre os problemas em sites de discussão online.

Os usuários do Reddit já haviam descoberto na semana passada que, logo após a substituição da bateria de um iPhone antigo, os testes de benchmark (que medem a velocidade do processador do computador ) viram um aumento dramático e notável no desempenho. Um usuário mostrava que a pontuação do iPhone 6s no benchmark sintético Geekbench quase dobrava quando a bateria (com 20% de desgaste) era substituída por uma nova.

A notícia se espalhou ainda mais quando novos dados do Geekbench (um dos testes de velocidade de iOS mais usados) reafirmaram o que os usuários do Reddit haviam falado.

Uma distribuição típica do Geekbench deve mostrar um grande pico quando o assunto é iPhone, pois essa é a pontuação que esse tipo de modelo deve obter quando ele está funcionando com força total.

À esquerda, o resultado do Geekbench em um iPhone 6S com uma bateria antiga. À direita, a melhoria após a bateria ter sido substituída por uma nova

O recurso para reduzir o desempenho do iPhone certamente foi uma boa ideia, tendo em vista que é preferível um iPhone lento à um iPhone que desligue sozinho. Porém, a empresa poderia ter anunciado o novo “modus operandi” antes que as pessoas começassem a se questionar sobre o que haviam feito de errado com o aparelho, e se deviam ou não comprar um novo iPhone.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Face ID: saiba como funciona o scanner facial do iPhone X


Nos últimos anos, leitores de impressões digitais têm se tornado cada vez mais comuns em smartphones. Trata-se de um recurso simples, intuitivo e seguro para desbloquear o smartphone sem ter que decorar padrões de desenhos, senhas, números ou qualquer outra perda de tempo. É só tocar e começar a usar.

Mas, com o iPhone X, novo top de linha da Apple anunciado nesta terça-feira, 12, após quatro anos, o Touch ID, leitor de digitais proprietário da Maçã, virou coisa do passado. O novo smartphone da empresa de Cupertino trouxe consigo um novo sistema de desbloqueio por biometria chamado Face ID, que libera o acesso ao celular através de um scanner facial.

A mudança veio para acompanhar o novo design do aparelho, que elimina o botão Home - local onde ficava o leitor de impressões digitais - em favor de uma tela que cobre quase toda a parte frontal. Durante alguns meses, a conversa nos bastidores da indústria era de que a Apple queria colocar o leitor de impressões digitais sob a própria tela OLED do seu novo celular. Mas, ao que tudo indica, o plano não deu certo.

Colocar o leitor de impressões digitais em outros cantos do aparelho também foi descartado. A Apple até poderia colocar o Touch ID na parte traseira do celular, como fez a Samsung com o S8, ou no botão de liga-desliga, como faz a Sony em sua linha Xperia. Mas qualquer mudança do tipo poderia forçar a Apple a redesenhar as entranhas do iPhone, o que atrasaria a montagem do aparelho e, consequentemente, o início das vendas.

A solução foi jogar fora o Touch ID e abraçar o Face ID. Mas se engana quem pensa que essa tecnologia de scanner facial é ultrapassada. Como explicou a Apple no evento de lançamento do iPhone X, o seu novo sensor biométrico lê uma modelagem tridimensional do rosto do usuário, e não uma imagem bidimensional como outros scanners faciais de smartphones fizeram no passado.

A "mágica" se deve ao conjunto de sensores frontais que a Apple chama de "TrueDepth", localizado no topo do display de 5,8 polegadas. O módulo inclui uma câmera infravermelha, uma espécie de flash LED e um projetor de pontos invisíveis. Esse projetor mapeia o rosto do usuário com 30 mil pequenos pontos que só o iPhone X consegue enxergar.

Além de tudo isso, há um novo "motor neural" dentro do celular, um processador de inteligência artificial criado pela Apple para identificar os detalhes no rosto do usuário. Todo esse processamento é feito localmente, sem precisar de internet ou conexão celular, o que ajuda o smartphone a identificar seu rosto mesmo após anos de mudanças físicas, diferentes iluminações e acessórios faciais, como óculos, chapéus, brincos e piercings.

A Apple também garante que o seu Face ID não pode ser enganado com uma simples foto do usuário. Isso porque o sensor não se contenta em visualizar apenas um rosto semelhante ao do dono do celular, mas analisa também as três dimensões da imagem: largura, altura e, principalmente, profundidade. Algo que uma simples foto não é capaz de reproduzir.

De acordo com a Apple, as chances de o finado Touch ID ser enganado por uma outra pessoa com o padrão de impressão digital parecido o bastante com o seu é de uma em 30 mil. Com o Face ID, as chances são de uma em 1 milhão. A não ser que você tenha um irmão gêmeo, que, em tese, tem mais chances de desbloquear seu iPhone X sem dificuldades.

Por enquanto, porém, é cedo para dizer se o Face ID substitui com competência o leitor de impressões digitais tradicional. Afinal, uma coisa é o que vemos na propaganda da Apple e outra coisa é o uso prático, diário, em condições não controladas. Mas até que o novo iPhone chegue às mãos dos seus primeiros usuários, o que nos resta é a palavra da Apple de que este é o futuro da segurança biométrica.

sábado, 23 de setembro de 2017

13 recursos do iOS 11 que você talvez não conheça

A Apple liberou a atualização do iOS 11 na última terça-feira, 19, e o sistema operacional chegou com uma série de recursos e novidades, incluindo algumas que não foram divulgadas pela Apple.

Mover vários aplicativos de uma vez
Agora, os usuários são capazes de mover mais de um aplicativo ou pasta ao mesmo tempo quando estiver organizando o celular. Basta segurar o aplicativo que deseja mudar de lugar até que apareça o “x” no canto superior esquerdo, mova levemente o app e clique no outro aplicativo que deseja mover junto. Os dois apps irão se unir e você poderá trocar a posição ou a tela em que eles aparecem.

Acessar o “Notas” na tela de bloqueio
A Apple liberou o acesso do recurso “Notas” mesmo com a tela bloqueada. Para usar o aplicativo, vá em “Ajustes” e depois em “Notas”; no final da tela, toque em “Acessar Notas na Tela Bloqueada”. 
Aqui você poderá selecionar entre “Desativado”, “Sempre criar nova nota” ou “Retomar última nota”.

Escanear documentos
O “Notas” também ganhou a capacidade de escanear documentos. Basta abrir uma nova nota, tocar em “+” e selecionar a opção “Escanear documentos”. Quando tiver terminado, toque no símbolo de upload e toque em “Criar PDF”.

Editar captura de tela
A captura de tela também ganhou novidades. Agora, ao tirar o print, aparece no canto da tela uma miniatura da imagem e se você tocar nela, terá a opção de desenhar, incluir textos e comentários.

Leitor QR Code
A câmera ganhou um leitor QR Code integrado com o iOS 11. Basta abrir a câmera e apontar para o código que deseja escanear; vai aparecer a opção de abrir o código no Safari.

Emergência 
Agora, ao apertar cinco vezes o botão de liga/desliga rapidamente você tem a opção de desligar o celular, acessar a ficha médica ou ligar para um serviço de emergência.

Você também pode habilitar a ligação automática para o serviço de emergência. Nesse caso, entre em “Ajustes”, procure por “SOS de Emergência” e ative a opção “Ligação Automática”.

iMessage
O iMessage tem novos efeitos: um que permite incluir um holofote na sua mensagem e outra de “eco” que envia várias versões da sua mensagem de uma só vez. Além disso, ele recebeu integração com Spotify, que permite enviar músicas para os contatos.

Desative as avaliações de aplicativos
Os usuários agora podem desativar as notificações pedindo avaliação dos aplicativos. Entre em “Ajustes”, depois em “iTunes Store e App Store” e desative a opção “Avaliações dentro de Apps”.

Salvar páginas do Safari para PDF
O Safari agora faz com que seja fácil transformar páginas da web em PDFs. Basta acessar o menu de compartilhamento do aplicativo e escolher "Criar um PDF".

Maximizar o armazenamento automaticamente 
Essa é uma novidade já comentada pela Apple, mas que vale destaque. Agora, o sistema é capaz de maximizar o espaço de armazenamento automaticamente. Basta acessar as configurações de “Armazenamento do iPhone” nos ajustes e ativar a opção de desinstalar aplicativos que não são usados há muito tempo automaticamente. A função também pode ser ativada em nos ajustes do “iTunes Store e App Store”.

Digitar para falar com a Siri
Pela primeira vez, os usuários podem interagir com a Siri sem precisar usar o comando de voz. A assistente virtual agora conta com suporte de texto, o que significa que você pode digitar o que deseja que ela faça. Ative a Siri e vá em “Acessibilidade”, procure por “Siri” e habilite a opção “Digitar para a Siri”.

Central de controle 
Você também pode personalizar a Central de Controle do iPhone. Basta entrar nos "Ajustes", tocar em "Central de Controle", depois em "Personalizar controles" e escolher quais atalhos você deseja ter.

Touch ID
Mesmo que o seu iPhone não tenha a função Touch ID, o sistema permite que você use os atalhos da Central de Controle como se o recurso existisse. Se você tocar na "Lanterna" por exemplo, é possível alterar a intensidade da luz. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

iOS 11 já tem lançamento

O iOS 11 será disponibilizado para os iPhones, iPads e iPods Touch antigos na terça-feira, 19. A atualização do sistema trará novidades no campo da realidade aumentada, novas telas de bloqueio e de notificações, funções voltadas para motoristas, entre outros. O download pode ser feito gratuitamente nos aparelhos suportados.

Além das novidades habituais para iPhone, o iOS 11 promete mudar radicalmente o funcionamento do iPad, que ficará mais parecido com um computador. Além disso, os aplicativos de 32 bits vão parar de funcionar na nova plataforma. Confira tudo que muda e também quais aparelhos receberão a atualização.

Aparelhos compatíveis
Pela primeira vez, o iOS será compatível apenas com aparelhos com processadores de 64 bits. Ou seja, apenas os donos do iPhone 5s ou superiores devem receber a atualização. Além disso, os novos aparelhos já virão com a versão mais recente do sistema. Confira a seguir a lista completa de dispositivos que receberão o update:
Principais novidades do iOS 11
Câmera: as fotos do iPhone consumirão menos espaço na memória do celular, o que deve aliviar a vida de quem tem pouco armazenamento. Para isso, a Apple anunciou um novo formato de compressão chamado HIEF que deve reduzir pela metade o tamanho das imagens. A empresa também aprimorou o algoritmo de captura para melhores resultados em situações de pouca luz, melhor uso da estabilização óptica e do flash True Tone.

Siri: a assistente vai ganhar uma voz menos robótica. Usando aprendizado de máquina, a assistente pode pronunciar palavras com diferentes entonações, o que dá mais naturalidade ao discurso. Há ainda um recurso de tradução, que vai permitir falar ou digitar algo no seu idioma e traduzir para outro. Inicialmente, o sistema suporta apenas inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e mandarim.

A Siri também ficou mais inteligente, funcionando de forma integrada a aplicativos. Ela pode entender seus interesses e sugerir notícias em apps do gênero ou temas de conversa em programas de bate-papo por meio de sugestões de palavras do teclado. Ela também pode entender a conversa para sugerir uma transferência de dinheiro pelo Apple Pay. Tudo isso tem criptografia de ponta a ponta, que garante que a Apple não pode acessar os dados mesmo se os executivos quiserem.

Apple Pay: outra parte importante da conferência foi a expansão do Apple Pay. Disponível para pagamentos em apps, em lojas e na web, ele agora permite a transferência de dinheiro de pessoa para pessoa por meio do iMessage com autenticação pelo Touch ID. Os valores são creditados em sua conta da Apple e podem ser transferidos para uma conta bancária.

Interface: o iOS 11 trouxe um novo visual para a central de controle do aparelho. Não só ele foi reformulado como ganhou novas funções para agilizar ajustes rápidos e exibir mais informações. Este espaço também terá integração com widgets. As notificações na tela de bloqueio agora também passarão a ser integradas com a central de alertas do sistema, oferecendo uma experiência mais uniforme. A App Store também passou por uma reformulação visual grande.

Realidade aumentada: popularizada pelo "Pokémon Go", a realidade aumentada promete ser um dos focos da Apple. A ideia é usar a câmera dos seus dispositivos para acrescentar novas camadas de informação sobre o mundo real, que podem servir para informação ou entretenimento. O novo sistema da Apple abre espaço para que desenvolvedores façam bom uso da tecnologia, com cuidado a detalhes ao nível de sombras de objetos virtuais que se movimentam de acordo com a posição da iluminação em relação à câmera.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Apple anuncia novos iPhone 8 e iPhone 8 Plus

Novos aparelhos possuem mesmo design da versão anterior e deixaram as maiores novidades para o iPhone X.

Finalmente, chegou a hora de confirmar os rumores, pois não já não havia mais tanto mistério sobre os novos iPhones em evento na Califórnia, no Teatro Steve Jobs.

A Apple revolucionou o mercado de telefonia ao lançar o iPhone, dez anos atrás. Tim Cook entrou no palco e relembrou todas as inovações trazidas pelo iPhone ao passar dos anos, como: multitoque, tela retina, entre outras coisas.

A apresentação começou bem apressada, apresentando os novos iPhone 8 com tela de 4.7 polegadas e o iPhone 8 Plus, um phablet com 5.5 polegadas. O corpo do aparelho é de metal e vidro na parte traseira. De acordo com a Apple, este é o vidro mais resistente já colocado em um smartphone. Veremos…

As telas de ambos são IPS, sendo a do iPhone 8, com resolução 1334 x 750 pixel a 326 ppi, e do iPhone 8 Plus 1920 x 1080 pixel a 401 ppi.

Os novos iPhone 8 e iPhone 8 Plus serão disponibilizados em 3 cores: preto, prata (cinza espacial) e dourado.

Assim como seu antecessor, possui resistência a água e poeira IP67, e traz carregamento sem fio embutido. Em outras palavras, os novos iPhone 8 e iPhone 8 Plus são uma espécie de iPhone 7s e 7s Plus. Pois o visual não mudou praticamente nada, e as melhorias todas, são internas, entre processador, câmera e tela.

Processador e bateria

Os dois smartphones são equipados com o novo chip A11 Bionic 64-bit, desenvolvido pela própria Apple. Ele é um processador de 6 núcleos, sendo 2 para economia de bateria e 4 de auto desempenho.

Eles são 70% mais rápidos que os chip anterior, A10 Fusion. O A11 Bionic possui uma GPU Própria, pois a Apple decidiu abandonar a parceria com a Imagination, que fabricava os chips PowerVR e entre as melhorias estão: processamento de fotos mais rápido e processamento de realidade aumentada, além de contar com uma máquina de processamento neural.

A bateria promete 13 horas de reprodução de vídeo, 14 horas de navegação na internet e carrega até 50% e 30 minutos, de acordo com a Apple. As especificações exatas da capacidade de bateria dos aparelhos ainda não foi revelada.

Câmera

Os novos modelos contam com a câmera com novo sensor de 12MP e ƒ/1.8 abertura nos dois modelos. O iPhone 8 Plus possui um sistema de câmeras duplas, onde uma é uma lente tele objetiva e as duas possuem estabilização óptica de imagem (OIS). A câmera é composta por uma lente de seis elementos, Flash Quad-LED, autofoco, HDR e captura de imagens em HEIF e JPEG.

Na parte de gravação de vídeos, ambos gravam em 4K a 24 fps, 30 fps, ou 60 fps. 1080p HD a 30 fps ou 60 fps e 720p HD a 30 fps. A estabilização óptica também funciona para vídeos. Há suporte para vídeos em câmera lenta, 1080p a 120 fps ou 240 fps.

A câmera frontal tem 7MP, filma em 1080p HD, possui Flash Retina e abertura ƒ/2.2.
O aparelho conta com botão Home, Touch ID, Apple Pay, Siri, conector Lightning, e ausência da entrada de fones de ouvido. Vem equipado com iOS 11 e versões com 64 GB e 128 GB de armazenamento interno.

Preços e datas

A pré-venda dos aparelhos começa nesta sexta-feira, no dia 15 e as primeiras unidades começarão a ser entregues a partir de 22 de setembro. O Brasil não faz parte da lista inicial de países que receberão o iPhone 8 e seu preço inicial é de US$ 699.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Android, iOS ou Windows Phone: o que é melhor para você?

Sistemas operacionais para celulares são quase como times de futebol atualmente. O seu é sempre o melhor e o dos outros é inferior. No Olhar Digital não acreditamos nisso, no entanto. A verdade é que cada um tem seus pontos positivos e negativos que se adequam melhor às necessidades de cada pessoa.

Por isso, listamos abaixo as principais características fortes e fracas de cada uma das plataformas móveis. Confira abaixo e veja o que melhor se encaixa no seu perfil.

Do Android:
Se você está pensando em adquirir um aparelho Android, você faz parte de uma maioria. O sistema é bastante popular, por estar disponível para todas as classes sociais, desde os mais pobres, com aparelhos de baixo custo, até os mais ricos, com smartphones que custam uma fortuna como o Galaxy S6 Edge.

Como parte de uma maioria, também é necessário saber: você se tornará o principal alvo de ataques virtuais do que os usuários de outras plataformas. Mas não se assuste. A maioria dos vírus e aplicativos maliciosos que se espalha no Android faz isso por apps instalados de forma “alternativa”, por lojas suspeitas ou por meio de APKs. Baixe o que você tem que baixar direto do Google Play e você estará seguro na maior parte dos casos, mas mantenha-se atento às avaliações dos outros usuários e na reputação do desenvolvedor para garantir.

Outra observação sobre segurança, talvez um pouco mais séria. Existe uma possibilidade grande de que você não receba as atualizações de software necessárias para manter seu sistema seguro em dia. Por haver muitos aparelhos, de muitas fabricantes, cada modificando o sistema à sua maneira, com muitos tamanhos de tela, com o envolvimento de muitas operadoras, o processo de atualização costuma ser moroso, a menos que você tenha um smartphone da linha Nexus. Um software desatualizado é um convite a ataques digitais, infelizmente.

Também é importante observar que, se você está procurando um celular muito barato, você pode ter problemas com o Android. O sistema é notoriamente mais pesado que os concorrentes, e os aparelhos que apelam pelo preço mais baixo geralmente não têm os componentes necessários para rodar o software de maneira satisfatória. Se procura custo-benefício com o Android, é recomendável começar a procurar aparelhos por a partir dos R$ 600; abaixo disso, o Windows Phone costuma oferecer uma experiência melhor.

No mais, o Android atende a todos os tipos de público, desde os mais leigos, que procuram apenas usar alguns aplicativos básicos, quanto o aficionado por tecnologia, que gosta de extrair o máximo do produto. Isso porque ele permite todo tipo de configuração mais profunda e várias opções de customização, que não existe em nenhum outro sistema. Há ainda a opção do root para ter o controle definitivo de basicamente todas as funções do aparelho, o que é recomendado apenas para quem realmente sabe o que está fazendo.

Os aparelhos também costumam oferecer a opção de expansão de memória via cartão microSD, que pode ser uma mão na roda para quem precisa de mais espaço no celular, mas não quer pagar muito mais por isso.

Do iOS
Escolher o iOS é escolher o iPhone. A afirmação parece redundante, mas é significativa para o que a Apple se propõe a fazer. Diferente do Android, que foi abraçado por inúmeras fabricantes, com o iOS só existe o iPhone, que é controlado a rédeas curtas pela Apple. Isso tem alguns pontos positivos e outros negativos.

Segurança talvez seja o principal dos pontos positivos. A Apple tem um processo rígido de aprovação de aplicativos em sua loja, e instalar aplicativos por meios alternativos é quase impossível, o que torna praticamente inviável a infecção do aparelho por algum software malicioso.

As atualizações são um ponto forte. Quase toda a base de usuários recebe a nova versão do iOS no mesmo dia em que ela sai, exceto os aparelhos que não são mais suportados. O problema é que talvez a Apple vá um pouco além do limite em quais aparelhos ela deve atualizar. O iPhone 4s, por exemplo, recebeu o iOS 8 no ano passado e houve severas críticas de queda de desempenho, já que o hardware de 2011 já não conseguia mais dar conta do novo software.

Estabilidade é outro fator importante. Por ter controle total do hardware, a Apple é capaz de extrair o máximo de desempenho de seu produto, mesmo que suas configurações pareçam inferiores à concorrência no papel. Ao mesmo tempo, desenvolvedores de aplicativos também sabem exatamente o que esperar dos aparelhos, evitando erros súbitos.

Dito isso, há os pontos negativos. O que o iPhone tem em estabilidade, ele perde em customização para os demais concorrentes. Todos os aparelhos da Apple são iguais entre si, e a única forma de ter um modelo “diferente” é comprar uma capinha para o aparelho.

Você também não tem a liberdade de instalação de aplicativos que há no Android. Se a Apple não aprova, você não tem acesso, simples assim (a menos que você faça o jailbreak). Assim, você está restrito ao “jardim” da empresa. Acessórios também dependem da aprovação da empresa para funcionar.

E, finalmente, preço. No exterior, por algum motivo, a Apple não pratica valores muito mais altos do que da concorrência, mas no Brasil isso acontece e é bastante evidente. É uma tradição o novo iPhone ser o aparelho mais caro do mercado. E, como nenhuma outra empresa do mercado faz iPhones, quem quer um aparelho iOS é obrigado a aceitar (ou dar um jeito de importar).

Outro ponto fraco é a não-existência da possibilidade de expandir a memória do celular. Se você precisa de espaço, precisa comprar um iPhone com mais armazenamento interno e pagar US$ 100 ou R$ 400 a mais por isso, quando um cartão microSD de R$ 50 faria o mesmo trabalho.

Ele também não é tão versátil em relação aos widgets, um dos destaques do Android, que permitem acesso rápido a vários recursos dos aplicativos instalados.

Do Windows Phone
Você será parte de uma minoria, e precisará lidar com isso, infelizmente. Novos aplicativos demorarão a ser lançados, isso se forem lançados. Você precisa se acostumar a perguntar “quando X sairá para o Windows Phone?” e não obter uma resposta clara. Também é necessário saber que os aplicativos que você já tem instalados no seu aparelho estão defasados em comparação com o mesmo serviço nas outras plataformas.

No entanto, isso pode estar para mudar com o Windows 10 Mobile, que chega provavelmente até o fim deste ano. A Microsoft está fazendo um esforço para facilitar a vida de desenvolvedores das plataformas rivais para que levem seus apps para o Windows, aproveitando o domínio massivo do sistema operacional nos PCs. Os aplicativos universais para a plataforma Windows, abrangendo mobile e computadores, podem mudar o mercado, mas isso é algo para acompanharmos no futuro.

Dito isso, o Windows para celulares é uma plataforma bastante interessante, que serve como um bom meio termo entre a liberdade (às vezes caótica) do Android e a segurança (às vezes restritiva) do iOS.

Não há muitos relatos de vírus e malwares que atinjam o Windows Phone, então o seu usuário está basicamente seguro, a não ser que uma surpresa aconteça. Ao mesmo tempo, o processo de liberação de aplicativos para a loja da Microsoft não é tão fechado quanto o da Apple, permitindo maior diversidade, embora o volume total de aplicativos na loja do iOS seja consideravelmente maior do que o do Windows.

Há diversidade de aparelhos na linha de produtos com Windows Phone, embora atualmente todos os modelos venham da própria Microsoft, o que permite que todo o tipo de público tenha acesso a um, desde um Lumia 430, que pode ser encontrado por R$ 300, até os tops Lumia 930 e 1520, que já estão há algum tempo no mercado e graças a isso já tiveram um corte de preço, custando menos do que a média do mercado. Os modelos são diversificados e não passam a impressão que todo mundo tem o mesmo aparelho que o seu.

Falando no Lumia 430, o Windows Phone oferece uma experiência excepcionalmente boa em aparelhos de baixo custo, já que por ser um sistema muito leve, não exige hardware parrudo para funcionar com fluidez. Portanto, se o dinheiro está realmente curto, o WP é uma opção ainda melhor que o Android. A competição entre os dois só começa a ficar parelha na faixa de preço dos R$ 600 ou mais.

Em relação à interface, ele se diferencia bastante de Android e iOS graças aos blocos dinâmicos, que podem ser redimensionados e reposicionados livremente, dando um bom senso de customização para o usuário. Os live tiles também servem como widgets, oferecendo informação dos aplicativos em tempo real, o que pode ser bastante útil para aplicativos de esportes, previsão do tempo, e basicamente qualquer outro serviço que se beneficie de informação rápida.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Jobs entra para a história da tecnologia

 
Mesmo sem ser realmente surpresa, a morte de Steve Jobs, nesta quarta-feira, causou comoção no mundo da tecnologia. Jobs morreu aos 56 anos, depois de uma longa luta contra o câncer e um mês e meio depois de renunciar ao posto de CEO da Apple. 

A empresa que ele fundou o homenageou com uma grande foto em seu site na web e uma mensagem onde ele é chamado de “ser humano impressionante” e “gênio visionário e criativo”.  Tratando-se de Jobs, essas palavras não parecem exageradas.

A família de Jobs também divulgou um comunicado em que diz que ele morreu tranquilo na companhia dos parentes próximos. Já o CEO da Apple Tim Cook enviou uma mensagem aos empregados da companhia comunicando a morte do fundador e dizendo que haverá uma celebração em breve na empresa.

Revoluções
Steve Jobs certamente teve altos e baixos ao longo da vida. Mas, desde que voltou à Apple, em 1996, até o dia em que renunciou ao cargo de CEO, em agosto deste ano, sua carreira foi uma sucessão de lances brilhantes e audaciosos. Sob seu comando, a Apple viabilizou o mercado de música digital por meio do iPod e do iTunes, redefiniu o conceito de smartphone com o iPhone e inaugurou a era dos tablets com o iPad.

E  mesmo antes de tudo isso acontecer, ele já era parte da história. A fundação da Apple numa garagem, a criação do Apple II, em 1977, e a do Macintosh, em 1984, tiveram impacto profundo na então nascente indústria de computadores pessoais. Sua obsessão pelo design resultou em produtos elegantes e funcionais que marcaram tendências.

O fim
A morte de Jobs aconteceu depois de mais de sete anos de luta contra o câncer. Ele passou por uma cirurgia no pâncreas em 2004 e por um transplante de fígado em 2009. Mesmo vítima de uma doença tão grave, ele permaneceu o quanto pode à frente da Apple. Ao renunciar ao posto de CEO, em agosto, ele admitiu que não tinha mais condições de cumprir as obrigações do cargo. A mensagem em que anunciou a renúncia foi sua última comunicação pública.

Bill Gates, o fundador da Microsoft, divulgou uma mensagem em que diz estar “verdadeiramente triste” pela morte de Steve Jobs. Ele observa que conhecia Jobs havia quase 30 anos. “Fomos colegas, concorrentes e amigos ao longo de mais da metade das nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que provoca um impacto como o que Steve provocou. Os efeitos serão sentidos por muitas gerações no futuro” diz. De fato, quando alguém for estudar a história do início do século XXI, no futuro, Jobs estará entre os protagonistas

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/jobs-entra-para-a-historia-da-tecnologia-05102011-83.shl