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segunda-feira, 18 de maio de 2015

USB 2.0 vs. USB 3.0 vs. USB 3.1 Tipo-C: qual é a diferença?

Um estudo feito pelo Multimedia Research Group aponta que, até 2016, as vendas de dispositivos USB 3.0 atinjam 2,4 bilhões de unidades, um crescimento de 540% em relação a 2012. Mas muita gente ainda compra por impulso, sem saber qual é a real diferença entre a antiga tecnologia (USB 2.0) e o novo USB 3.0. A gente explica, logo abaixo:
Primeiro, a origem:

A tecnologia USB surgiu no ano de 1994 e, desde então, vem passando por várias revisões. As mais populares são as versões 1.1 e 2.0, sendo esta última ainda bastante utilizada. A primeira é capaz de alcançar, no máximo, taxas de transmissão de 12 Mb/s (megabits por segundo), enquanto que a versão 2.0 pode oferecer até 480 Mb/s (que corresponde a 60 megabytes por segundo).

Mas o número de conexões de alta velocidade à internet cresceu ao longo do tempo, fazendo com que as pessoas queiram consumir, vídeos, músicas, fotos e jogos em alta definição. Noutras palavras, os arquivos estão cada vez maiores, e isso exige novas tecnologias de transferência rápida de dados.

Com suas especificações finais anunciadas em novembro de 2008, o USB 3.0 surgiu para dar conta dessa demanda.

USB 3.0:


Também chamado de Super Speed US, o USB 3.0 é uma tecnologia de transferência de dados até 60 vezes mais rápida que a geração anterior, com velocidades de leitura que atingem até 4,8 Gb/s (5 Gb/s, arredondando), que correspondem a cerca de 600 megabytes por segundo (contra 480 Mb/s ou 60 megabytes por segundo do USB 2.0).

Essa tecnologia também se destaca pela maior eficiência energética: o USB 2.0 trabalha com corrente de até 500 miliamperes e tensão de 5 volts, enquanto que a versão mais nova pode suportar 900 miliamperes e 5 volts. Noutras palavras, ela consegue alimentar dispositivos que consomem mais energia, evitando a complementação com fontes de alimentação externas (tomadas).

No que se refere à transmissão de dados em si, o USB 3.0 faz esse trabalho de maneira bidirecional, ou seja, entre dispositivos conectados, é possível o envio e o recebimento simultâneo de dados. No USB 2.0, é possível apenas um tipo de atividade por vez.

Vantagens da geração anterior, que ainda é compatível com o USB 3.0, também fazem parte do pacote: o suporte Plug & Play (plugar e usar, sem necessidade de instalar drivers manualmente), uso de mais de um dispositivo na mesma porta USB; e o Hot Swappable (capacidade de conectar e desconectar dispositivos sem precisar desliga-los antes).
Tipos de Conectores:

Ok, aqui o negócio fica um pouco mais complexo. Dependendo da função ou gadgets utilizados, o conector USB pode ter tamanhos e formatos diferenciados.

Conectores USB Tipo-A e USB Tipo-B, respectivamente.

Uma das pontas sempre terá aquele aspecto retangular, padrão do USB, com apenas duas características que a diferem do USB 2.0: ao invés da cor preta, o conector USB 3.0 é azul, com o logotipo “SS” (vindo de “Super Speed”, ou super velocidade, em tradução livre). É o chamado conector USB 3.0 A.

Quanto à outra ponta, esta pode ser do tipo USB 3.0 A, B (com aspecto quadrado, usado em impressoras ou scanners), Micro ou Mini USB (com aspectos mais compactos, usados na maioria dos smartphones e tablets). O padrão “B” também é produzido em uma versão “usb powered”, que fornece até 1000 miliamperes de energia para os dispositivos conectados.

Tipos de conectores e entradas USB
Há limite para o tamanho do Cabo?

Quanto ao tamanho dos cabos, não há um limite definido. No entanto, testes efetuados por entidades especializadas recomendam, no máximo, até 3 metros para total aproveitamento da tecnologia. Após essa medida, existem perdas consideráveis na taxa de transmissão de dados e na velocidade com que a o gadgets conectado é carregado.
E o Futuro? (USB 3.1 e Conector USB-C):

Conector USB-C (menor) ao lado de um cabo A (tradicional)

Em agosto de 2013, a USB.org anunciou as especificações finais do USB 3.1 (também conhecido como SuperSpeed USB 10 Gbps). Ele se propõe a oferecer taxas de transferência de dados de até 10 Gb/s (equivalentes a 1,2 gigabyte por segundo).

Aqui, não há uma mudança significativa no padrão 3.0. O “segredo”, essencialmente, está no uso de um método de codificação de dados mais eficiente e que, ao mesmo tempo, não torna a tecnologia mais cara. E, graças a uma especificação chamada USB Power Delivery, uma única porta USB 3.1 consegue fornecer até 100 watts (corrente de até 5 amperes e tensão de até 20 volts).

Outra novidade que já existe desde agosto de 2014, mas só agora começa a aparecer em gadgets e dispositivos, é o conector USB tipo C (USB Type-C, em inglês).

O padrão tem como principal atrativo a adoção de um conector reversível: o conector USB-C pode ser encaixado de qualquer lado na entrada USB.

Por ser preparado para trabalhar com o USB 3.1, o conector USB-C também pode lidar com até 100 watts – o fornecimento de energia é de até 3 amperes no cabo padrão e 5 amperes no conector em si. Assim, um único cabo pode ser usado tanto para tráfego de dados quanto para alimentação elétrica de determinados dispositivos.

Outra característica interessante do USB-C é o Alternate Mode (em tradução livre, Modo Alternativo). Com este recurso, fabricantes podem criar funcionalidades adicionais para cabos e entradas no padrão.

Um exemplo vem da VESA (Video Electronics Standards Association). A entidade compatibilizou as versões mais recentes da tecnologia DisplayPort com o USB-C. Assim, um dispositivo (como um laptop) que tiver uma entrada que combine ambos os padrões (USB e DisplayPort) poderá transmitir vídeos para uma TV ou monitor em resolução 4K ou superior.

Quer saber mais? Visite o site USB.org (em inglês) e Wikipedia. Confira também o texto do site Infowester, usado como referência para esta publicação.

Síndrome do olho seco



Síndrome do olho seco: cada vez mais gente sofre com a exposição às telas dos aparelhos:
Posted by Olhar Digital on Quinta, 7 de maio de 2015


Fonte: https://www.facebook.com/olhardigital/videos/1033805889963693/?utm_content=buffer02866&utm_medium=social&utm_source=plus.google.com&utm_campaign=buffer

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Você já pode testar o Office 2016 gratuitamente

Prepare o download: a Microsoft liberou nesta segunda-feira (4) a primeira versão pública de testes do Office 2016, que será lançado até o final do ano. O novo pacote de produtividade traz novidades importantes, como os aplicativos inteligentes, a colaboração em tempo real e até uma mudança na forma como você salva os arquivos: por padrão, seus documentos passarão a ser armazenados no OneDrive.

Além de colocar o OneDrive como local de salvamento padrão no Word, Excel e PowerPoint, a Microsoft está matando os anexos de email como conhecemos hoje. No Outlook, os documentos serão enviados para o OneDrive por padrão, em vez de serem incluídos como anexos. A vantagem é que você poderá mandar arquivos bem maiores (até 10 GB) de maneira bastante prática.


Os softwares do Office suportarão o que a Microsoft chama de Smart Applications. Três deles já foram revelados: o Tell Me, uma espécie de assistente que executa os comandos que você digitar; o Clutter, que desafoga seu email colocando mensagens de baixa prioridade em uma pasta separada; e o Insights, que exibe informações contextuais do que você está lendo com a ajuda do Bing.

Também será possível editar arquivos em tempo real nativamente nos aplicativos desktop do Office, assim como você faz hoje no Google Drive ou Office Online. Por enquanto, a novidade estará restrita ao Word 2016, mas não deverá demorar para chegar aos outros softwares.


Para testar o Office 2016 Preview, faça o download no site da Microsoft (não é possível usá-lo junto com o Office 2013, você precisará desinstalar as versões anteriores). A suíte de escritório está disponível em múltiplos idiomas, incluindo português do Brasil, e funcionará até que a versão final seja lançada, o que deve acontecer até o final deste ano.

sábado, 2 de maio de 2015

Agora é oficial: navegador do Windows 10 será chamado de Microsoft Edge

A Microsoft está chutando o codinome “Project Spartan” para escanteio, revelando “Microsoft Edge” como o nome oficial do seu novo navegador. A empresa diz que o nome faz referência a estar em vantagem (on the edge, em inglês) na produtividade e no consumo (apesar de esse também ser o nome da engine de renderização do browser).

Como a Microsoft anunciou antes, o Edge será o navegador padrão do Windows 10, enquanto que o Internet Explorer vai se tornar uma “opção de legado” para razões de compatibilidade. O Edge deverá ser mais rápido e leve do que o IE, mas com novos recursos, como uma ferramenta de anotações embutida, um modo de leitura livre de distrações, e informações do site pelo Cortana.

O browser também terá suporte para extensões baseadas em HTML e Javascript. A Microsoft diz que os desenvolvedores poderão criar versões para suas extensões do Chrome com algumas pequenas modificações.

Aprenda a economizar a tinta da sua impressora

Atualmente, embora as impressoras domésticas estejam cada vez mais presentes na casa dos brasileiros, os custos com cartuchos e toners ainda são um pouco elevados. Na verdade, o que talvez dê uma sensação de produto caro, não seja nem o preço do cartucho, mas sim, a sua durabilidade. Dependendo do usuário, um cartucho pode durar apenas uma ou duas semanas. No entanto, mesmo para esses usuários, existem maneiras de economizar a tinta da impressora.

Todas as dicas apresentadas aqui são gratuitas e de fácil aplicação. A utilização dessas dicas na sua rotina de impressão pode lhe economizar algumas reais. Vamos começar!
É realmente necessário imprimir este documento?


A primeira coisa que você pode fazer para economizar a tinta da sua impressora doméstica, ou até mesmo da sua empresa, é analisar se é realmente necessário imprimir este ou aquele documento. Estamos no século 21 e, de fato, não é mais necessário imprimir tudo o que vemos pela frente. Existe dezenas de maneiras ao qual podemos transferir e manipular uma informação/documento que não envolvem uma impressora.

Se, por exemplo, você deseja que uma outra pessoa tenha acesso a determinar documento, porque não enviar o mesmo para o email dessa pessoa? Uma boa parcela da população já possui acesso a smartphones e tablets, o que ainda facilita ainda mais o acesso a qualquer tipo de material. Tornando a impressão algo necessário apenas em situações específicas.
Gráficas


A impressora que você possui na sua casa não foi criada com o intuito de substituir os serviços de uma gráfica. É claro que é conveniente possuir uma impressora em casa. Sempre que necessário, poder imprimir alguma coisa sem sair de casa é uma ótima ideia! No entanto, caso precise imprimir panfletos ou convites, por exemplo, os serviços de uma gráfica são extremamente úteis! Com um preço bastante reduzido e com maior qualidade, as gráficas conseguem lhe oferecer um produto final excelente! Coisas que você dificilmente conseguiria fazendo as impressões em sua casa.

Existe outra coisa que você não deve fazer nunca numa impressora caseira: imprimir fotos coloridas. Mesmo que imprimindo em alta qualidade, a sua foto não ficará boa. Sem falar nos gastos envolvidos.
Otimize as configurações de impressão

Configurar corretamente as opções da impressora ajuda a gastar menos tinta. Para acessar o painel de configurações e personalizar a qualidade da impressão, clique no botão“Iniciar” e abra o “Painel de Controle“. Em “Harware e Sons”, escolha “Exibir impressoras e dispositivos“. Clique duas vezes na sua impressora e aperte “Ajustar opções de impressão“.


As configurações podem mudar de acordo com cada usuário. Por isso, analise cada opção e veja como você pode ajustar as configurações para obter uma maior economia.

Uma dica é, sempre que possível, imprimir mais de uma página em uma folha. O próprio sistema se encarrega de reduzir o tamanho das páginas para que caibam em apenas uma folha.
Outras dicas
Utilize uma ecofont. De acordo com os criadores, ela reduz em até 50% o consumo de tinta. Baixe aqui.

Quando você quiser imprimir uma parte de uma site, não é necessário imprimir a página inteira do site. Você pode imprimir apenas a parte que lhe interessa. Para isso utilize o site printwhatyoulike.com. Com ele é possível selecionar a parte da página que você deseja imprimir.


Essas foram algumas dicas que, com certeza, ajudaram vocês a economizarem a tinta da sua impressora!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Perdeu seu smartphone Android? É só procurar no Google

Você já conhece o Gerenciador de Dispositivos, que permite localizar seu smartphone Android, bloqueá-lo e até apagar seus dados remotamente. É um recurso embutido no Android 2.2 e superior, e o Google criou uma forma bem esperta de acessá-lo.

Digite “find my phone” no Google, e você verá quase imediatamente um mapa com a localização do celular, junto à opção de fazê-lo tocar no volume máximo.

Há alguns requisitos: você precisa estar logado no navegador com a mesma conta Google do seu smartphone, e você precisa usar o Google em inglês. O recurso funciona fora dos EUA, no entanto: basta ir em google.com/search?hl=en&q=find+my+phone para testar.


Ou seja, pode ser questão de tempo até que o Google entenda buscas em português como “cadê meu celular” ou “cadê meu Galaxy”. E quem sabe o Bing possa fazer o mesmo para Windows Phones, que têm o recurso Localizar Meu Telefone há anos.


E ao clicar no mapinha, você é levado para android.com/devicemanager, onde você pode bloquear o dispositivo: é possível mudar a senha remotamente, colocar uma mensagem na tela de bloqueio, e até exibir um botão Ligar – a outra pessoa pode tocá-lo para discar um número e entrar em contato com você.

Para usar tudo isso, abra o app Config. Google no seu smartphone, toque em “Segurança” e ative as opções “Localizar remotamente o dispositivo” e “Permitir bloqueio e limpeza remotos”.


No mês passado, o Android Wear também ganhou suporte ao Gerenciador de dispositivos, permitindo usar um relógio inteligente para encontrar seu smartphone – basta dizer “OK Google, iniciar Encontrar smartphone”.

Para tudo isso funcionar, seu smartphone precisa estar ligado e conectado via rede móvel ou Wi-Fi; senão, os comandos só serão enviados quando ele estiver online novamente.

terça-feira, 31 de março de 2015

WhatsApp libera chamadas de voz para todo mundo no Android

A espera foi longa, mas acabou. A partir desta semana, os usuários que usam o WhatsApp no Android podem realizar chamadas de voz pelo serviço sem depender de convites ou qualquer outro artifício.


O WhatsApp informou a intenção de liberar a funcionalidade em fevereiro do ano passado, mas somente meses depois é que as chamadas de voz começaram a ser testadas com um número razoável de usuários.


Alguns poucos felizardos receberam o recurso sem realizar nenhuma ação. Nas últimas semanas, boa parte dos interessados teve que receber ligação de um usuário que tinha a função para somente então habilitá-la em seu smartphone. Outros ainda recorreram à instalação do WhatsApp via arquivo APK para tentar ativar as chamadas.

Agora, tudo o que é necessário fazer é utilizar a última versão do app. Se você já a tem, mas o recurso não aparece, talvez seja necessário “reiniciar” o aplicativo (não funciona se você fechá-lo, mas o app ficar aberto em segundo plano). Comigo a função apareceu dessa forma.

O uso é muito simples. Com a ativação, a tela principal passa a exibir três abas: Ligações, Conversas e Contatos. Ao ir para a primeira, basta clicar no ícone de chamadas no canto direito superior e escolher a pessoa com a qual você deseja falar. Não há cobrança de tarifas, vale ressaltar, mas se você realizar chamadas via rede 3G ou 4G, deve prestar atenção no consumo de dados.

No iOS, o recurso também vem sendo testado, mas a novidade não deve chegar tão prontamente à plataforma. Durante a conferência para desenvolvedores F8, realizada na semana passada, o cofundador do WhatsApp Brian Acton revelou que a companhia passou os últimos meses refinando a funcionalidade no Android e, por conta disso, a liberação geral para o iPhone pode levar mais algumas semanas.

Cade aprova compra da GVT pela Telefónica

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (25) a compra da GVT pela Telefónica, dona da Vivo no Brasil. A notícia chega seis meses após o grupo espanhol ter fechado um acordo para adquirir a operadora pelo equivalente a R$ 22 bilhões, em setembro de 2014. Para que a compra fosse autorizada, as empresas assinaram um acordo com o Cade para evitar a concorrência desleal no setor de telefonia.

O mercado de telefonia é bem amarradinho. A Telefónica, proprietária da Vivo, também tem participação na Telecom Italia, dona da TIM no Brasil. Por sua vez, a Vivendi, antiga proprietária da GVT, é dona de parte da Vivo. Tudo muda de mãos: 8,3% de participação na Telecom Italia serão transferidos da Telefónica para a Vivendi (os 6,5% restantes deverão ser vendidos). E a Vivendi terá que eliminar sua posição na Vivo. Bem simples.

O que realmente interessa para nós são os acordos relacionados aos serviços. Por pelo menos três anos, a cobertura de telefonia, banda larga e TV por assinatura não poderá ser reduzida — se atualmente a GVT ou a Vivo oferecem determinado serviço num local, ele deverá continuar sendo oferecido. Além disso, os pacotes e ofertas assinados pelos clientes precisarão ser mantidos.

Outra exigência está relacionada com a velocidade de conexão à internet. A GVT, que não vende mais planos de baixa velocidade, tem uma velocidade média de acesso maior que a de outras operadoras. A Vivo se comprometeu a manter a velocidade média das conexões dos clientes da GVT em, no mínimo, 15,1 Mb/s. Isso vale por três anos, para todo o território nacional, exceto para o estado de São Paulo, onde a média deverá ser de pelo menos 18,25 Mb/s.

Na tarde de ontem, houve alterações nos comandos. O presidente da Telefônica Brasil, Antônio Carlos Valente, deixou o cargo e deverá assumir outras responsabilidades na América Latina. O diretor geral, Paulo César Teixeira, também abandonará o cargo. A Telefónica vai propor ao Cade a nomeação de Amos Genish, atual CEO da GVT, para ocupar a presidência da Telefônica Brasil.

A compra da GVT pela Telefónica foi aprovada de forma unânime pelo Cade.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Windows 10 será de graça para todo mundo, inclusive para quem usa Windows pirata

Windows 10 - múltiplos dispositivos




A Microsoft já havia anunciado que a atualização para o Windows 10 seria totalmente gratuita para os atuais usuários do sistema operacional, inclusive para máquinas que ainda rodam o antigo Windows 7, lançado em 2009. Nesta quarta-feira (18), a empresa deu mais um passo rumo a uma empresa de serviços: o Windows 10 será de graça mesmo para quem não possui uma licença original.

A informação foi divulgada pelo chefe da divisão de sistemas operacionais da Microsoft, Terry Myerson, durante a conferência WinHEC, que acontece na China. Segundo aReuters, a medida foi pensada principalmente para o mercado chinês, onde o Windows é altamente pirateado: no país, três em cada quatro computadores não possuem uma licença válida. A Microsoft confirmou que a medida será válida em todo o mundo.

“Vamos atualizar todos os computadores qualificados, genuínos e não genuínos, para o Windows 10”, disse Terry Myerson. Trata-se de uma grande mudança de estratégia para uma empresa que tentou combater a pirataria por diversas vezes. Como lembra o The Verge, o Windows XP foi o primeiro sistema operacional da Microsoft a ter um sistema de ativação para verificar seriais, que foi rapidamente quebrado quando uma chave corporativa foi distribuída pela internet. FCKGW…

O Windows 10 será lançado entre julho e setembro em 190 países e 111 idiomas. Usuários interessados em testar a nova versão já podem baixar o Windows 10 Technical Preview na página da Microsoft.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O que, de fato, é internet das coisas e que revolução ela pode trazer?

A resposta saberemos nos próximos anos, mas uma coisa é certa, uma nova revolução digital está prestes a acontecer.

Há alguns anos, devido ao crescimento exponencial no número de pessoas com acesso a computadores e a internet, se tornou bastante comum ouvirmos especialistas afirmarem peremptoriamente que estávamos vivenciando um marco em nossa história, a “era da inclusão digital”. O Brasil, por exemplo, atingiu em 2014 o incrível número de 86,7 milhões de habitantes plugados na rede mundial de computadores, o que representa mais de 50% de sua população, segundo dados do IBGE.

De fato, a internet mudou definitivamente o nosso cotidiano, pois permitiu, sobretudo, uma velocidade de acesso a informações que até então não tínhamos. Mas se a internet “das pessoas” pode ser considerada uma verdadeira revolução, creio que ainda não exista em nosso dicionário uma palavra para classificar as iminentes mudanças que a “Internet das Coisas” (Internet of things) pode nos proporcionar.

Mas o que é a Internet das Coisas? Para você que ainda não conhece o termo, a Internet das Coisas é um conceito no qual dispositivos de nosso dia a dia são equipados com sensores capazes de captar aspectos do mundo real, como por exemplo, temperatura, umidade, presença, etc, e envia-los a centrais que recebem estas informações e as utilizam de forma inteligente.

Ok, mas e na prática? Como a Internet das Coisas pode ser aplicada em nossas vidas? Ainda é cedo para dizer, pois novas idéias surgem a todo momento. Diversos eventos e amostras acontecem constantemente e mostram casas “inteligentes”, que por exemplo permitem que o dono acenda e apague as luzes de qualquer lugar pelo smartphone, porta da garagem que abra sozinha ao detectar que o carro está se aproximando, porta de casa que dispensa chave e abra pelo telefone ou reconhecimento facial, e diversas outras idéias que ainda parecem um pouco distantes de se tornarem comerciais. Mas podemos citar alguns exemplos que já existem à venda no mercado:

• Sensor Nike + Apple. Já disponível no site da Apple, trata-se de um sensor Nike que deve ser colocado embaixo da palmilha do tênis. Através de seu smartphone ou Ipod, você define, por exemplo, a distância que pretende correr, quantas calorias deseja perder, o seu trajeto e até mesmo uma lista de músicas para ouvir durante o seu exercício. Ao finalizar esta atividade, todas as informações são enviadas automaticamente para o site nikeplus.com, onde o postulante a Usain Bolt pode acompanhar todo o seu histórico de corridas, acompanhar sua evolução e até dividir seus resultados.

• Caixa de Remédios Inteligente AdhereTech. A Adhere Tech desenvolveu uma embalagem inteligente de remédios que avisa ao paciente o horário em que ele precisa tomar seus medicamentos. A embalagem possui um sensor capaz de identificar se a mesma foi aberta ou não, além de controlar a quantidade de medicamento que ainda resta, avisando com antecedência quando o medicamento estiver próximo de terminar. A embalagem inteligente envia as informações para o servidor da empresa que pode mandar alertas para os pacientes através de sms, e-mails e até ligações telefônicas. Além disso, a própria embalagem emite uma luz vermelha e um bipe sonoro, sempre que o paciente não tomar a medicação no horário correto.

• Refrigerador Inteligente Samsung. Geladeiras inteligentes são talvez o mais comum dos exemplos quando falamos sobre Internet das Coisas. O refrigerador Samsung RF28HMELBSR/AA, por exemplo, é equipado com uma tela LCD capaz de reproduzir a tela de seu smartphone no refrigerador. É possível reproduzir vídeos e músicas, consultar a previsão do tempo e até mesmo fazer compras online enquanto verifica na geladeira os itens que precisam ser comprados. O refrigerador traz ainda um app chamado Epicurious, que permite a consulta de receitas online. 

O que devemos esperar do futuro da Internet das Coisas?

Segundo dados divulgados pelo Gartner, em 2015 o número de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT) deve chegar a 4,9 bilhões, um aumento de 30% em relação a 2014. Ainda segundo o Gartner, os investimentos em Internet das Coisas devem chegar a US$ 69 bilhões em 2015 e alcançar quase US$ 300 bilhões em 2020.

Segundo muitos especialistas, um dos grandes obstáculos da Internet das Coisas é a interoperabilidade entre os dispositivos, devido aos diferentes protocolos que atualmente podem ser utilizados por eles para a troca de informações. Acredito, porém, que este desafio será vencido em um futuro muito próximo, dada a quantidade de empresas de peso que se uniram em prol do desenvolvimento de um padrão de comunicação para estes dispositivos.

Particularmente, creio que o principal desafio da Internet das Coisas é conseguir utilizar a tecnologia para oferecer itens realmente úteis em preços acessíveis ao consumidor final. A Internet das Coisas não pode ser uma gincana onde a empresa que mostrar o mais alto nível de tecnologia sairá vencedora. Afinal, o fato de algo ser possível não quer dizer que deva ser feito. Será que o valor gasto em pesquisas (e o valor cobrado do cliente final) é justificável para que tenhamos uma geladeira com acesso à internet? Ao invés disso, será que um dia nosso refrigerador poderá se comunicar com nosso carro e, ao detectar que estamos próximos a um mercado, poderá enviar para nosso smartphone uma lista de compras baseada nos alimentos que estão acabando ou vencendo em nossa geladeira?

Indubitavelmente, a possibilidade de instalar sensores e coletar informações de dispositivos que antes nunca foram monitorados é a grande aliada da Internet das Coisas, mas o que pode ser feito com estas informações ainda é a grande pergunta. A resposta saberemos nos próximos anos, mas uma coisa é certa, uma nova revolução digital está prestes a acontecer.

Rodrigo Nascimento é diretor de operações da FNC IT.